Alerta sobre os graves riscos do tabagismo marca abertura do congresso da Socesp

No Dia Mundial Sem Tabaco, 31 de maio, cerca de 7 mil cardiologias se reúnem em São Paulo para discutir o tema. shutterstock_213185260

Acontece entre os dias 31 de maio e 2 de junho, o 39o Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), no Transamérica Expo Center.  Na abertura, mesma data em que se comemora o Dia Mundial Sem Tabaco, a Socesp debaterá o alto fator de risco às doenças cardiovasculares causadas pelo cigarro.

O evento reunirá mais de 7 mil cardiologistas, e no dia 31 será realizada uma pesquisa in loco, através do aplicativo do Congresso, para avaliar como os médicos tratam a questão do tabagismo em consultório. Os resultados serão computados e divulgados ao final do dia.

Para reforçar a importância de discutir a relação entre tabaco e saúde do coração, a OMS (Organização Mundial da Saúde) escolheu o tema “Tabaco e Doença Cardíaca” para celebrar o Dia Mundial Sem Tabaco deste ano.

Há dois bilhões de fumantes no mundo. O Brasil ocupa o oitavo lugar nesse ranking. “Os números são assustadores: 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens são fumantes no País”, salienta o cardiologista e presidente da SocespDr. José Francisco Kerr Saraiva.

“O tabaco é o maior responsável pelas mortes evitáveis em todo o mundo. Embora a fabricação e venda de cigarros seja legal e liberada, a decisão entre comprar ou resistir ao vício é do consumidor”, enfatiza o médico, explicando: “Por isso, com a ação em nosso congresso, proporemos uma reflexão sobre a importância de evitar o tabagismo, crucial no âmbito do principal objetivo da Socesp, que é reduzir o índice de mortalidade por doenças cardiovasculares”.

O presidente da Socesp comenta que, se as pessoas não passarem a se conscientizar, em 2030 o cigarro matará diretamente oito milhões de indivíduos em todo o mundo. O tabagismo é considerado um dos principais fatores de risco para as doenças não transmissíveis e está em um quadro que corresponde a 40 milhões de mortes no ano. Esse total é equivalente a 70% dos óbitos em todo o mundo.

Além das complicações cardiovasculares e respiratórias que o cigarro causa à saúde, a economia nacional também é muito onerada. No Dia Mundial sem Tabaco de 2017, o  Ministério da Saúde divulgou estudo apontando que o Brasil tem prejuízo anual de R$ 56,9 bilhões devido ao consumo de cigarros e outros derivados do tabaco. São R$ 39,4 bilhões relativos a custos médicos diretos e R$ 17,5 bilhões, indiretos, como a perda de produtividade, provocada pela morte prematura ou incapacitação de trabalhadores.

Intitulada ”O Tabagismo no Brasil: morte, doença e política de preços e impostos”, a pesquisa revelou as doenças relacionadas ao tabaco que mais causaram despesas para o Brasil em 2015, nos sistemas de saúde público e privado:  doenças cardíacas; doença pulmonar obstrutiva crônica; cânceres diversos; e pneumonia. Muitos não fumantes são afetados pelo tabagismo passivo, ou seja, aspiram com frequência a fumaça do cigarro de viciados. Em 2015, o tabagismo provou 156.216 mortes no Brasil, cerca de 12% dos óbitos de indivíduos com mais de 35 anos. 

SERVIÇO
XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado
Transamérica Expo Center
Av. Dr. Mário Av. Dr. Mário, 387 – Santo Amaro – São Paulo, SP
De 31 de maio a 2 de junho
Horário: 31/05 – das 8h30 às 19h
01/06 – das 9h às 19h
02/06 – das 9h às 14h30

 

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Especialistas internacionais reúnem-se em São Paulo para discutir novos rumos da cardiologia

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O 39º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – Socesp enfatizará a prática clínica cotidiana e apresentará os avanços mais recentes na prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares

O evento realiza-se nos dias 31 de maio, 1º e 2 de junho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Reunirá mais de sete mil médicos de todo o Brasil e sua grade de palestras e apresentação de trabalhos inclui alguns dos mais reconhecidos especialistas internacionais e brasileiros da especialidade e disciplinas correlatas. Inscrições permanecerão abertas até 21 de maio.

A conferência de abertura, “Women and heart disease: American College of Cardiology (ACC) perspective and future directions”/ “Mulheres e doenças cardíacas: perspectiva da ACC e tendências futuras”, coordenada pelo presidente do Congresso, Dr. João Fernando Monteiro Ferreira, e pelo presidente da Socesp, Dr. José Francisco Kerr Saraiva. A conferencista será a convidada internacional Athena Poppas, diretora de Ecocardiografia do Lifespan Cardiovascular Institute East Providence dos Estados Unidos e membro do board do ACC.

Na sequência, o presidente da Socesp coordenará, juntamente com o Dr. Antônio Carlos Palandri, o “Simpósio ACC/Socesp: Insuficiência Cardíaca e Disfunção ventricular”. Dando continuidade, o convidado internacional, Dr. Richard Kovacs (Indiana University School Indianapolis Estados Unidos) ministrará a palestra “Escolhendo o tratamento certo na prática clínica a partir de trials e registros de controle de qualidade: o que realmente funciona”.

Ainda na sessão de abertura, será possível acompanhar a palestra “Análise crítica dos métodos diagnósticos na avaliação de pacientes com disfunção ventricular”, ministrada pelo cardiologista Dr. Ibraim Masciarelli Pinto.

A programação completa está disponível no site: http://www.socesp2018.com.br/

Serviço
XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo
Data: De 31 de maio a 2 de junho de 2018
Local: Transamérica Expo Center – São Paulo, SP

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Hipertensão atinge mais de 30 milhões de pessoas no Brasil

Doença, considerada silenciosa, faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal e acaba comprometendo o funcionamento de outros órgãos

No dia 26 de abril, comemora-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, doença grave que pode comprometer o organismo e levar a morte. Acredita-se que existam no Brasil mais de 30 milhões de hipertensos, destes, segundo o Ministério da Saúde, apenas 10% fazem o controle adequado. Além de ser considerada a doença de maior prevalência na população brasileira e é a principal causa de morte no Brasil

A hipertensão arterial é um problema de saúde pública que atinge homens e mulheres no mundo todo. Só no Brasil, um em cada cinco indivíduos sofrem da doença. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP, diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, dentre eles, obesidade, sedentarismo, estresse, herança familiar e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Praticar exercícios físicos regularmente, evitar excesso de sal na alimentação, combater a obesidade e ter atividade de lazer são algumas das formas mais eficazes de se combater a pressão alta. A adoção destes hábitos saudáveis, antes do surgimento da doença, pode contribuir para sua prevenção.

Não existem sintomas para hipertensão, no entanto, quando surgem são graves, como o infarto. Para o cardiologista e presidente da SOCESP, Dr. José Francisco Kerr Saraiva, é importante que, aliado a prática de hábitos saudáveis, a partir dos 30 anos de idade, se procure com intervalo de seis meses o médico com o objetivo de se realizar um diagnóstico precoce.

Considera-se ideal a pressão igual ou menor que 140/90 mm Hg. Porém, cardiologistas advertem que variações destes números são aceitos. Por exemplo, com o avanço da idade é normal que a pressão mude, sem comprometer a saúde. Porém, só um médico está habilitado a dizer se a variação é aceitável.

Segundo a SOCESP a hipertensão arterial prejudica vários órgãos. O coração é forçado a trabalhar mais, causando aumento da massa muscular cardíaca e, posteriormente, dilatação do mesmo. Estas alterações do coração causam a insuficiência cardíaca. Nas artérias, a pressão arterial alta danifica a parede, acelerando a formação de depósitos de gordura, provocando estreitamento da luz da artéria. Como consequência a este estreitamento, o paciente tem maior probabilidade de ter angina e/ou infarto agudo do miocárdio. Outras doenças secundárias são derrame cerebral e insuficiência renal.
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Como tornar o café um aliado do coração?

shutterstock_114620164Em comemoração ao Dia Mundial do Café, a Socesp alerta aos cuidados com o coração e dá dicas de como torna-lo um aliado

Com tantas datas comemorativas que temos entre os 365 dias do ano, seria injusto não existir uma data especial para o queridinho das manhãs: o café. No dia 14 de abril celebra-se o Dia Mundial do Café que, consumido em doses regulares pode ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares, pois suas substâncias antioxidantes eliminam os radicais livres e ajudam na resposta do sistema imunológico.

O café tem como seu principal composto ativo a cafeína, responsável por estimular o sistema nervoso central e ajudar seus apreciadores a manterem-se mais acordados e concentrados, amenizando os resquícios de uma noite mal dormida. Especialistas recomendam a ingestão de três xícaras de 40mL por dia quando não há restrição médica.

A diretora do departamento de Nutrição da Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Dra. Nagila Damasceno, afirma que o consumo moderado do café é benéfico para a saúde cardiometabólica, pois diminui o risco de mortalidade cardiovascular e os níveis elevados de pressão arterial. “Mas se consumido em doses exageradas, os pacientes com alterações cardiovasculares podem apresentar resultados adversos, como o aumento do nível de colesterol circulante, perda de sono durante as noites e arritmia cardíaca”, alerta a nutricionista.

Elizabeth Torres, professora de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP chama atenção para os cuidados com a adição de açúcar no café e ressalta que a quantidade ideal para ingestão é de no máximo 5g de açúcar para cada 40mL de café. “Para os diabéticos, uma maneira de adoçar a bebida sem prejudicar a saúde é consumir o adoçante do tipo Stevia, que é natural à base de planta e possui baixo teor de sódio. “Outros tipos de adoçantes naturais podem ser usados, embora seja preciso certa cautela, pois podem causar efeitos não desejados em pessoas diabéticas”, completa a especialista.

Algumas curiosidades

1. O café é a 2ª bebida mais consumida no mundo, perdendo somente para a água;
2. O café é o 2º produto mais comercializado no mundo, perdendo somente para o petróleo;
3. O café expresso foi criado em 1906 pelo guatemalteco George Washington
4. O café cappuccino recebeu essa denominação em associação aos capuzes ou “cappuccinos”, em italiano, usados pela Ordem dos Capuccinos;
5. O Brasil produz 30% do café mundial, mas é a Alemanha o 1º produtor de derivados do café;
6. Estima-se que cada brasileiro consuma, em média, 1200 xícaras de café por ano.

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Os inimigos invisíveis do coração

 

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A depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico, desordens mentais muitas vezes negligenciadas entre a família e os amigos devido ao desconhecimento que ainda existe sobre essas doenças, são um problema sério e cada vez mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hoje existem mais de 350 milhões de deprimidos em todo o planeta.

Além dos sintomas intrínsecos ao quadro — tristeza profunda, isolamento social, falta de entusiasmo com a vida… —, a depressão (e mesmo o transtorno de ansiedade e a síndrome do pânico) agrava ou se soma a fatores de risco tradicionalmente reconhecidos como causadores das doenças cardiovasculares, caso de obesidade, tabagismo, pressão elevada, colesterol alto, diabetes, sedentarismo…

Um estudo interessante sobre o tema, conduzido pelo médico Kalil Duaillib, professor titular de psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (Unisa), foi apresentado no último Congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) em 2017.

O trabalho deixa claro que o manejo do estresse e o tratamento da depressão — bem como da ansiedade e do pânico — contribuem para a redução da ocorrência de eventos cardiovasculares. Os riscos são concretos, uma vez que os problemas de origem mental estão associados a situações comprovadamente ameaçadoras para o coração.

Uma delas é a insônia, caracterizada pela demora excessiva para dormir, acordar com frequência durante o sono ou despertar antes do tempo adequado. Quem tem insônia e dorme por volta de seis horas por noite corre um risco 30% maior de desenvolver hipertensão no comparativo com pessoas com sono normal. Já quem tem insônia e dorme menos de cinco horas por noite enfrenta um risco 520% maior!

As pessoas com transtorno de ansiedade generalizada (TAG) apresentam, por sua vez, um risco 30% maior de ter uma doença cardiovascular.

Ao redor das dificuldades psicológicas rondam outros fatores nocivos ao sistema circulatório. No Brasil, assim como ocorre no México, vem aumentando de maneira expressiva o consumo de álcool pela população. Além disso, 1,5 milhão de brasileiros com mais de 18 anos fuma maconha todos os dias e 8,4 milhões o fazem quatro vezes por semana. Muitos desses comportamentos estão relacionados a depressão, estresse, ansiedade e síndrome do pânico. É preciso considerar também que o indivíduo deprimido não raro abandona o tratamento de uma enfermidade e tende a ingerir álcool e outras substâncias.

Repito: depressão, ansiedade e síndrome de pânico são problemas graves. Esses inimigos aparentemente invisíveis da saúde e do coração não são simples crises de tristeza, abatimento ante um fato pontual da vida ou melindre, temperamento e capricho, como às vezes são interpretados pela sociedade. Falamos de doenças que merecem máxima atenção, apoio e tratamento médico especializado. Inclusive pelo bem do coração.

* Jennifer de França Oliveira Nogueira é diretora executiva do Departamento de Psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)

Texto publicado originalmente no https://saude.abril.com.br/blog/guenta-coracao/

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Mulheres precisam ampliar prevenção contra as doenças cardiovasculares

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Por ocasião do Dia Internacional da Mulher (8 de março) a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) reitera a importância dos cuidados preventivos e da atenção com os riscos relativos às doenças cardiovasculares, que são causas crescentes de mortes no universo da população feminina. Neste segmento, em 2017, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o total de óbitos por Acidente Vascular Cerebral (50 mil) equiparou-se ao dos homens. Quanto aos infartos, tiraram a vida de 45 mil mulheres. Mas, quais são as causas desse aumento?

Nos últimos anos, a mulher vem ocupando grande espaço no mercado de trabalho, o que a leva à uma dupla ou tripla jornada de trabalho, considerando a sua atenção também com as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. Além disso, elas estão cada vez mais expostas a fatores de risco, como o uso de anticoncepcionais, tabagismo, álcool, diabetes e hipertensão, o que tradicionalmente não era comum.

Segundo o neurologista e membro da SOCESP, Dr. Alexandre Pieri, é necessário que se faça uma avaliação tão abrangente na mulher quanto é feita no homem, porque quando a doença está presente no organismo feminino, ela tem características de gravidade maior e, inclusive, maiores riscos de óbito. “A incidência das doenças nas mulheres é menor do que em homens, mas quando já adoecida, a chance do óbito é maior, principalmente quando associado à idade”, afirma.

O especialista explica que quando a mulher atinge a menopausa, diminui a produção do estrogênio, um grande aliado do coração. Este hormônio estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. “É bom que as mulheres estejam sempre atentas aos sintomas de doenças cardiovasculares, pois, muitas vezes, elas se confundem com problemas na coluna, cansaço ou até mesmo dor no braço”, alerta.

TOME NOTA
Dentre os fatores de risco de doenças cardiovasculares na mulher, estão a hipertensão, sedentarismo, colesterol alto, alimentação irregular, obesidade, estresse, tabagismo, alcoolismo e diabetes. Além disso, realizar exames periódicos, evitar o excesso de sal e álcool, praticar atividades físicas e cuidar de sua saúde emocional são dicas importantes para que a mulher tenha

uma vida mais saudável e com menores chances de sofrer um infarto ou AVC.

Alexandre Pieri é neurologista e membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP

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O Dia do Esportista e a atenção aos cuidados do coração

No dia 19 de fevereiro é comemorado o Dia do Esportista, data que tem como objetivo não só homenagear e incentivar os atletas, mas também conscientizar a prática do esporte para o desenvolvimento de uma vida mais saudável. Sabemos que a prática de exercício físico associada à uma alimentação regular é um requisito essencial para manter uma boa qualidade de vida.

Equilíbrio, agilidade, cooperativismo, resistência muscular, paciência e concentração não são os únicos aspectos que devem ser levados em consideração ao falar de um atleta. Mais importante do que superar seus próprios limites é estar atento ao seu real estado de saúde.

A diretora do departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Lígia Antunes Corrêa comenta sobre a importância de atletas de todas as modalidades realizarem um check up cardiológico periódico, pois qualquer indivíduo está sujeito a sofrer uma parada cardíaca se não houver devida preparação e acompanhamento.

A especialista chama atenção para aqueles que têm histórico de doença cardíaca na família estejam sempre atentos à sua saúde cardiovascular, principalmente se tiverem mais de 35 anos, pois é a partir dessa idade que o ataque fulminante se torna o principal motivo de óbitos durante as atividades físicas.

Para os atletas profissionais, ou seja, aqueles que são remunerados, o acompanhamento médico é imprescindível para a preparação e desenvolvimento dos treinos e competições, pois é ele quem irá determinar qual é a real situação cardiológica do atleta e também quem auxiliará na prevenção de possíveis doenças. “É importante que o esportista respeite os limites do seu próprio corpo e saiba tirar o melhor proveito de suas aptidões”, afirma a especialista.

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O coração em ritmo de samba

shutterstock_743933008No Carnaval, momento de descontração e alegria, muita gente abusa de bebidas alcoólicas, alimentação inadequada, comemorações e festas prolongadas, com pouco sono e muito esforço físico.

Esse comportamento pode acabar acarretando problemas de saúde, desde a velha e conhecida ressaca, sempre desconfortável, até situações mais graves, inclusive problemas cardiovasculares.

Por isso, é necessário divertir-se com responsabilidade perante si próprio e seus familiares, pondera a diretora do departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Regina Helena Pereira.

Estudos indicam que o excesso de álcool associado às bebidas energéticas, por exemplo, pode aumentar o risco de arritmias e outros problemas cardíacos independente de histórico familiar de doenças cardíacas ou outros fatores de risco conhecidos (obesidade, diabetes, sedentarismo, hipertensão, estresse, tabagismo, má alimentação, depressão e ansiedade).

Para a especialista, as bebidas energéticas contêm ingredientes que aumentam a contratilidade cardíaca e, em altas doses, estimulam receptores responsáveis pela vasodilatação coronária e periférica. O objetivo do energético é estimular o sistema nervoso central, contrapondo o papel do álcool e permitindo que os jovens que consomem essa mistura possam suportar as festas até tarde. “O problema é que o consumo dessas bebidas pode causar desde náuseas e vômitos, tremores, transpiração fria, aumento discreto da frequência cardíaca, até agitação psicomotora com comportamento agressivo, desmaio, aumento importante da frequência cardíaca, alterações de pressão arterial e arritmias”, completa.

No Carnaval, além desses fatores associados e aumentando os riscos, o cigarro, as noites mal dormidas, alimentação irregular e desgaste físico podem produzir efeitos muito perigosos.

O risco da mistura entre álcool e energético é ainda maior no Carnaval, pois muitos sedentários exageram no esforço físico para dançar, em blocos, escolas de samba ou bailes de salão. Assim, quem não tem um mínimo de condições físicas adequadas precisa dosar bastante o esforço para sambar e brincar durante o carnaval.

Todos esses cuidados devem ser redobrados para portadores de alguma doença cardiovascular, que devem buscar orientação médica antes de se entregar à folia.

Com moderação e bom senso, é possível aproveitar o carnaval sem colocar a saúde em risco!

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Difundir o conhecimento científico será a marca da nova diretoria da Socesp

O médico José Francisco Kerr Saraiva, que tomou posse como presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) para o biênio 2018/2019, anunciou que uma das prioridades da entidade em sua gestão será difundir terapias. “Temos vivido uma revolução no diagnóstico e tratamento da doença cardiovascular. Somente nos últimos três anos, desenvolveram-se seis novas intervenções farmacológicas, que têm contribuído significativamente para a redução do AVC, do infarto e da mortalidade. São tratamentos que propiciam a redução do sofrimento e prolongam a vida”.

Todo esse conhecimento científico precisa ser disseminado, chegando às clínicas, aos consultórios, às unidades de atendimento da rede pública e aos hospitais. Para isso, o médico cardiologista conta com o engajamento pleno e cooperação das Regionais da Socesp em todas as regiões paulistas. “Também são importantes os cursos de reciclagem, os Congressos de Casos Clínicos promovidos pela entidade, bem como seu grande congresso anual, considerado um dos maiores do mundo na especialidade. Do mesmo modo, são relevantes nossas publicações científicas e o Tratado de Cardiologia”, acentua o presidente da Socesp.

Dr. José Francisco Kerr Saraiva é professor titular da disciplina de cardiologia da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Ingressou na Socesp, a convite de Dr. Fabio Biscegli Jatene, em 1998, para coordenar um projeto embrionário, o registro de infarto do miocárdio, de suma importância para estimular o progresso e difundir o conhecimento em Cardiologia. Ele atua na entidade há 14 anos, tendo passado por sete diferentes diretorias.

O vice-presidente da nova diretoria é o médico Roberto Kalil Filho, professor titular da disciplina de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio Libanês. Cerimônia de posse realizou-se na noite de 19 de janeiro, no Clube Monte Líbano.

Foto: Andreia Naomi

Foto: Andreia Naomi

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Preparação física é indispensável na hora de disputar maratonas

Com a chegada do fim do ano, chegam também as famosas corridas de rua e com elas, os novos atletas. Muitos deles, que podem também ser chamados de atletas amadores, treinam para as corridas porque querem, talvez, superar seus próprios recordes, preparar-se fisicamente para o final do ano, ou até para adquirir um novo estilo de vida no ano seguinte. Porém, mais importante do que superar seus próprios limites, é verificar qual é o real estado da sua saúde.

braden-collum-87874Geralmente, as pessoas começam a prova muito ansiosas e terminam de forma muito intensa, o que pode gerar um estresse para o coração em um curto espaço de tempo e se o atleta não estiver suficientemente preparado para a maratona, pode não saber dosar a intensidade adequada da corrida para realizar a prova tranquilamente, o que pode servir como um gatilho para um infarto.

O diretor do departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Natan Junior, alerta corredores amadores a realizar um check up cardiológico antes de iniciar o treinamento para a corrida, pois todo indivíduo pode sofrer com ataques cardíacos se não houver uma preparação específica para tal. “Recomenda-se começar treinando de 3 a 5 vezes por semana, com uma intensidade de leve a moderada e, com o passar do tempo esse indivíduo aumente um pouco a frequência do treino para 4 vezes ou mais por semana, pois dessa forma todo o seu sistema cardiovascular estará condicionado para a prática da corrida.

É fundamental que aqueles que têm mais de 35 anos, ou histórico de doença cardíaca na família, estejam bem atentos à sua saúde cardiovascular, porque é a partir dessa idade que o ataque cardíaco fulminante se torna o principal motivo de mortes durante as atividades físicas. “O infarto pode ocorrer em qualquer idade, sendo que indivíduos mais idosos possuem uma chance maior de responder a esse evento positivamente, pois com o passar da idade podemos ter mais vasos colaterais que irrigam o coração, o que pode salvar um paciente no momento de uma parada cardíaca”, afirma o especialista da Socesp. “Esses vasos colaterais podem ser construídos devido a idade e também por indivíduos praticantes de exercício aeróbico”, completa.

As questões genéticas e a idade não são os únicos motivos que fazem uma pessoa sofrer com doenças cardiovasculares, é importante que estejamos sempre atentos à alimentação balanceada, hábitos saudáveis ligados ao estilo de vida (como por exemplo avaliar o consumo excessivo de álcool, fumo e uso de drogas) e, ficar sempre alerta às questões da saúde, como pressão alta (hipertensão arterial), colesterol alto, diabetes mellitus, sedentarismo, obesidade, depressão e estresse.

Natan Junior, recomenda ainda, que em casos de dores no peito, abdômen ou fortes e contínuas dores nas costas, falta de ar ou dificuldade em respirar, dificuldade em falar de forma clara, formigamento no braço esquerdo, cansaço excessivo, náuseas e tonturas acompanhadas de suores frios, o indivíduo pare imediatamente a competição e procure um pronto atendimento. Se possível, ainda no local na prova para serem realizados os primeiros socorros até que chegue um suporte avançado.

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