9 verdades e 1 mentira sobre doenças cardiovasculares

Inspirado na corrente “9 verdades e 1 mentira”, que circula pelo Facebook, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) elenca alguns fatores de risco para doenças cardíacasgirada-200158220146-124710

Em 2016, ocorreram 349 mil óbitos por doenças cardiovasculares no Brasil, um aumento de 1,39% em relação a 2015. Mesmo sabendo da importância da prevenção e sobre os fatores de risco que desencadeiam doenças cardiovasculares, algumas pessoas não conseguem aderir uma rotina e hábitos alimentares mais saudáveis.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, a cada ano, 17,3 milhões de pessoas falecem em todo o mundo vítimas de doenças cardiovasculares. A estimativa para 2030 é preocupante, pois o total de óbitos deverá chegar a 23,6 milhões.

Confira, a seguir, as verdades e a mentira sobre doenças cardiovasculares:

Etnia – Existem fatores de risco não evitáveis, controláveis ou tratáveis, como a etnia. Certos grupos étnicos têm maior risco para desenvolver doenças cardiovasculares.

Hipertensão - A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ou Pressão Alta (PA), sozinha, é a principal causa de doenças do coração, dos rins, de Acidente Vascular Cerebral, de comprometimento das artérias e dos olhos, além de matar mais que doenças como câncer e até mesmo a AIDS.

História familiar – Se familiares próximos, como pais e irmãos, têm ou tiveram problemas do coração, as pessoas têm mais chances de desenvolver as mesmas doenças. Este é mais um fator de risco não evitável, controlável ou tratável, mas serve de alerta para os membros da família.

Idade - Com o envelhecimento, aumentam os problemas que afetam a saúde do coração e, consequentemente, os riscos de desenvolver doenças também aumentam. Outro fator de risco não evitável, controlável ou tratável, mas serve de alerta para os membros da família.

Estresse excessivo - Consequência do ritmo da vida moderna, o estresse é inevitável e é preciso aprender a conviver porque também está relacionado ao aumento do risco cardíaco.

Bebida alcoólica – O consumo excessivo de álcool pode ser danoso à saúde do coração e está relacionado ao desenvolvimento de hipertensão, alteração no ritmo do coração e aumento de peso.

Colesterol elevado - Elemento importante para vários processos orgânicos, entre eles, a formação das células, a produção de hormônios, de vitamina D e de ácidos que ajudam a digerir as gorduras. O problema é que o ser humano necessita apenas de uma pequena quantidade de colesterol no sangue, produzida quase que totalmente pelo fígado. O excedente acaba se acumulando nas paredes das artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.

Sedentarismo - A falta de atividade física é importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. O sedentarismo contribui para o desenvolvimento de hipertensão arterial, obesidade, diabetes, colesterol elevado e outras doenças.

Tabagismo - A maior causa evitável de mortes no mundo é o tabagismo. Os fumantes têm o risco de morte súbita até quatro vezes maior do que não fumantes. O vício do cigarro aumenta as chances de ter infarto do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral, conhecido como derrame, angina e outras doenças, como câncer.

Apenas obesos têm problemas no coração - A obesidade é apenas um dos fatores que fazem acelerar o processo de aterosclerose coronária, podendo aumentar a chance de o indivíduo desenvolver hipertensão arterial, diabetes e doença cardíaca, mas as pessoas magras também podem ser afetadas, principalmente se tiverem fatores de risco.

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Cocaína é letal ao coração dos jovens

O uso de drogas, em especial as ilícitas, representa um dos principais males do mundo contemporâneo, causando muitas mortes, principalmente de jovens. A cocaína, consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. Seu uso causa um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos. Recentemente, um caso envolvendo o consumo de drogas ilícitas ceifou mais uma vida.

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O laudo da necropsia de João Victor Carvalho, 13, divulgado na terça-feira, dia 07 de março, apontou que a parada cardíaca que matou o adolescente após se envolver em uma confusão com funcionários do Habib’s na Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte de São Paulo), no último dia 26, foi causada por consumo de cocaína, de lança-perfume e problemas no coração. De acordo com Ibraim Masciarelli Pinto, cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), essas substâncias subvertem os sentidos e reduzem a consciência. O médico comenta que, além dos danos sociais e psicológicos, já muito graves, há outros riscos diretos à saúde cardiovascular. “O coração é uma das muitas vítimas tanto das drogas ilícitas como do tabagismo e do abuso das bebidas alcoólicas”.

Aproximadamente dois terços dos infartos ocorreram em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorreram no prazo de 60 minutos”, ressalta o médico. A cocaína, causadora de milhões de mortes, é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico. Segundo o cardiologista, a pessoa que utiliza cocaína normalmente fuma, o que potencializa o estreitamento da artéria. Ele salienta que a ingestão de álcool potencializa em três vezes mais a ação da droga, formando um composto ativo chamado cocaetileno. “O pior cenário para o coração dá-se com o consumo simultâneo de cocaína e álcool, aumentando em três vezes os riscos de arritmias e ataques cardíacos, que ocorrem em indivíduos jovens, apesar de eles terem poucas ou nenhuma lesão nas coronárias”.

O cardiologista destaca que, independentemente do perfil do paciente com suspeita de infarto, a rapidez em procurar um médico é crucial para evitar sequelas no coração. “A identificação e tratamento do infarto no início pode proporcionar que o coração fique quase completamente saudável”. Conforme explica Ibraim, o problema toma dimensões maiores quando se considera o fato de muitas vezes o usuário de drogas, principalmente o jovem, não buscar ajuda quando surgem os sintomas, já que não se considera como pertencendo ao grupo de risco para doença cardíaca ou por medo das consequências legais e da exposição social e familiar. Por isso, muitas vezes nega ao médico uso das substâncias proibidas.

Lembrando que o médico sempre guardará absoluto sigilo, o cardiologista afirma ser essencial que o consumo/vício seja relatado na consulta, não só para que o tratamento correto seja adotado, bem como para evitar a prescrição de medicamentos que não devem ser tomados em associação com cocaína e outros narcóticos. “O propósito dos profissionais de saúde é defender a vida. Por isso, jamais denunciam uma pessoa após socorrê-la em caso de uso de drogas ilícitas”. Ainda de acordo com o cardiologista, a melhor maneira de evitar quaisquer riscos e doenças cardiovasculares é não fazer uso de cocaína e todo tipo de droga. “Além de preservar a saúde mental, escapar do vício ajuda a impedir doenças cardíacas que possam ferir de modo irreversível o coração”.

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Como aproveitar o Carnaval sem prejudicar a saúde

coracaoSegundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool no Brasil é superior à média mundial. De acordo com a nutricionista e diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Regina Helena Marques Pereira, os efeitos da ingestão exagerada de álcool podem assumir várias formas, incluindo rubor facial, náuseas, taquicardia, palpitações, consciência confusa e vômitos. Ela alerta que “altas doses podem provocar arritmias importantes, como a fibrilação atrial”.

Para evitar doenças e a famosa ressaca, é importante que o folião tome alguns cuidados com a saúde. Segundo Marcia Gowdak, nutricionista e também diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), é necessário hidratar-se bem quando a ideia é acompanhar os blocos e os desfiles das escolas de samba e/ou sambar por longas horas.

“A bebida mais indicada é a água, mas podemos consumir água de coco, isotônicos e sucos naturais, caso haja muita perda de suor e elevado gasto energético”. A especialista salienta que alternar o consumo de bebidas alcoólicas com água também é eficaz para a prevenção da desidratação e embriaguez. O ideal é tomar no mínimo um copo de água para cada copo de bebida alcoólica.

Como o Carnaval ocorre em um período que habitualmente registra altas temperaturas climáticas, a perda de água pelo suor pode ser tão significativa que pode acarretar deficiência de alguns sais minerais presentes na transpiração, explica Marcia. Ela salienta que a reposição desses sais minerais pode ser compensada com o consumo de isotônicos, que têm uma proporção ideal desses nutrientes.

A especialista salienta que os sucos e bebidas não devem substituir as refeições, principalmente se os líquidos forem ingeridos em uma alimentação pré-folia, quando o gasto de energia intenso ainda está por vir. “Nessa situação, o ideal é consumir alimentos cuja liberação de energia seja mais lenta, isto é, que contenham carboidratos de liberação energética mais lenta e contínua”, afirma.

Conforme relata, a falta de cuidados com a hidratação do corpo pode provocar problemas sérios ao coração. “A desidratação pode sobrecarregar o sistema cardiovascular que começa a sofrer com o aumento do número de batimentos cardíacos e, consequentemente, eleva a pressão arterial”, destaca Marcia.

De acordo com as especialistas, para desfrutar a festa sem colocar a saúde em risco, é fundamental prestar atenção na hidratação corporal, consumir alimentos saudáveis e não abusar das bebidas alcoólicas.

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Dicas para preservar a saúde do coração no Carnaval

Em São Paulo, a folia está prevista para começar no próximo dia 11 de fevereiro, com o desfile dos famosos blocos de rua.

Embora o período seja de descontração, durante o Carnaval muitas pessoas tendem a descuidar da saúde. Para aguentar a maratona dos blocos e da avenida, alguns foliões misturam bebidas alcóolicas com energéticos. “Essa mistura pode aumentar a pressão arterial, causar palpitações e arritmias cardíacas”, salienta o Dr. Rogério Krakauer, cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

476010407Quem pretende curtir a festa deve ficar atento com os excessos que podem resultar em doenças sérias, alerta o médico.

O consumo de álcool no Brasil é superior à média mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, em 2015, cresceu em 55%, o número de adolescentes do último ano do ensino fundamental que já experimentaram bebidas alcoólicas.

De acordo com o médico, além do álcool em excesso, existem outros fatores de riscos que devem ser levados em conta, como a desidratação, ingestão de alimentos com muito sódio e gordura, privação do sono e consumo de drogas.

Portadores de doenças cardíacas

Conforme o especialista quem já teve problemas no coração e quer aproveitar a festa, o ideal é consultar o médico cardiologista antes. “Pessoas com doença coronariana podem desfrutar o Carnaval, no entanto, devem realizar exames clínicos para verificar a saúde do coração. Manter todas as medicações, exercícios e não sair muito da dieta.

Ele aconselha que mesmo quem tem uma saúde de ferro, quanto quem sofreu com problemas cardíacos deve ter atenção redobrada ao perceber algum sintoma anormal. Por exemplo, falta de ar, dor no peito, tonturas e palpitações devem ser observados.

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Em 2017, ajude seu coração

Especialista lista algumas dicas para a controlar o estresse e o pessimismo, que são prejudiciais à saúde do coração

Em 2016, ocorreram numerosos problemas que afetaram a humanidade, como catástrofes, atentados terroristas na Europa e Oriente Médio, a guerra civil na Síria e, no Brasil, a crise politica e econômica. Tal cenário desperta o pessimismo nas pessoas, causando muito estresse, explica Jennifer França, psicóloga e diretora científica do Departamento de Psicologia da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). “O estresse é uma reação do organismo que ocorre quando há necessidade de lidar com situações que exijam um grande esforço emocional e mental para serem superadas. A resposta ao estresse prepara o nosso corpo para situações difíceis, mas quando existe o descontrole, podem ocorrer problemas cardiovasculares, dentre outras patologias”.

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Recentemente, o Google divulgou a lista de assuntos mais pesquisados no Brasil. Dentre os temas da lista Top 10, destacaram-se três temas que causaram grande comoção: a tragédia do acidente aéreo com os jogadores da Chapecoense, a morte do ator Domingos Montagner e eleições 2016. Situações preocupantes e traumáticas acabam afetando emocionalmente os indivíduos. “Existe também o que chamamos de fontes internas de estresse, que são os sentimentos e pensamentos, a maneira particular de reagir a situações. Esses têm um efeito ainda maior no organismo, não só por serem uma fonte estressora, mas também por muitas vezes serem os responsáveis por dificultar os mecanismos de relaxamento. O pessimismo é um desses sentimentos”, explica a psicóloga.

Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública T. Chan, de Harvard, mostrou que pessoas com atitude positiva diante da vida correm menos risco de morrer de doenças cardíacas, câncer, AVCs, problemas respiratórios e infecções. O estudou analisou a vida de 70 mil mulheres, num período de oito anos, e a cada dois anos colhia dados das voluntárias, como pressão arterial e o nível de atividade física. Os pesquisadores concluíram que 38% das otimistas tinham menor chance de morrer de males do coração.

A especialista ressalta que esse estresse desencadeia alguns sintomas, como o aumento da pressão arterial, a respiração acelera, o coração bate mais rápido e os músculos ficam mais tensos. Ocorre, também, liberação de alguns hormônios, como cortisol, dopamina e adrenalina. “Uma vez passado o “perigo” ou estímulo intenso, o corpo pode relaxar e procurar novas forças. Aí, acontece o grande problema. Quando essas situações de estresse tornam-se constantes e os mecanismos de relaxamento escassos, criamos uma situação propícia ao adoecimento”, afirma Jennifer.

A diretora da SOCESP explica que essa dificuldade no mecanismo de relaxamento pode gerar uma sobrecarga no coração e outros órgãos do nosso corpo. “Sentimentos de raiva, emoção e preocupação intensas podem elevar consideravelmente a pressão arterial. Portanto, precisamos aprender a pensar de modo mais positivo e saudável”.

Abaixo a psicóloga da SOCESP lista algumas recomendações importantes para aprender a controlar o estresse.

- Tenha uma alimentação saudável.

- Pratique atividade física, sempre com avalição médica e acompanhamento de um profissional de educação física. Durante a atividade física o corpo libera hormônios que ajudam na regulação do estresse.

- Tenha momentos de relaxamento, tanto o corpo quanto a mente encontra espaço para se livrar das tensões do dia-a-dia. Esta atividade precisa ser regular, ou seja, todos os dias encontrar momentos de prazer. Não existe receita para relaxar, cada um precisa identificar que atividade, lugar ou forma é melhor para seu relaxamento, alguns gostam de música, atividades manuais, leitura, lembre-se que deve ser algo que te deixe distante da rotina do dia-a-dia.

- Busque um equilíbrio emocional, através de autoconhecimento e de atitudes positivas diante da vida, converse com as pessoas ao invés de brigar. Pessoas competitivas demais, que fazem várias coisas ao mesmo tempo, sem ter tempo para relaxar, são mais propensas ao estresse e consequentemente ao desenvolvimento de hipertensão.

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Dieta mediterrânea é opção saborosa para prevenir doenças cardiovasculares

Estudo indica que culinária mediterrânea pode evitar cerca de 30% das mortes por ataque cardíaco

Os brasileiros estão cada vez mais doentes. De acordo com levantamento da Abradilan (Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos), as vendas de medicamentos atingiram faturamento de R$ 7,72 bilhões, apenas no primeiro semestre deste ano.

Dentre as doenças, sobressaem-se as cardiovasculares, principais causas de morte no mundo (17,3 milhões por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS) e responsáveis, até setembro, por 243 mil óbitos no Brasil em 2016, conforme levantamento do Cardiômetro, indicador do número de falecimentos causados por esse fator.

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Segundo Cibele Gonsalves, nutricionista e diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), a hipertensão arterial, as dislipidemias (alteração dos níveis de lipídeos no sangue), a obesidade e o diabetes, dentre outras doenças, flagelam a população. Ela ressalta que, dentre as maneiras de prevenir as doenças cardiovasculares, mantendo o coração saudável, além do tratamento medicamentoso, estão a adoção de bons hábitos, que incluem uma alimentação saudável e equilibrada.

“Diversas pesquisas comprovam que o consumo de gorduras mono e poli-insaturadas, além da fibra dietética, auxilia na redução da partícula de gordura mais conhecida como colesterol ruim (LDL), um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares. Alimentos ricos em açúcar, sódio, gorduras saturadas e trans são altamente nocivos, pois aumentam os riscos do desenvolvimento da aterosclerose, devido ao acúmulo de placas de gordura nas artérias do coração e do cérebro, podendo provocar infarto e derrame. Por isso, devem ser evitados”.

A nutricionista explica que, com foco na prevenção das doenças do coração, tem-se a “dieta mediterrânea”, inspirada nos costumes das populações que vivem na Região Sul da Itália, Grécia e Espanha. Pesquisadores da Universidade de Barcelona constataram que essa dieta pode evitar cerca de 30% das mortes por ataque cardíaco, incluindo derrames e doenças cardiovasculares em geral.

“A alimentação dessa população tem pouco sal, alimentos industrializados e gordura de origem animal. Eles costumam consumir grandes quantidades de frutas frescas, verduras, legumes, peixes, oleaginosas como as nozes, cereais integrais e azeite de oliva”, ressalta a nutricionista.

A especialista afirma que, somente por meio da prevenção, é possível reduzir a morbidade e a mortalidade decorrentes das doenças cardiovasculares. “Uma dieta saudável é aquela que fornece quantidades adequadas de todos os nutrientes para o bom funcionamento do nosso organismo. Não é necessário excluir alimento algum na dieta. O importante é que as pessoas desenvolvam o raciocínio no momento de fazer suas escolhas alimentares, lembrando que não existe comida proibida. A palavra-chave é moderação”.

Prevenir é preciso. Em 2030, a estimativa da OMS é de que ocorram 23,6 milhões de mortes por doenças cardiovasculares no mundo. É como se toda a população de um país como o Chile sucumbisse totalmente.

Confira algumas dicas da nutricionista:

· Fracione as refeições: faça lanches intermediários (manhã e tarde) entre as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar);

· Siga os conceitos do prato saudável: ao montar o prato, coloque metade com verduras e legumes e outra metade uma porção de proteína, uma porção de leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, soja, grão-de-bico) e uma  porção de carboidrato;

· Prefira os alimentos integrais: troque o pão, o arroz e a massa pelas versões integrais;

· Para os laticínios, prefira sempre as versões sem gordura ou desnatadas. Queijos brancos contem menos gordura do que queijo prato, por exemplo;

· Cuidado com o sal e o sódio: use a mínima quantidade de sal na comida que você prepara e leia o rótulo dos alimentos prontos para verificar a quantidade de sódio;

· Evite consumir carnes gordas como picanha, pele de frango, gordura de porco e embutidos (salsicha, presunto, salame, etc.);

· Oleaginosas: apesar de todos os benefícios, esse tipo de alimento é calórico. Para aproveitar ao máximo a dica é consumir uma xícara de café com um mix (nozes, castanhas, amêndoas, avelã, etc.);

· Coma, no mínimo, três frutas por dia e consuma de quatro a cinco porções de verduras e legumes;

· Diminua o consumo de açúcar e faça substituições dos doces por frutas, como sobremesa.

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SOCESP ministra curso aos médicos e enfermeiros das UBS de Santo André

No último dia 20, o cardiologista e presidente da Regional ABCDM, Dr. Rogério Krakauer e o Dr. José Alexandre da mesma regional, realizaram uma aula interativa e discussão de casos clínicos sobre saúde cardiovascular aos médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de Santo André (SP).

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Participantes no treinamento

Ao todo participaram do treinamento cem profissionais. O curso aconteceu em dois horários, no período das 8h30 às 11h e das 13h30 às 16h na Escola da Saúde Dr. Eduardo Nakamura, em Santo André.

O convite partiu da médica infectologista e coordenadora da Saúde do Adulto e Idoso e Homem da Secretaria de Saúde de Santo André, Elaine Monteiro Matsuda.

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Dr. Rogério Krakauer e Dra. Elaine Monteiro Matsuda

 

 

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Lições que aprendemos com os Jogos Olímpicos

A Olimpíada do Rio de Janeiro reuniu os melhores atletas do mundo no solo brasileiro, com histórias de pessoas transformadas pelo esporte, que deixam algumas lições saudáveis para o País.

Além do desempenho em suas atividades esportivas, o estilo de vida e a preparação dos atletas motivou debates sobre os benefícios da prática de atividades físicas e de uma dieta regrada.

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Recordista absoluto de medalhas Olímpicas, o nadador Michael Phelps (Getty Images/Chris Hyde)

O diretor científico do Departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Natan Silva, explica que a primeira tarefa para uma pessoa que almeje ser atleta de alta performance ou simplesmente iniciar um processo saudável para se exercitar e praticar um esporte é fazer um check-up e, posteriormente,procurar um especialista na modalidade desejada. “É importante ter esse cuidado para que se treine com responsabilidade. Assim, serão evitados excessos de treinos que possam levar a prejuízos cardiovasculares”.

“Geralmente, eventos esportivos de grande repercussão despertam o interesse das pessoas comuns à prática de esporte, em diversas modalidades. Isso é bom, pois, além de promover a inclusão social, acarreta uma série de benefícios para a saúde dos brasileiros, como a redução de fatores de risco de doenças cardiovasculares, principalmente na redução do colesterol e dos níveis de glicemia, pois quando praticamos exercícios aumentamos o nosso metabolismo, queimamos gordura e ganhamos massa magra”, explica o especialista da Socesp.

Natan salienta ser fundamental evitar o excesso de treino e procurar o auxílio de um profissional de nutrição esportiva, que indique como será realizada a alimentação, principalmente nos períodos de exercícios.

A nutricionista da Socesp, Marcia Gowdak adverte que, na área esportiva, o maior consenso entre os estudiosos é de garantir uma alimentação que mantenha um peso corporal adequado e auxilie a alcançar maior rendimento físico. “Outros aspectos de grande importância estão relacionados com uma dieta que garanta a manutenção dos estoques de glicogênio, que fornece a energia necessária para a musculatura, além do reparo e a construção de tecido muscular”.

A especialista explica, ainda, que o praticante precisa alimentar-se antes do exercício, durante e pós, para garantir a uma boa performance, prevenindo o risco de níveis baixos de glicose durante o exercício.

A expectativa é de que a Olimpíada no Rio de Janeiro motive muitas pessoas a se tornarem atletas, com objetivo de competir ou para melhorar a qualidade da vida.

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Inverno rigoroso pode aumentar casos de infarto

 

De acordo com especialista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), os casos de infarto e outras doenças do coração podem aumentar com as baixas temperaturas, principalmente entre os idosos, cardiopatas e pessoas que ficam expostas ao tempo, como os moradores de rua

Crédito: ©Elena Shashkina/Shutterstock

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Em São Paulo, o inverno chegou mais cedo. Com recordes, a temperatura média chegou à casa dos 3°C. O intenso frio aumentou os riscos dos moradores em situação de rua e outras pessoas que ficam expostas ao tempo, de desenvolverem doenças cardiovasculares. O cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) Edson Stefanini explica que, em baixas temperaturas, ocorre um aumento da atividade metabólica do organismo para ampliar a produção de calor e manter a temperatura corpórea. “Com isso, há mais esforço do trabalho do coração, o que pode desencadear descompensação de uma insuficiência cardíaca ou mesmo precipitar quadros de infarto do miocárdio ou arritmias”.

De acordo com o Censo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a capital paulista tem 15.905 mil moradores de rua. Segundo a prefeitura de São Paulo, existem 10 mil vagas fixas para acolhimento de moradores de rua e, emergencialmente, foram criadas 1.437, totalizando 11.437. Quase 30% dos moradores ficam desabrigados, aumentando o risco de desenvolverem diversas doenças, incluindo as cardiovasculares.

O cardiologia destaca que o consumo de alimentos quentes, como sopas, e o uso de agasalhos adequados são importantes para tentar reduzir os riscos à saúde e, especificamente, contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares. “Para evitar complicações, as pessoas que ficam expostas às baixas temperaturas devem manter-se agasalhadas. Além disso, o consumo de líquidos aquecidos é uma boa opção de aquecer o organismo”.

Segundo o especialista, os moradores de rua, muitas vezes idosos, já com cardiopatia ou não, às vezes abusam do álcool, com a falsa ideia de se proteger do frio, e acabam sofrendo hipotermia, com risco de morrer.

Cuidados no inverno

O especialista da SOCESP conta que no inverno os pacientes mais idosos e aqueles portadores de cardiopatias crônicas são os que têm maior possibilidade de desenvolver complicações. “As pessoas com maior propensão a doenças nesta época, como os idosos, cardiopatas e portadores de outras doenças crônicas, devem proteger-se das baixas temperaturas, agasalhando-se de maneira adequada, reduzindo a exposição ao frio, tomar os medicamentos de uso habitual e alimentar-se adequadamente. É importante destacar, também, o papel das vacinas contra gripe e pneumonia nesses pacientes, para se reduzir o risco de infecções pulmonares”.

Stefanini recomenda que as pessoas que ficam expostas ao frio e precisam trabalhar em ambientes externos, como seguranças e carteiros, dentre outros, devem manter-se bem agasalhadas, periodicamente aquecendo-se em um ambiente mais protegido, além de cuidar da alimentação e primar por um período de sono adequado.

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Impacto das drogas lícitas e ilícitas no coração

A cocaína é consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, e é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. O uso da cocaína é responsável por cerca de um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos.

Aproximadamente dois terços dos infartos ocorreram em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorreram no prazo de 60 minutos.

A droga que ceifa milhões de vidas é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico.

A pessoa que utiliza cocaína normalmente fuma, o que potencializa o estreitamento da artéria.  A ingestão de álcool potencializa em três vezes a ação da droga por formar um composto ativo chamado cocaetileno. Por esse motivo, ocorrem em indivíduos jovens, infarto e/ou arritmia, apesar deles terem poucas lesões ou nenhuma lesão nas coronárias.

Independentemente do perfil do paciente com suspeita de infarto, a rapidez em procurar um médico é crucial para evitar maiores sequelas no coração. A identificação e tratamento do infarto no início pode proporcionar que o coração fique quase completamente saudável.

O infarto é provocado pela falta de sangue  oxigenado em uma parte do coração. Além disso, a arritmia grave também é comum em usuários de cocaína e anfetaminas, pois há uma sobrecarga que provoca um esforço maior do que o suportado.

Quer saber mais?

Confira a entrevista do presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ibraim Masciarelli Pinto a TV Câmara a respeito do assunto.

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