Glutamato e obesidade

Glutamato monossódico associado à Síndrome Metabólica

O glutamato monossódico, ou E621, ou extrato de levedura, é um aditivo alimentar que funciona como intensificador de sabor, ou seja, deixa os alimentos mais saborosos e está presente em elevada quantidade nos alimentos industrializados, como caldos de carne e de peixe artificiais, sopas instantâneas, hambúrgueres congelados, salsichas e muitos outros. Basta procurar estes nomes nos rótulos.

Estudo, publicado na revista científica Nutrition and Metabolism, mostra que o consumo de glutamato monossódico está associado ao aumento da obesidade, resistência à insulina e a outras características da Síndrome Metabólica. Os investigadores descobriram que as pessoas que consumiam mais glutamato monossódico eram as que apresentavam mais peso e mais resistência à insulina. Essa associação foi encontrada, independentemente da ingestão calórica e do exercício físico praticado pela população estudada.

Por ser um composto que realça o apetite, a primeira reação foi pensar que a obesidade fosse consequência do maior consumo alimentar, pois o glutamato monossódico, ao realçar o sabor dos alimentos, facilitaria o aumento da ingestão. Porém os investigadores levaram em conta essa variável e concluíram que o efeito é mesmo do composto.

O glutamato monossódico, assim como outros compostos como o bisfenol A, estão na categoria de compostos obesogênicos, ou seja, que induzem obesidade, independentemente do consumo calórico ou do gasto energético da pessoa.

Por isso, olhe os rótulos cuidadosamente, pois este aditivo pode estar sendo  consumido em quantidade exagerada, dificultando a perda de peso.

Por: Regina Pereira – Diretora do Departamento de Nutrição da SOCESP

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SOCESP na campanha de combate à hipertensão

No dia 26 de abril de 2014, com a coordenação da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a SOCESP participa do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Algumas regionais realizarão atividades em dias diferenciados. Confira a programação:

ABCDM – Sede das empresas Scania, Volks, Basf, na ONG Cidade dos Meninos e nas AME Santo André – Orientação de cuidados com a Hipertensão Arterial.

ARAÇATUBA – 9 às 12 horas – Supermercado Coopbanc (Rua Humaitá, 1200, Centro) – Distribuição de cartilhas educativas, aferição de pressão arterial, palestra sobre hipertensão e encaminhamento de pacientes hipertensos.

ARARAS – 12 às 16 horas – Shopping Center Pátio, Shopping Center Nações, UNIP e Instituto de Ciências Aplicadas – Aferição de pressão arterial, atendimento ao público, palestras ministradas pelos alunos do 6º ano de Medicina e presença do presidente regional na TV Regional Mix e na Gazeta de Limeira.

BAURU – 9 às 18 horas – Calçada do Hospital Estadual, palestras no consultório na Av. Edmundo Carrijo, onde também haverá aferição da pressão arterial.

FRANCA – 8 às 18 horas – Praça Central de Franca – Orientação para adoção de hábitos saudáveis e aferição da pressão arterial.

MARÍLIA – 10 às 16 horas – Shoppings, terminal de ônibus e hipermercados – Distribuição de folhetos informativos e atendimento ao público.

PIRACICABA – 8 às 12 horas – Santa Casa de Piracicaba – Aferição da pressão arterial e orientações básicas.

PRESIDENTE PRUDENTE – Dias 6, 7 e 8 de maio de 2014 – 8 às 17 horas – Faculdade Medicina de Presidente Prudente Campus 1 e 2 e Hospital Regional – Aferição de pressão arterial e distribuição de folhetos de orientação.

SANTOS – 24 de abril de 2014 – 8 às 16 horas – Hospital Guilherme Álvaro, Beneficência Portuguesa, Santa Casa, Ana Costa e Ame – Alunos graduandos de Medicina, residentes de Clínica Médica e de Cardiologia entrevistarão a população, aferição da pressão arterial e orientação quando necessária.

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – 25 de abril de 2014 – 8 às 12 horas – Incor Rio Preto, IMC, Clínica Braile – Aferição de pressão arterial e encaminhamento de pacientes com hipertensão para tratamento.

SOROCABA – 8 às 18 horas – Rodovia Castelo Branco – Orientação a aferição de pressão arterial.

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Mortes por AVC devem aumentar nos próximos anos

Apesar do declínio, nas últimas três décadas, no Japão, América do Norte e Europa Ocidental, as mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) no mundo devem aumentar nos próximos anos. A elevação fica por conta do aumento da expectativa de vida e do crescimento populacional entre idosos em nações subdesenvolvidas e em desenvolvimento. O número total de óbitos por AVC na América Latina deve triplicar nas próximas décadas. No Brasil, já é a principal causa de mortes entre doenças cardiovasculares.

Mais de cem mil brasileiros morrem todos os anos por AVC. Em 2011, foram 50.877 homens e 49.863 mulheres que perderam suas vidas para a doença. “Mais de 90% das mortes ocorrem depois dos 50 anos de idade e a doença é negligenciada”, explica o diretor de Pesquisa da SOCESP, Ricardo Pavanello, que coordenou debate o assunto no XXXV Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Pavanello ressalta a importância do assunto lembrando que a doença cerebrovascular atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano, 85% dos quais ocorrem em países não desenvolvidos e 1/3 atinge pessoas economicamente ativas. “Os que sobrevivem acabam convivendo com sequelas que limitam o dia a dia”. Os pacientes que sobrevivem à fase aguda apresentam déficit neurológico e necessitam de reabilitação. “70% não retomam o trabalho e 30% necessitam de auxílio para caminhar”, explica.

No Brasil, as projeções não são otimistas. O número de mortes por AVC deve aumentar para 6,5 milhões em 2015 e para 7,8 milhões em 2030. “É preciso investir em prevenção e o brasileiro precisa controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol. Evitar a obesidade, a vida sedentária, o tabagismo e a ingestão de álcool”. Estudo realizado em quatro cidades brasileiras com 814 pessoas verificou 29 nomes diferentes para AVC e somente 35% reconheciam o 192 como número nacional de emergência médica. 22% não reconheciam nenhum sinal de alerta para a doença.

“A prevenção primária para os pacientes de risco e a prevenção secundária da doença aterosclerótica podem reduzir em até 4% a mortalidade média anual em pessoas entre 60 e 69 anos e em até 3% a mortalidade anual em pessoas entre 70 e 79 anos”, alerta Ricardo Pavanello. “Se investíssemos amplamente em prevenção certamente reduziríamos drasticamente o número de mortes e sequelados pelo AVC”.

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Controlar LDL evita metade do risco de IAM ou AVC

O XXXV Congresso da SOCESP teve amplo debate internacional com os maiores especialistas sobre colesterol. Médicos europeus, 40 líderes latino-americanos em dislipidemias e cardiologistas brasileiros participam do encontro.

Pela primeira vez, este grupo se reuniu no hemisfério sul para encontrar caminhos que possam reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral (AVC) por meio do controle das dislipidemias. “O grupo já concluiu que controlar o LDL apenas reduz em 50% estas doenças. Os outros 50% dependem do combate à obesidade, triglicérides e o controle do diabetes”, explica o diretor da SOCESP, Raul Dias dos Santos, um dos quatro cardiologistas brasileiros que integram o The Residual Risk Reduction Initiative (R3I). Os  outros três são Francisco Fonseca, Andrei Sposito e Emílio Moriguchi.

A fundação, com sede na Suíça, foi criada para buscar caminhos que evitem ou minimizem a principal causa de mortes no Brasil e em boa parte do mundo, que são as doenças cardiovasculares. Presidida pelo professor francês Jean Charles Fruchart, um dos maiores especialistas no assunto, que virá ao Brasil, o R3I significa iniciativa para Reduzir o Risco Residual. Fruchart e os integrantes da R3I vêm discordando das atuais diretrizes americanas, que norteiam a conduta médica em boa parte do mundo.

Para o diretor da SOCESP, os norte-americanos têm ignorado as outras gorduras presentes no sangue. “É essencial, além de reduzir o LDL, diminuir também as lipoproteínas que contém triglicérides, elevar o HDL, buscar caminhos para diminuir a circunferência abdominal, combatendo a obesidade e controlar o diabetes”, resume. Segundo Raul Dias dos Santos, somente ampliando-se o leque de ações será possível trilhar um caminho de declínio para as doenças cardiovasculares que só no Brasil matam 344 mil pessoas por ano.

Fonte: Doc Press – Assessoria de Imprensa da SOCESP

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Crioablação chega ao Brasil

O procedimento Crioablação, usado nos Estados Unidos, Europa e em países da América Latina, chega ao Brasil e é tema do XXXV Congresso da SOCESP. A técnica, potencialmente mais rápida e mais segura que a ablação convencional, é utilizada em pacientes com fibrilação atrial (FA), um dos tipos de arritmia cardíaca mais comum e abrange 2% da população mundial. A doença pode atingir jovens, mas tem seu pico em pessoas em torno de 60 anos e 10% da população acima de 80 anos possui a enfermidade.

Os pacientes mais jovens são os que sentem maior desconforto com as “palpitações”. Para os casos em que a medicação deixa a desejar no alívio dos sintomas, pode ser indicada a ablação, realizada por cateterismo cardíaco. Na técnica convencional, o cateter localiza o foco da fibrilação e, através de cauterização por radiofrequência, “queima” vários pontos ao redor das veias pulmonares que chegam ao coração, formando barreiras elétricas que impedem essa desorganização.

A Crioablação, que existe há quase 10 anos, evoluiu muito. Segundo o cardiologista e diretor da SOCESP, Dr. Guilherme Fenelon, a técnica vem se mostrando um procedimento seguro e rápido no tratamento de alguns pacientes. A diferença é que o cateter traz na sua ponta um balão que resfria a área da veia, cauterizando-a a frio em apenas uma aplicação. “A ablação da FA é um procedimento complexo e demorado. A expectativa é conseguirmos reduzir o tempo da intervenção com a Crioablação, diminuindo também seus riscos”, afirma o especialista.

Segundo Fenelon, metade dos pacientes é assintomático, o que não diminui os riscos de desenvolver Insuficiência Cardíaca (IC) ou ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC). “O coração com FA trabalha com ritmo cardíaco alterado, em descompasso, podendo levar à dilatação cardíaca. A arritmia também faz com que o sangue circule lentamente na parte superior do coração, facilitando a formação de coágulos que podem se deslocar causando AVC.”, explica Fenelon.

Fonte: DOC Press Comunicação – Assessoria de Imprensa da SOCESP

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Conhecimentos de saúde geral e bucal na Síndrome de Down

A Odontologia especializada em pacientes especiais preza pelo atendimento individualizado, promovendo maior eficiência na prevenção e manejo das necessidades gerais e bucais. Crianças e adultos com Síndrome de Down (SD) podem apresentar diversas condições associadas à saúde da boca e essas podem comprometer a saúde geral, requerendo maior atenção e cuidados específicos. As condições mais frequentemente associadas:

Cardíacas – A incidência de cardiopatias congênitas em indivíduos com SD é de cerca de 50%. A maioria dos defeitos é cirurgicamente corrigida no nascimento. No entanto, a incidência de prolapso da válvula mitral nesses pacientes é de 50%. Essas pessoas necessitam de profilaxia antibiótica, antes de alguns tratamentos odontológicos, para prevenir a endocardite infecciosa.

Orofaciais – Anormalidades no desenvolvimento da face e na cavidade bucal são encontradas com frequência em indivíduos com SD, entre elas podemos citar a hipoplasia do terço médio da face e, o consequente, prognatismo. A má-oclusão dentária também é comum e a avaliação ortodôntica é necessária o mais rápido possível, para acompanhamento e prevenção. A respiração é geralmente bucal, o que pode acarretar infecções respiratórias. A língua pode ficar seca e com fissuras.

Dentais – Observa-se atraso na erupção dos dentes, que podem ocorrer em ordem incomum. A incidência da falta de dentes também é alta, afetando mais os incisivos laterais. Outras manifestações comuns são malformações dos dentes, como a microdontia (dentes pequenos) e os conóides (cônicos), raízes curtas e apinhamento dental.

Doença Periodontal – Estudos apontam baixa incidência de cárie dentária e essa pode estar relacionada às propriedades de proteção da saliva. Em relação à doença periodontal, a alta incidência é encontrada desde a adolescência e pode estar associada à resposta imunológica diminuída, podendo ser agravada pela falta de higiene dental. Alguns casos requerem terapia periodontal e medicações antibióticas.

Osteomusculares – Tônus muscular diminuído, ou hipotonia, é comum na SD, afetando o desenvolvimento do terço médio da face. Grande ocorrência de frouxidão de ligamentos resulta em instabilidade das articulações. O dentista deve estar ciente de uma condição específica chamada instabilidade atlantoaxial – 20% – e necessita do posicionamento anatômico adequado e apoio de cabeça durante o atendimento em função do risco de lesão da medula cervical.

Deficiência Intelectual e Abordagem Comportamental – Muitos indivíduos apresentam algum grau de deficiência intelectual, geralmente de leve a moderado. A abordagem em crianças deve ser lúdica, firme e com rotina determinada, gerando vínculo. Estes pacientes podem exigir um pouco mais de tempo e paciência, especialmente nas primeiras visitas.

Imunológicas – Alterações no sistema imunológico são frequentes, como diminuição em certos tipos de glóbulos brancos (células T), o que acarreta alta incidência de infecções. Em função da alta incidência de leucemia infantil, deve-se examinar a cavidade bucal do paciente para detectar lesões persistentes ou sangramento gengival, que pode ser indicativo de leucemia em pacientes não diagnosticados.

O cirurgião-dentista é de extrema importância na avaliação quanto ao cuidado bucal e deve realizar anamnese direcionada para que seja realizado tratamento odontológico adequado e seguro, da prevenção à reabilitação.

Referências: Abanto J, Ciamponi AL, Francischini E, Murakami C, de Rezende NP, Gallottini M. Medical problems and oral care of patients with Down syndrome: a literature review. Spec Care Dentist. 2011 Nov-Dec; 31(6):197-203. Frydman A, Nowzari H. Down syndrome-associated periodontitis: a critical review of the literature. Compend Contin Educ Dent. 2012 May; 33(5):356-61. Review. Pilcher, E.S.(1998). Dental care for the patient with Down Syndrome. Down Syndrome Research and Practice, 5(3), 111-116.

Por: Rafael Celestino Souza, doutorando em Ciências Odontológicas, na Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, mestre em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade Paulista (UNIP).

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A importância do tratamento odontológico em pacientes cardiopatas

Para qualquer intervenção em saúde é fundamental o conhecimento do perfil geral do paciente, de quem se deve obter na anamnese informações que darão ao profissional subsídios para um bom diagnóstico e assim estabelecer um planejamento terapêutico correto.

A doença cardíaca é mundialmente um grande problema sistêmico e o cirurgião-dentista deve estar atento a seu paciente.

Quando as bactérias presentes no meio bucal entram nos tecidos por instrumentos de cirurgia, sondagem periodontal e até mesmo por escovação rigorosa chegam à corrente sanguínea e provocam uma bacteremia transitória.

Em um cardiopata, as bactérias podem ficar hospedadas no coração, desenvolvendo uma infecção conhecida como endocardite infecciosa. Cabe então ao cirurgião-dentista estar atento a seu paciente e fazer uma profilaxia antibiótica antes da intervenção.

Atualmente, estudos têm sido feitos buscando conhecer melhor o risco que as infecções bucais, mais especificamente a periodontite, podem conferir às doenças cardíacas. A periodontite é uma infecção crônica que afeta as estruturas de suporte dos dentes (inflamação dos tecidos levando a perda óssea), provocada por bactérias que habitam a cavidade bucal juntamente com a abundante presença de biofilme e cálculo dental. Muito embora ainda não seja considerada causa de doença cardiovascular, algumas evidências mostram que é um fator de risco. Daí a necessidade de orientar o paciente sobre higiene bucal para diminuição do número de bactérias patogênicas.

É de suma importância que o paciente com problema no coração saiba como manter a boa qualidade de sua saúde bucal. O indivíduo deve usar escova dental com cerdas macias, cabeça pequena e deve trocá-la a cada três meses. Deve usar creme dental adequado à sua necessidade, usar fio dental, nos espaços com falta de dentes, usar próteses apropriadas para restabelecer a oclusão harmônica, o que propicia melhor mastigação e consequentemente integridade dos tecidos bucais, e ainda procurar o cirurgião-dentista a cada seis meses.

Lembre-se que depende de você preservar sua saúde bucal, parte integrante da saúde geral, e de informar seu dentista sobre seu problema cardíaco e quais medicamentos faz uso.

Por: Camila Galatti Abdala, especialista em Odontopediatria pela Universidade de Guarulhos, mestranda em Ciências Odontológicas pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) e Ana Estela Haddad, professora livre docente do Departamento de Ortodontia e Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP).

Referências: Bascones-Martínez A, Muñoz-Corcuera M, Bascones-Ilundain J. Relationship between odontogenic infections and infective endocarditis Med Clin (Barc). 2012 Mar 24;138(7):312-7. El-Shinnawi U1, Soory M. Associations between periodontitis and systemic inflammatory diseases: response to treatment. Recent Pat Endocr Metab Immune Drug Discov. 2013 Sep;7(3):169-88. Serrano Jr. CV, Oliveira MCM, Lotufo RFM, Moraes RGB, Morais TMN. Cardiologia e Odontologia-Uma visão Integrada. São Paulo: Santos 2007: 13-18.

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A segurança do aspartame

Vários comitês internacionais concordam que o aspartame é seguro. Adoçante metabolizado no trato gastrointestinal libera dois aminoácidos, o ácido aspártico e a fenilalanina, e ainda o metanol.

O ácido aspártico é liberado em níveis inferiores às doses consideradas prejudiciais à saúde. Os alimentos, em geral, contém esse ácido. Por exemplo, um hambúrguer de 100 gramas pode conter até 40 vezes a quantidade de ácido aspártico e em uma lata de refrigerante de 350 ml é adicionado aspartame.

A quantidade de metanol liberada é pequena e mesmo uma dose elevada é 200 vezes inferior à tóxica. O metanol contido em uma lata de refrigerante equivale à liberada pelo mesmo volume de suco de laranja e de maçã, sendo de quatro a seis vezes inferior a presente no suco de tomate e de uva.

Somente portadores da rara deficiência fenilcetonúria não metabolizam o aminoácido fenilalanina, devendo evitar o aspartame. Esses indivíduos também são incapazes de metabolizar esse composto em qualquer alimento, devendo ser submetidos a dieta rigorosa.

A legislação brasileira obriga que alimentos com aspartame tenham em destaque no rótulo a advertência: CONTÉM FENILALANINA. Há inúmeros dados na literatura sobre ensaios clínicos realizados em indivíduos normais, diabéticos e em pessoas com problemas no metabolismo da fenilalanina, não tendo sido evidenciados danos à saúde.

O metabolismo desse adoçante foi estudado em grávidas e crianças, não havendo até hoje evidências de que estes grupos metabolizem de forma diferente de um adulto normal.

A quantidade máxima e segura que um adulto com 60 quilos pode ingerir diariamente é 2.400 mg, o que equivale a aproximadamente a 48 envelopes de um grama de um adoçante dietético com 5% de aspartame, ou a 4 litros de refrigerante adoçado apenas com este ingrediente. No caso de uma criança com 30 quilos, a quantidade máxima corresponde a 24 envelopes ou a 2 litros de refrigerante.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), à luz do conhecimento atual não existem razões de saúde pública, com base científica, para a adoção de uma medida sanitária relativa à proibição de aspartame em alimentos ou recomendação de mudança na dieta da população pela ANVISA.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) decidiu não ser mais necessária nenhuma revisão no sentido de garantir a segurança do adoçante e que a ingestão diária aceitável de 40 mg/kg de peso corporal deve permanecer. Além disso, avisou não haver mais necessidade de discutir a segurança do aspartame, uma vez que a dose até hoje recomendada é comprovadamente segura.

Por: Regina Helena Marques Pereira, diretora do Departamento de Nutrição da SOCESP, tendo como fonte o Informe Técnico nº 17, de 19 de janeiro de 2006, atualizado em janeiro de 2012, EUFIC- related material (2013).

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Sinta Seu Coração

No dia 23 de outubro de 2013, em São Paulo, foi apresentado o projeto Sinta seu Coração, uma parceria da Abril com a SOCESP, patrocinada pela Nestlé, que engloba uma pesquisa pela internet com inscritos no banco de dados da editora, com o aval científico da SOCESP, que teve 5.318 respostas, e o portal www.sintaseucoracao.com.br,  no qual cardiologistas e profissionais de saúde dos departamentos concederam entrevistas sobre os mais diversos temas ligados à saúde cardiovascular das mulheres.

Abril

O evento foi aberto por Fabio Barbosa, presidente executivo da Abril, que falou sobre a importância da saúde cardiovascular e agradeceu a parceria da Nestlé e da SOCESP. Em seguida, falou Celia Suzuki, gerente executiva de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil, e Lúcia Helena de Oliveira, diretora de redação da Revista Saúde.

Dr. Carlos Costa Magalhães, presidente da SOCESP, apresentou um panorama das doenças cardiovasculares no mundo e no Brasil, as perspectivas nada animadoras para 2.040 e aspectos do coração da mulher que, cada vez mais, se aproxima da situação dos homens em relação à exposição aos riscos cardiovasculares e em eventos cardíacos.

Também foi feita uma apresentação com Andrea Costa, gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Abril, Lucia Helena de Oliveira, Paula Mageste, diretora de redação da revista Cláudia, os cardiologistas João Fernando Monteiro Ferreira, Francisco Fonseca, Álvaro Avezum, Otávio Gebara e Raul Dias dos Santos, a diretora do departamento de Nutrição, Regina Pereira, e a diretora do departamento de educação física, Denise Alonso.

Confira os resultados da pesquisa, publicados na Revista Veja: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasileiras-ignoram-os-cuidados-com-doencas-cardiacas

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SOCESP e Corpo de Bombeiros promovem treinamento em massa

No dia 19 de outubro de 2013, no Parque Ibirapuera, na capital paulista, a SOCESP e o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo promoveram o Dia da Ressuscitação Cardiopulmonar, com o apoio da Secretaria da Saúde. De hora em hora, profissionais da saúde treinaram grupos de mais de 100 pessoas a reconhecer e a prestar os primeiros socorros em casos de parada cardiorrespiratória.

Plateia

O jogador de futebol e capitão do penta, Cafu, esteve presente e participou do treinamento, incentivando a população a aprender as manobras que podem salvar vidas. O Dr. Agnaldo Píspico (esquerda), diretor do Centro de Treinamento em Emergências da SOCESP, lembrou que o atleta mexeu muito com o coração dos brasileiros e agora está preocupado em ajudar a cuidar desses corações.

Cafu jogador

O Corpo de Bombeiros, representado por alguns de seus mais importantes comandantes, como o coronel Reginaldo Campos Repulho (primeira foto, à direita), participou ativamente do treinamento. A música do grupo Bee Gees Stayin’ Alive é usada para marcar o ritmo de um dos procedimentos, as compressões torácicas, e foi executada pela banda da corporação. Um animado e bem treinado grupo de bombeiros dançou a música e animou a plateia.

bombeiros

Para o sucesso do evento, foram necessárias as equipes da SOCESP no atendimento à população e da CCR como instrutores de treinamento, além de cardiologistas e bombeiros.

equipe

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