Lições que aprendemos com os Jogos Olímpicos

A Olimpíada do Rio de Janeiro reuniu os melhores atletas do mundo no solo brasileiro, com histórias de pessoas transformadas pelo esporte, que deixam algumas lições saudáveis para o País.

Além do desempenho em suas atividades esportivas, o estilo de vida e a preparação dos atletas motivou debates sobre os benefícios da prática de atividades físicas e de uma dieta regrada.

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Recordista absoluto de medalhas Olímpicas, o nadador Michael Phelps (Getty Images/Chris Hyde)

O diretor científico do Departamento de Educação Física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Natan Silva, explica que a primeira tarefa para uma pessoa que almeje ser atleta de alta performance ou simplesmente iniciar um processo saudável para se exercitar e praticar um esporte é fazer um check-up e, posteriormente,procurar um especialista na modalidade desejada. “É importante ter esse cuidado para que se treine com responsabilidade. Assim, serão evitados excessos de treinos que possam levar a prejuízos cardiovasculares”.

“Geralmente, eventos esportivos de grande repercussão despertam o interesse das pessoas comuns à prática de esporte, em diversas modalidades. Isso é bom, pois, além de promover a inclusão social, acarreta uma série de benefícios para a saúde dos brasileiros, como a redução de fatores de risco de doenças cardiovasculares, principalmente na redução do colesterol e dos níveis de glicemia, pois quando praticamos exercícios aumentamos o nosso metabolismo, queimamos gordura e ganhamos massa magra”, explica o especialista da Socesp.

Natan salienta ser fundamental evitar o excesso de treino e procurar o auxílio de um profissional de nutrição esportiva, que indique como será realizada a alimentação, principalmente nos períodos de exercícios.

A nutricionista da Socesp, Marcia Gowdak adverte que, na área esportiva, o maior consenso entre os estudiosos é de garantir uma alimentação que mantenha um peso corporal adequado e auxilie a alcançar maior rendimento físico. “Outros aspectos de grande importância estão relacionados com uma dieta que garanta a manutenção dos estoques de glicogênio, que fornece a energia necessária para a musculatura, além do reparo e a construção de tecido muscular”.

A especialista explica, ainda, que o praticante precisa alimentar-se antes do exercício, durante e pós, para garantir a uma boa performance, prevenindo o risco de níveis baixos de glicose durante o exercício.

A expectativa é de que a Olimpíada no Rio de Janeiro motive muitas pessoas a se tornarem atletas, com objetivo de competir ou para melhorar a qualidade da vida.

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Inverno rigoroso pode aumentar casos de infarto

 

De acordo com especialista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), os casos de infarto e outras doenças do coração podem aumentar com as baixas temperaturas, principalmente entre os idosos, cardiopatas e pessoas que ficam expostas ao tempo, como os moradores de rua

Crédito: ©Elena Shashkina/Shutterstock

Crédito: ©Elena Shashkina/Shutterstock

Em São Paulo, o inverno chegou mais cedo. Com recordes, a temperatura média chegou à casa dos 3°C. O intenso frio aumentou os riscos dos moradores em situação de rua e outras pessoas que ficam expostas ao tempo, de desenvolverem doenças cardiovasculares. O cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) Edson Stefanini explica que, em baixas temperaturas, ocorre um aumento da atividade metabólica do organismo para ampliar a produção de calor e manter a temperatura corpórea. “Com isso, há mais esforço do trabalho do coração, o que pode desencadear descompensação de uma insuficiência cardíaca ou mesmo precipitar quadros de infarto do miocárdio ou arritmias”.

De acordo com o Censo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a capital paulista tem 15.905 mil moradores de rua. Segundo a prefeitura de São Paulo, existem 10 mil vagas fixas para acolhimento de moradores de rua e, emergencialmente, foram criadas 1.437, totalizando 11.437. Quase 30% dos moradores ficam desabrigados, aumentando o risco de desenvolverem diversas doenças, incluindo as cardiovasculares.

O cardiologia destaca que o consumo de alimentos quentes, como sopas, e o uso de agasalhos adequados são importantes para tentar reduzir os riscos à saúde e, especificamente, contribuem para a prevenção de doenças cardiovasculares. “Para evitar complicações, as pessoas que ficam expostas às baixas temperaturas devem manter-se agasalhadas. Além disso, o consumo de líquidos aquecidos é uma boa opção de aquecer o organismo”.

Segundo o especialista, os moradores de rua, muitas vezes idosos, já com cardiopatia ou não, às vezes abusam do álcool, com a falsa ideia de se proteger do frio, e acabam sofrendo hipotermia, com risco de morrer.

Cuidados no inverno

O especialista da SOCESP conta que no inverno os pacientes mais idosos e aqueles portadores de cardiopatias crônicas são os que têm maior possibilidade de desenvolver complicações. “As pessoas com maior propensão a doenças nesta época, como os idosos, cardiopatas e portadores de outras doenças crônicas, devem proteger-se das baixas temperaturas, agasalhando-se de maneira adequada, reduzindo a exposição ao frio, tomar os medicamentos de uso habitual e alimentar-se adequadamente. É importante destacar, também, o papel das vacinas contra gripe e pneumonia nesses pacientes, para se reduzir o risco de infecções pulmonares”.

Stefanini recomenda que as pessoas que ficam expostas ao frio e precisam trabalhar em ambientes externos, como seguranças e carteiros, dentre outros, devem manter-se bem agasalhadas, periodicamente aquecendo-se em um ambiente mais protegido, além de cuidar da alimentação e primar por um período de sono adequado.

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Impacto das drogas lícitas e ilícitas no coração

A cocaína é consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, e é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. O uso da cocaína é responsável por cerca de um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos.

Aproximadamente dois terços dos infartos ocorreram em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorreram no prazo de 60 minutos.

A droga que ceifa milhões de vidas é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico.

A pessoa que utiliza cocaína normalmente fuma, o que potencializa o estreitamento da artéria.  A ingestão de álcool potencializa em três vezes a ação da droga por formar um composto ativo chamado cocaetileno. Por esse motivo, ocorrem em indivíduos jovens, infarto e/ou arritmia, apesar deles terem poucas lesões ou nenhuma lesão nas coronárias.

Independentemente do perfil do paciente com suspeita de infarto, a rapidez em procurar um médico é crucial para evitar maiores sequelas no coração. A identificação e tratamento do infarto no início pode proporcionar que o coração fique quase completamente saudável.

O infarto é provocado pela falta de sangue  oxigenado em uma parte do coração. Além disso, a arritmia grave também é comum em usuários de cocaína e anfetaminas, pois há uma sobrecarga que provoca um esforço maior do que o suportado.

Quer saber mais?

Confira a entrevista do presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ibraim Masciarelli Pinto a TV Câmara a respeito do assunto.

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Morte por tabagismo: você pode evitar

O Dia Mundial Sem Tabaco “é uma oportunidade de reflexão sobre a importância de evitar a morte pelo vício de fumar”, afirma o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

13327419_1020364511383107_5602010430251662857_nDe acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, embora a sociedade e a indústria contribuam para a existência do tabagismo, de um modo geral, a responsabilidade de abandonar o vício é do fumante, que além ser prejudicial para saúde, principalmente do coração, prejudica também os cofres públicos.

“É imensa a responsabilidade dos fumantes, quanto ao esforço para abandonar um vício letal e muito prejudicial às suas famílias, à sociedade e ao nosso país, que gasta cerca de R$ 20 bilhões por ano para tratar doenças provocadas pelo tabagismo”, afirma o especialista.

Em todo o Planeta, há cerca de dois bilhões de fumantes. “Se não forem tomadas providências, que dependem principalmente da consciência das pessoas, a epidemia será crescente e causará a morte de oito milhões de pessoas a cada ano até 2030”, alerta o cardiologista. “As preocupantes estatísticas da OMS”, ressalta o médico, “têm congruência com a realidade do Brasil, onde 10,8% dos habitantes, ou aproximadamente 22 milhões de indivíduos, são viciados em tabaco”.

O Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado anualmente no dia 31 de maio, foi criado em 1987 pela OMS como marco na luta contra o grave problema, considerado uma epidemia global. “O fumo mata seis milhões de seres humanos por ano, 600 mil deles fumantes passivos, ou seja, atingidos involuntariamente pela fumaça expelida pelos viciados”, observa o presidente da Socesp, acrescentando: “O mais grave é que 31% das mortes atribuídas ao fumo passivo ocorrem em crianças, vítimas inocentes de um hábito insensato dos adulto.

O cardiologista ainda lembra que desde 2011, está em vigor a Lei Antifumo (nº 12.546/11), que proíbe a prática em locais públicos fechados, como ambientes de trabalho, transportes coletivos, shopping centers, restaurantes etc. “No entanto, muito mais eficaz do que a legislação é o despertar da consciência. Um exemplo da importância da mudança de comportamento é o fato de 40% das crianças, em todo o mundo, estarem expostas ao fumo passivo em suas próprias casas, nas quais as pessoas são soberanas para tomar decisões”, pondera o médico.

Sabendo da sua responsabilidade, para a diminuição e o impacto das doenças cardiovasculares no país e principalmente no Estado de São Paulo, a SOCESP promoveu nos dias 26 a 28 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, o 37º Congresso de Cardiologia. Com o tema central A Cardiologia Atual e Futura, o tradicional evento contou com diversas novidades e inovações.

Por que o tabaco mata

O presidente da Socesp, Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, explica que a fumaça dos cigarros contém 4,7 mil substâncias tóxicas. Somente no alcatrão há 40 compostos cancerígenos. A nicotina, a droga psicoativa do tabaco, causadora da dependência, aumenta a liberação das chamadas catecolaminas, como a adrenalina, noradrenalina e dopamina. Essas substâncias químicas contraem os vasos sanguíneos aceleram a frequência cardíaca e, assim, são causadoras de hipertensão arterial. O monóxido de carbono (CO), ao entrar em contato com a hemoglobina do sangue, reduz a oxigenação, podendo provocar doenças como a aterosclerose, que obstrui os vasos sanguíneos, causando infarto e outros problemas cardiovasculares. Isto ocorre porque o CO e outros componentes do cigarro facilitam a instalação de um quadro inflamatório geral no organismo, uma condição que está por trás do desenvolvimento de muitas doenças, dentre elas a própria aterosclerose.

“Não é sem razão que o tabagismo tenha relação com mais de 50 doenças”, frisa o cardiologista, citando dados da OMS: o vício é responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% por câncer de pulmão, 25% por doença do coração, 85% por bronquite e enfisema e 25% por derrame cerebral. “São inúteis medidas paliativas, como trocar o cigarro por charutos ou cachimbo. Os males de inalar a fumaça e as substâncias tóxicas são os mesmos. Por isso, é fundamental o esforço de cada um para largar de fumar, pois evitar a morte é um dever filosófico e ético de todos os que desfrutam o milagre da vida”, conclui o presidente da Socesp.

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Congresso de Cardiologia da SOCESP foi marcado por novidades científicas e tecnológicas

Congresso da SOCESP 2016 contou com a simulação de prática clínica no ambiente virtual, treinamento de ressuscitação cardiopulmonar e participação de palestrantes internacionais, além de workshops, palestras, colóquios e fóruns

Durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 26 a 28 de maio a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) promoveu o 37º Congresso de Cardiologia, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema central A Cardiologia Atual e Futura, o evento contou com muitas novidades e inovações e algumas iniciativas de sucesso promovidas na edição de 2015. Dentre as novidades foi apresentada o paciente virtual.

Paciente virtual: tecnologia foi apresentada pela primeira vez no País

Paciente virtual: tecnologia foi apresentada pela primeira vez no País

Segundo o cardiologia da Socesp, Mucio Tavares de Oliveira Júnior, um dos responsáveis por trazer a tecnologia ao Brasil, o equipamento virtual é uma televisão de 56 polegadas, touch screem, que reproduz uma mesa clínica posicionada na vertical. Dependendo do exame, procedimento ou caso, tem como personagem um homem ou uma mulher.

“A mesa 2D reproduz algumas situações reais, como um paciente com falta de ar ou com dor. Se, na simulação, o cardiologista optar pela realização de um procedimento mais sério, como entubar o paciente, ele aparecerá com um tubo na boca, sedado e conectado ao respirador. É possível até mesmo simular casos de óbitos, embora não sejam adequados, pois o intuito é auxiliar no aprendizado e na discussão de casos clínicos. O instrumento permite a realização de exames como eletrocardiograma, avaliação e medicação de acordo com os sintomas apresentados, proporcionando uma discussão mais realista sobre a situação e não apenas hipóteses. O grande diferencial é a rapidez e facilidade de ser ter os exames em mãos, direcionando a discussão para uma situação mais realista e evitando possíveis erros. Isso é grande um avanço em comparação com os manequins utilizados em simulações de aprendizados médicos. Ela é uma mesa que funciona muito bem para todos os tipos de graduação, discussão de casos e centros de treinamentos, pois é adaptável a diversos níveis de dificuldade, podendo ser programada em graus de complexidade”.

A tecnologia, que pertence a um grupo português, foi utilizada pela primeira vez no Brasil. De acordo com o cardiologista, a inovação é tamanha, que alguns dos mais importantes congressos internacionais, como o da American Heart Association, reservam espaço especial para apresentação da simulação”.

Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da SOCESP, durante a abertura do Congresso

Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da SOCESP, durante a abertura do Congresso

A programação científica teve como destaque uma mesa que debateu o efeito das drogas lícitas e ilícitas no coração (como anabolizantes, energéticos, álcool, cocaína e anfetamina); outra com foco no perigo das arritmias cardíacas no motorista particular e profissional; também abordagens das peculiaridades das doenças do coração nas mulheres, crianças e idosos; novas evidências no estudo de doenças como infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e outras patologias; implicações das dietas vegetarianas e Dukan na saúde cardiovascular; discussão da prática do impacto da espiritualidade no desenvolvimento de doenças do coração; sessão que foi voltada ao debate das arritmias, com origem no ventrículo direito; e, como o Brasil está prestes a sediar as Olimpíada, aconteceram sessões específicas a respeito das doenças cardiovasculares em atletas, com foco na Cardiologia Esportiva. Ainda durante o evento, foram apresentados diversos estudos e casos clínicos reais, além da realização de colóquios, fóruns, oficinas, mesas-redondas e workshops.

Segundo Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), o congresso apresentou inovações, tanto no conteúdo, quanto na abordagem.

“Primamos pela informação no diagnóstico e no manejo dos pacientes. A forma de discutir as doenças do coração durante o congresso foi pautada pela evolução da prática cardiológica, entrando em sintonia com os novos tempos.

Durante o congresso, foram apresentadas novidades que destacam o papel da inflamação na doença coronária, estudos no tratamento do diabetes, cirurgias menos invasivas, entre outros temas”.

O Congresso da SOCESP de 2016, contou com a parceira da American College of Cardiology Foundation e recebeu diversos profissionais renomados do Brasil e de outros países com destaque para os médicos Carl Michael Valentine, Peter Libby, Carlos Morillo e Robert C. Hendel.

 

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Como identificar uma pessoa com ataque cardíaco

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Identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa infartada 

Pacientes que sofrem ataques cardíacos podem apresentar diversos sintomas. Por isso, é preciso ficar atento para conseguir identificá-los, alerta o cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ricardo Pavanello. “Geralmente, o sintoma mais comum, no caso de infarto, é a dor no peito, que habitualmente é intensa e pode durar mais de 30 minutos. A dor também pode ocorrer ou se irradiar para o braço esquerdo, mandíbula e na região do estômago. As dores podem vir acompanhadas de suor frio, falta de ar e sensação de desmaio”.

Conforme dados do SUS (DATASUS), o infarto agudo do miocárdio é a primeira causa de mortes no País. A SOCESP aponta que, em média, uma morte ocorre a cada minuto e meio. Além disso, são cerca de 350 mil óbitos por infarto todos os anos, e metade das vítimas falece em até uma hora a partir da manifestação dos primeiros sintomas.

O cardiologista explica que o socorro aumenta muito a possibilidade de sobreviver a um infarto. “As chances de sobrevivência são quatro vezes maiores quando o infartado está perto de alguém que seja capaz de reconhecer os sintomas, de pedir socorro ao serviço adequado (SAMU ou Corpo de Bombeiros) e, principalmente, de iniciar as compressões torácicas (Ressuscitação Cardiopulmonar – RCP) popularmente conhecida como massagem cardíaca, caso o paciente venha a apresentar uma parada cardio-respiratória”.

A mortalidade do infarto no Brasil, varia de 8 a 30%, conforme a assistência prestada ao paciente, ressalta o cardiologista da SOCESP. E para reverter esse quadro, o Centro de Treinamento SOCESP, oferecerá capacitação gratuita durante o XXXVII Congresso de Cardiologia, que acontecerá no dia 26 a 28 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Na ocasião, a população em geral, aprenderá a fazer massagem cardíaca.

O objetivo dessa iniciativa da SOCESP é levar conhecimento sobre o que fazer em uma situação de emergência, como no  caso de uma ocorrência de uma parada cardiorrespiratória. A inscrição é totalmente gratuita e poderá ser realizada no link: http://www.treinamentoemmassa.com.br/site/2016.html.

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A saúde nossa de cada dia

 *Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).


*Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

*Ibraim Masciarelli Pinto

Este ano, o tema do Dia Mundial da Saúde (7 de abril) é o diabetes, que atinge 250 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo cerca de 12 milhões no Brasil. Grande parte dessas pessoas não sabe que têm a doença, que, no início, não apresenta sintomas, afetando paulatinamente o organismo e provocando outros problemas de saúde, muitos deles de ordem cardiovascular. Por isso, é muito importante a realização periódica de exames de sangue, pelo menos uma vez ao ano, para diagnóstico e tratamento correto, especialmente em quem tem história familiar de diabetes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, sete milhões de indivíduos tornam-se diabéticos. A doença, que se caracteriza pelo excesso de açúcar no sangue, pela diminuição da produção ou por resistência ao efeito da insulina (hormônio responsável pelo metabolismo da glicose no organismo), manifesta-se no Tipo 1 ou Tipo 2. O primeiro é congênito, um problema autoimune, que aparece, na maior parte das vezes, até os 35 anos de idade. A boa notícia é que o segundo, mais prevalente, pois é a variedade da doença que atinge 90% dos pacientes, pode ser evitado.

A prevenção depende do esforço de cada indivíduo, alinhado-se aliás, com os objetivos do Dia Mundial da Saúde, que visa disseminar a consciência de todos quanto à importância da qualidade da vida, bem-estar e cuidados com o organismo com vistas a uma existência saudável. Para evitar o diabetes do tipo 2, é muito importante seguir as seguintes recomendações: alimentação correta e equilibrada, sem excesso de açúcar, álcool e gorduras; controle do peso, pois a obesidade é uma das causas do diabetes; não fumar ou consumir drogas ilícitas; e combate ao sedentarismo, com uma rotina de caminhadas ou exercícios estabelecida com orientação médica.

Pessoas com histórico familiar de diabetes devem ter cuidado redobrado, pois a predisposição genética é um fator de risco a mais para aqueles que não tomam os cuidados preventivos essenciais para evitar a doença. Independentemente dos hábitos cotidianos e dos antecedentes da família, é sempre recomendável o exame de sangue periódico para o diagnóstico, que, quanto mais cedo for feito, melhores condições de tratamento propiciará. O diabetes pode provocar doenças cardíacas, renais e nervosas, cegueira, impotência sexual e, em fases mais avançadas, até mesmo levar à amputação de pernas e braços.

O Dia Mundial da Saúde, instituído em 1948, é promovido pela OMS é alusivo à data de criação dessa entidade internacional. Seu conceito é o de que “a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. É verdade que está difícil atender a todos esses requisitos no Brasil conturbado e permeado por uma das mais graves crises político-econômicas de sua história.

Contudo, independentemente do cenário nacional, precisamos fazer o que nos compete em favor de nossa própria saúde, adotando hábitos saudáveis e uma atitude de valorização da vida, decisivos para cada um de nós e as pessoas que amamos! A saúde nossa de cada dia, e não apenas em 7 de abril, é um milagre possível, que podemos alcançar com determinação e consciência!

*Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

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Como as ‘dietas malucas’ afetam o coração

Na tentativa de atuar como fator preponderante para diminuição do peso e controle da obesidade, surgiram, nos últimos anos, dietas que prometem emagrecimento com rapidez. Conhecidas como da dietas da “moda” ou “malucas”, elas prometem resolver aqueles quilinhos indesejáveis.

Crédito: Michael Stern/ Flickr

Crédito: Michael Stern/ Flickr

Segundo Valéria Arruda Machado, nutricionista da SOCESP (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), essas dietas recomendam o uso de planos alimentares com restrição energética extrema, como exemplos as famosas “Dieta da Sopa”, que enfatiza o consumo de um único grupo de alimentos e a “Dieta da Lua”, que parte do princípio de que o satélite da Terra é capaz de influenciar os líquidos do nosso corpo e que, a cada mudança de sua fase, a pessoa deve limitar-se apenas ao consumo de sucos, sopas e líquidos durante 24 horas.

Conforme enfatiza, essas dietas acarretam consequências prejudiciais ao organismo humano.

“Por ser muito restritas em calorias, elas podem levar ao aumento nas cetonas urinárias, que interferem na liberação renal do ácido úrico. Como consequência, elevam os níveis séricos desse ácido, o que pode levar ao aparecimento de gota” – explica.

Ainda conforme a especialista, o colesterol sanguíneo pode aumentar em razão da mobilização da gordura corporal, levando ao risco de desenvolvimento de cálculo biliar e doenças cardiovasculares. “A redução na concentração de hormônios tiroidianos ativos diminui o gasto basal de energia, responsável pelos períodos mais longos de repouso e menos trabalho físico nos indivíduos. Além disso, outras reações podem ser observadas em dietas de valor calórico muito baixo como a diminuição do débito cardíaco, frequência cardíaca e pressão arterial”.

De acordo com Valéria, o potássio corporal total também diminui por causa da redução nas proteínas musculares, causando a perda de potássio intracelular.

Ela ressalta que essas dietas podem trazer malefícios à saúde das pessoas que as praticam, manifestando-se por meio de inúmeros sintomas. Na análise da nutricionista, o sucesso almejado pelo uso dessas dietas é baixo em longo prazo, quando comparado as dietas corretas e saudáveis.

 

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Doenças cardíacas são comuns em crianças com Síndrome de Down

Uma parcela das crianças que nascem com Síndrome de Down, apresentam anormalidades no coração. “Essas má-formações, conhecidas como cardiopatias congênitas podem atrapalhar o funcionamento do coração, alerta Ieda Jatene, cardiologista e diretora da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP)”.

Um estudo a respeito da sobrevivência e mortalidade na Síndrome de Down, realizado na Dinamarca, em 1990, já apontava que a prevalência de anomalias cardíacas congênitas em pessoas com Síndrome de Down (SD) é de 40 a 50%.

Dra. Ieda Jatene, cardiologista e diretora da SOCESP.

Dra. Ieda Jatene, cardiologista e diretora da SOCESP.

Conforme a American Heart Association (Associação de Cardiologia Americana), cerca de 1 em cada 100 crianças, apresenta defeitos no coração, que usualmente ocorrem quando o feto está em desenvolvimento no utero da mãe.

Segundo a cardiologista, as principais cardiopatias observadas em crianças com Síndrome de Dow, estão relacionadas ao defeito do septo atrioventicular (DASV) e a comunicação interventricular (CIV). A médica explica que os defeitos são considerados acianogênicos, ou seja, as crianças não apresentam a coloração arroxeada nos lábios e extremidades. Sendo que,  crianças que sofrem com a doença apresentam cansaço durante a amamentação e na realização de esforços, dificuldade em ganhar peso e resfriados ou infecções respiratórias com frequência.

De acordo com a especialista, essas doenças cardíacas acontecem por uma alteração do desenvolvimento embriológico, durante a formação do coração do feto. Ela ressalta que tanto o caso do septo atrioventicular (DASV) quanto na comunicação interventricular (CIV), devem ser tratados cirurgicamente.

“Os dois defeitos devem ser tratados cirurgicamente, mas o tratamento com medicação é indicado para controlar os sintomas e permitir que os pacientes evoluam bem, até o momento ideal para a cirurgia, que no caso do DSAV é entre quatro e seis meses de vida, e na da CIV, a partir de 6 meses ou de acordo com o desenvolvimento da criança”- afirma.

A profissional ressalta que embora se faça a correção dos defeitos, é importante o acompanhamento clínico posterior, pois em alguns casos pode ser necessária nova cirurgia, bem como se faz necessário acompanhar o grau de elevação da pressão pulmonar que pode acontecer em pacientes com Síndrome de Down, mesmo após o tratamento cirúrgico.

A cardiologista afirma que a SD é um defeito genético, que está relacionado ao cromossomo 21, que quando esse triplicado produz-se o fenótipo da síndrome, também conhecida como Trissomia.

Embora não seja possível evitar o desenvolvimento da Síndrome de Down e também não exista nenhuma correlação da falta de cuidados da gestante com o feto para o desenvolvimento de cardiopatias em portadores de Síndrome de Down, quando o ultrassom morfológico sugere algum tipo de alteração, a mãe é encaminhada para a realização de um exame de ecocardiograma fetal, relata a cardiologista.

“O acompanhamento pelo cardiologista pediátrico desde o nascimento permitirá que o médico decida o melhor momento para a cirurgia, ou consequentemente obter os melhores resultados para saúde da criança” – reforça a especialista.

Com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento dessas crianças, no Estado de São Paulo, a SOCESP, possui um Centro de Referência em Cardiopatias Congênitas, coordenado pela Dra. Ieda Jatene, que promove atividades dirigidas a profissionais da saúde e à comunidade, orientando-os nos cuidados e tratamentos corretos.

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Doenças do coração matam mais que câncer e violência

Infarto está entre principais causas de mortes no País

No Brasil, ocorrem cerca de 720 paradas cardíacas por dia e 300 mil casos ao longo do ano, conforme dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). No mundo, são 17,5 milhões por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Além desses números expressivos, segundo registros divulgados em 2013, pelo Ministério da Saúde, entre as 20 principais causas de morte no País, o infarto aparece em segundo lugar. O AVC, diabetes, violência e hipertensão também aparecem na listagem. A prevenção é a melhor forma de diminuir os casos de infarto, alerta José Luiz Aziz, cardiologista e diretor da SOCESP.

“Para reverter esse contexto, temos que reduzir os fatores de risco como hipertensão arterial, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e diabetes”.

O médico adverte que pessoas que possuem parentes de primeiro grau têm mais chances de ter doenças cardiovasculares, mas ressalta que a maioria das mortes poderiam ser evitadas com um diagnóstico precoce.

A mortalidade do infarto varia de 8 a 30%, conforme a assistência prestada ao paciente, explica o cardiologista. “O conhecimento correto pode salvar vidas, e a SOCESP tem realizado diversas ações preventivas, dentre elas, o mutirão de treinamento em ressuscitação cardiopulmonar, com objetivo de capacitar a população para salvar vidas” – afirma o médico.

Para manter um coração saudável, é recomendado uma alimentação equilibrada com menos sal, redução de consumo de bebidas alcoólicas, além de eliminar o tabagismo.

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