Nova diretoria da SOCESP quer diminuir os índices de doenças cardiovasculares em SP

 

No último dia 21, em um evento solene, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), apresentou a nova diretoria que conduzirá a entidade durante o biênio 2016/2017

Sob a presidência do cardiologista, Dr. Ibraim Masciarelli Pinto e do vice-presidente, Dr. João Fernando Monteiro Ferreira, a instituição, que completa 40 anos em abril, anunciou seus planos para os próximos dois anos, tendo como foco a promoção da educação continuada; a luta pela melhoria da prática da Cardiologia e o combate às doenças cardiovasculares, em especial no Estado de São Paulo; o estreitamento das relações institucionais com órgãos governamentais, com o objetivo de oferecer aos médicos do sistema público, atualização continuada em Cardiologia com destaque para a discussão das situações clínicas prevalentes na população como a hipertensão, insuficiência cardíaca e doença coronária; além da realização de campanhas e atividades educacionais voltadas para sociedade civil, com o intuito de alertá-los sobre o risco que as doenças cardiovasculares representam atualmente, apresentando os recursos para os diagnósticos e seus tratamentos.

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Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, presidente da SOCESP, durante seu discurso.

Segundo o novo presidente da SOCESP, Dr. Ibraim Masciarelli Pinto, o cenário contemporâneo evidenciado pela instabilidade política e econômica que afligem o país, e por conseguinte a saúde pública e privada, o uso racional da tecnologia na medicina, exigem uma nova postura da sociedade, sem que ela deixe de colocar sempre em primeiro plano as necessidades do associado.

“Como estamos em uma nova época, temos que nos adaptar, buscar plataformas digitais, atender da melhor forma possível a expectativa daqueles que confiam em nós. A SOCESP existe para servir ao associado e a população. Na nossa gestão iremos trabalhar em duas frentes, promovendo cursos de atualização e capacitação aos médicos e também realizando ações e campanhas que visam ajudar a população no combate e na prevenção das doenças cardiovasculares”.

Em seu discurso durante o evento de posse, o cardiologista afirmou que a entidade valoriza a saúde dos brasileiros, e por isso defende que as pessoas vivam mais e melhor. O médico ainda ressaltou que a SOCESP, têm como uma das suas premissas o estabelecimento de parcerias que viabilizem a criação e realização de políticas sociais, como o já existente programa de treinamento do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

A cerimônia de posse reuniu diversas autoridades, entre eles o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Prof. Dr. Wilson Pollara, representantes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), do Conselho Federal de Medicina (CFM), Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Paulista de Medicina (APM), além das diretores das regionais e dos departamentos da SOCESP.

A posse dos diretores do biênio 2016/2017, também foi marcada por uma homenagens aos ex-presidentes da entidade. Foi exibido um vídeo que mostrou a contribuição de cada uma das diretorias que esteve à frente da SOCESP e ao final, os ex-presidentes receberam diplomas que atestam a excelência de suas gestões. Os ex-presidentes Adib Domingos Jatene e Marcos Fabio Lion foram homenageados in memoriam e foram representados por seus filhos, Ieda Jatene e Rogério Lion, retrospectivamente.

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Dicas gratuitas para abandonar o sedentarismo com a prática de esportes em São Paulo

A 7ª edição dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município, mostra que nos últimos três anos, os habitantes estão praticando atividades físicas com frequência

A 7ª edição dos Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município, mostra que nos últimos três anos, os habitantes estão praticando atividades físicas com frequência. Parte disso, resulta da implantação de parques e áreas de lazer na cidade de São Paulo. A cidade possui mais de 100 parques municipais (com equipamentos de ginásticas e quadras poliesportivas) e 320 quilômetros de ciclovias. Esses espaços são incentivos para largar o sedentarismo e auxiliam na saúde do coração, explica Dr. Agnaldo Pispico, cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). “

“As pessoas que praticam atividade física regularmente tem redução do risco cardiovascular. As vantagens estão relacionadas a redução do colesterol e dos níveis de glicemia, pois quando praticamos exercício aumentamos o nosso metabolismo e queimamos “gordura” e ganhamos massa magra (músculos), contribuindo para diminuição da pressão arterial e do stress através de liberação de hormônios como a endorfina, que causam um bem-estar durante e após o exercício. Tudo isto junto justifica colocar a atividade física como item número um da agenda e não dar a famosa desculpa de não ter tempo para exercícios”, adverte o especialista.

Segundo o médico, essa mudança de hábito auxilia na prevenção de doenças do coração. “Dieta saudável e atividade física regular são investimentos importantes para viver mais e chegar a velhice com saúde não só do coração, mas também com vitalidade muscular para aproveitar a longevidade que estamos atingindo com qualidade”.

Porém, é preciso alguns cuidados antes de iniciar atividades por conta própria, alerta Natan Silva, educador físico e diretor científico do Departamento de Educação Física da SOCESP. “A melhor maneira para não colocar a saúde em risco é começar a se exercitar de forma leve. Sempre que possível, realizar um check-up cardiológico antes de iniciar as atividades, principalmente se a pessoa têm mais de 35 anos. Além disso, é importante ter cuidado com o sol. O ideal é que o indivíduo procure se exercitar no início da manhã ou final da tarde”.

Ao falar da frequência que os exercícios devem ser realizados, o especialista ressalta que as pessoas que não estão acostumadas a praticar exercícios devem começar devagar, alternando os dias, totalizando no máximo três vezes por semana. “Com o passar do tempo, a frequência pode ser aumentada para 4-5 vezes por semana, lembrando que para se obter maiores desempenhos a atividade física deve totalizar pelo menos 30 minutos por dia” – afirma.

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Cuidar do coração nas férias é essencial, destaca cardiologista

No período de férias, com o intuito de sair da rotina, relaxar, aproveitar e se divertir, muitas pessoas tendem a extrapolar, seja na ingestão de comidas industrializadas, bebidas alcoólicas, excesso de atividades físicas, sono reduzido ou mesmo práticas não convencionais ao dia-a-dia.

Embora o descanso seja importante para a saúde, principalmente do corpo, para que as férias sejam proveitosas e não comprometam a saúde é importante tomar alguns cuidados.

Segundo José Luiz Aziz, cardiologista e diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), as férias podem ser benéficas, cumprindo seu papel, quando existe um equilibrío na alimentação, com a ingestão de bebidas alcóolicas moderamente e a escolha dos alimentos. O médico ressalta que, ao escolher o que será consumido, é fundamental ter em mente a localidade, pois, dependendo do roteiro (lugares quentes ou frios), montanha ou litoral, o consumo é diferente.

Aos que têm histórico de doença cardiovascular e fazem parte do grupo de risco (pessoas sujeitas a determinados fatores ou com determinadas características, que a tornam mais propensas a ter ou adquirir ou desenvolver determinada doença), é recomendando procurar um cardiologista antes de fazer qualquer atividade que fuja do seu cotidiano. Os pacientes que usam medicamentos devem ficar atentos à sua administração também durante as férias, principalmente os hipertensos, pois com as altas temperaturas a pressão pode baixar, causando complicações.

“Uma avaliação médica antes do período de férias pode ser determinante no status positivo ou negativo das férias”– afirma Aziz.

O cardiologista Aziz ressalta que no periodo de férias as incidências de doenças cardíacas podem aumentar devido ao excesso de bebidas, alimentação com sobrecarga de sal e, nos lugares frios, aumento principalmente de doenças como arritmias cardíacas, hipertensão e infarto.

Dessa forma, para aproveitar as férias com qualidade e saúde, é importante prevenir-se, consultar um médico para uma avaliação, evitar excessos, além de manter uma boa alimentação e evitar o uso desmoderado de bebidas alcoólicas e outras substâncias que possam prejudicar a saúde.

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Cigarro: risco em dobro para elas!

O fumo é mais maléfico para a mulher, porque seu organismo metaboliza de forma lenta os componentes do cigarro. O público feminino tem algumas características que complicam a situação: as mulheres demoram mais a procurar um médico quando se sentem mal.

Muitas subestimam seus sintomas, uma vez que o infarto da mulher não se caracteriza por dor no peito, como é sentido pelo homem. Seus sintomas são confundidos com os de outros problemas. Após um infarto, a recuperação é mais lenta; as mulheres sofrem mais de depressão, doença que também compromete a recuperação da paciente.

Já é comprovado que mulheres fumantes sofrem de subfertilidade. Em mulheres grávidas, os efeitos da ingestão de monóxido de carbono e da nicotina são sentidos em poucos minutos, ocorrendo uma aceleração nos batimentos cardíacos por parte do feto.

Muitas mulheres ainda não sabem que as doenças cardíacas matam mais do que o câncer de mama, doença com a qual a maioria se preocupa muito, e o melhor remédio é a prevenção. Evitar sedentarismo, obesidade, hipertensão, colesterol elevado, diabetes e não fumar são medidas práticas.

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Cuidado! Consumo excessivo de carne afeta o coração

Embora saborosa, a carne sempre foi uma vilã para a saúde quando não consumida com cautela. Conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), as carnes processadas fazem parte do grupo de risco no qual se encontram o cigarro, álcool, amianto e a fumaça de diesel.

Segundo a nutricionista Regina Pereira, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), as doenças cardiovasculares sempre estiveram relacionadas, de alguma forma, ao consumo de produtos de origem animal.

A questão também tem um viés ambiental e relacionado à sustentabilidade: estudo britânico intitulado Mudando o Clima, mudando a dieta, que aborda o consumo de carne e suas consequências para a saúde dos consumidores e principalmente do Planeta, recomendou que a adoção de níveis moderados de carne vermelha pode contribuir com um quarto da meta global de cortes na emissão de gases causadores do efeito estufa até 2050.

Ao falar sobre o assunto, a especialista ressalta que não se trata de um culto ao vegetarianismo, mas sim de saber redistribuir a taxa de consumo, evitando doenças cardiovasculares e males associados.

“Acreditamos que, mesmo tendo tantas evidências, o consumo de alimentos de origem animal é indispensável para uma boa nutrição. Porém, temos possibilidades diversas de, em reduzindo o consumo de ruminantes (os animais que produzem o gás metano), ainda manter uma adequada ingestão de proteína animal, através de aves, peixes e ovos, ou derivados lácteos”, alerta a nutricionista.

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Crudivorismo: um estilo de vida

O crudivorismo (ou alimentação viva) é uma doutrina alimentar em que os alimentos (sempre de origem vegetal) são consumidos crus ou semicrus. Porém, é preciso cautela, alerta Dra. Cibele Gonsalves, nutricionista e diretora científica do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

“Não é recomendado montar um cardápio apenas com alimentos crus, é importante variar. Por exemplo, os alimentos assados são saudáveis e práticos, mas é preciso ter cuidado com o ressecamento do alimento”.

Segundo a especialista, o processo de cozimento promove perda de alguns nutrientes, como vitamina C e folato (este pertence à família das vitaminas B). Além disso, o cozimento pode promover a formação de compostos nocivos. Entretanto, existem nutrientes, como o licopeno  (pigmento carotenoide e fitoquímico, encontrado principalmente no tomate e seus derivados) e betacaroteno (pigmento antioxidante), que melhoram a sua eficiência e absorção quando submetidos ao cozimento.

Os alimentos crus não fornecem ao corpo todos os nutrientes necessários a uma boa nutrição. Radicalismos não são saudáveis. O ideal é consumir alimentos crus e cozidos e, se necessário, seguir as orientações de um profissional nutricionista, alerta a nutricionista.   

Cibele Regina Laureano Gonsalves é diretora científica do Departamento de Nutrição da SOCESP.

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Saiba como praticar atividades físicas sem afetar o coração

Com a chegada do final do ano e aproximação das férias, muitas pessoas planejam viagens e atividades físicas, seja com o intuito de se divertir, sair da rotina, melhorar a aparência física, se exercitar ou mesmo se desestressar.

Os programas são diversos e incluem desde uma simples caminhada, benéfica à saúde do coração e da mente, até performances mais elaboradas, como participar de maratonas, pular de bung jump, escalar montanhas e andar de kart em alta velocidade. Tais atividades elevam a frequência cardíaca, podendo causar complicações em pessoas que apresentem quadros de doenças cardiovasculares ou possuam histórico na família.

Segundo o cardiologista Francisco Antonio Helfenstein Fonseca, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), embora o risco seja pequeno – tendo como exemplo as maratonas, quando o esforço físico é maior do que o habitual, é importante que seja realizada uma avaliação médica antes de realização de qualquer atividade que possa comprometer o funcionamento do corpo e principalmente do coração.

Dr. Francisco argumenta que, se o indivíduo estiver habituado à realização de exercícios de grande impacto, a chance de ocorrer algum fator adverso é pequena. No entanto, ele aconselha que, antes de praticar qualquer atividade física, é importante a consulta a um médico especialista, de confiança do paciente, além da realização de uma avaliação prévia, pois, conforme alerta, a maioria dos casos de patologias e diagnósticos é desconhecida ao doente.

O médico também salienta que, ao definir o cronograma das férias e as atividades que serão realizadas nesse período, é importante que a pessoa leve em conta seu histórico, se seus pais ou familiares já tiveram problemas relacionados ao excesso de esforço físico, se existe alguma doença de origem cardiovascular ou comorbidade (doença associada), além de possuir aprovação médica que valide a prática de exercícios e atividades de forte impacto.

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Regional de Campinas: presente na primeira ação global da região, em 13/11

Presidente regional da SOCESP em Campinas, Dr. Aloísio Rocha coordena trabalhos em tenda de cardiologia e ministra palestra sobre tabagismo

O presidente da regional da SOCESP em Campinas, Dr. Aloísio Rocha, coordena os trabalhos da equipe que atua na tenda da Sociedade Brasileira de Cardiologia na Ação Global, evento conjunto do Serviço Social da Indústria (SESI) e da Rede Globo de Televisão. É a primeira vez que o evento acontece na cidade.

Alunos da Liga de Cardiologia da PUCCAMP — onde o Dr. Aloísio leciona Cardiologia — estão prestando atendimento gratuito à população, com medição de circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia e colesterol. Os interessados em salvar vidas também recebem treinamento em massagem cardíaca, técnica que permite prestar socorro imediato a vítimas de infarto e parada cardíaca.

À tarde, o Dr. Aloísio ministra palestra sobre tabagismo. Ele, que tem Doutorado em Cardiologia pela USP, faz questão de enfatizar os malefícios do cigarro, que é a principal causa de morte evitável no mundo, seguido pelo alcoolismo e pelo tabagismo passivo.

Como os danos à saúde aumentam na medida em que o indivíduo permanece fumante por mais tempo, o médico salienta que é preciso empenhar-se para abandonar o vício.

“O primeiro passo é a conscientização”, afirma o médico. ” A pessoa precisa entender que o cigarro faz mal, e deve querer abandoná-lo. Em seguida, deve buscar orientação profissional. Há serviços especializados e distribuição, pela rede pública de saúde, de adesivos, chicletes de nicotina e medicamentos próprios para a superação da dependência “, informa, acrescentando que as chances de parar de fumar são três vezes maiores quando o paciente conta com ajuda profissional.

Boas notícias

No Brasil, 15% da população são fumantes, contra 35% na década de 1990. O presidente da SOCESP em Campinas atribui a mudança de cenário à combinação de campanhas informativas com leis rigorosas, que foram banindo o cigarro de espaços públicos e ambientes fechados.

“Acabar com a propaganda também foi importante”, avalia o Dr. Aloísio. Afinal, se antes havia a glamourização do vício, hoje o fumante é mal visto.

O médico também alerta para a perenidade da dependência. ” Não existe ex-fumante, pois a propensão ao vício permanece”, ele avisa. Por isso, é fundamental ficar longe das tentações. E, quando bater aquela vontade de fumar, ser forte e mascar um chiclete ou beber água.

É fato que muita gente engorda depois de largar o cigarro, mas isso não é desculpa para continuar preso ao vício. Com alimentação saudável e prática de atividades físicas, dá para manter o peso e ganhar ainda mais saúde.

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Impacto da dieta cetogênica no risco cardiometabólico de crianças e adolescentes

Alimentação rica em gorduras e pobre em carboidratos é indicada para crianças e adolescentes com epilepsia

Após quase 20 anos esquecida, a Dieta Cetogênica (aquela que favorece o processo de cetose no organismo) reaparece como um tratamento adjuvante da epilepsia refratária.

Sabe-se que o uso de uma dieta contendo cerca de 90% de gorduras tem comprovada eficácia clínica no controle de crises epiléticas em crianças e adolescentes cujo tratamento medicamentoso isolado não é eficaz. Apesar da excelente resposta clínica, associada não somente ao controle das crises, mas também à redução do número de drogas e posologia administradas, a Dieta Cetogênica tem indicação precisa, pois, assim como os medicamentos usados na epilepsia, também causa efeitos adversos. Dislipidemias, litíase renal, acidose metabólica são algumas respostas negativas ao tratamento que devem ser rigorosamente monitoradas, visando manter a eficácia clínica da dieta, mas controlar os efeitos colaterais.

Preocupados com o equilíbrio da resposta do paciente frente à Dieta Cetogênica, pesquisadores da Universidade de São Paulo, em parceria com neuropediatras do Instituto da Criança (Dra. Letícia Sampaio), têm avaliado o risco cardiometabólico dos paciente epilépticos sobre tratamento com Dieta Cetogênica por meio do monitoramento das subfrações lipoproteicas e de parâmetros oxidativos.

Esses marcadores tendem a apresentar um perfil mais aterogênico, diretamente associado ao elevado conteúdo de lipídeos e, sobretudo, de ácidos graxos saturados. Atualmente, o grupo formado pelos pesquisadores Patrícia Azevedo, Camila Morgado, Mariana Prudencio e Giovanna Ricciarelli, liderados pela Professora Nágila Damasceno, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, está testando a eficácia clínica e o impacto cardiometabólico de uma Dieta Cetogênica modificada, na qual houve o enriquecimento com ácidos graxos poli-insaturados e monoinsaturados. Os objetivos dos pesquisadores é obter o equilíbrio entre a eficácia clínica e saúde cardiovascular dos pacientes.

 

Patrícia Azevedo é nutricionista, doutoranda em Nutrição Humana pela USP e integra o Grupo de Estudos GENC.

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Coração de Estudante

Ter hábitos alimentares saudáveis não é uma tarefa fácil, sobretudo quando vivemos numa sociedade onde os alimentos ofertados nem sempre apresentam uma composição nutricional adequada.

Consumir alimentos naturais ou menos processados fazem parte do desafio diário de uma alimentação saudável. Apesar das opções saudáveis serem inúmeras, muitas vezes a rotina diária dificulta a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Essa dificuldade é particularmente presenta o dia a dia de estudantes, que saem de suas casas nas primeiras horas do dia e muitas vezes só retornam aos seus lares para dormir. Os estudantes, independente de sua faixa etária devem ser orientados a levar sempre um lanche saudável, que possa ser consumido entre o almoço e jantar nas horas que estiver estudando.

Frutas, sanduiches com queijos magros e pães integrais, barras de cereais, e frutos secos devem estar sempre a mão, pois são mais saudáveis, promovem saciedade e custam menos que alimentos mais processados como refrigerantes, sucos industrializados, bolachas e salgadinhos.

O estudante não deve sair de casa sem tomar um bom café da manhã. Esse deve contar leite, frutas, queijos ou ovos e uma fonte de carboidratos integrais (pães), que contribuem para uma liberação gradativa de glicose na circulação, aumentando a saciedade.

O estudante deve evitar consumir alimentos de procedência insegurança ou mantidos sob condições inadequadas de conservação e geralmente vendidos nas ruas. Por isso deve evitar comprar ou levar de casa alimentos perecíveis e que exijam refrigeração para sua conservação.

A escolha de alimentos naturais também contribui para reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras, sal, açúcar e conservantes, favorecendo a ingesta de nutrientes e compostos bioativos que ajudam a manter o crescimento e o desenvolvimento saudáveis de crianças e adolescentes estudantes.

Nas datas festivas ou durante o período de provas, os estudantes não devem ficar em jejum ou consumir alimentos light. Geralmente essas ocasiões envolvem longas horas de atividades e provas e, portanto, o aluno deverá se alimentar bem antes de iniciar essas atividades, evitando episódios de hipoglicemias.

Uma refeição saudável para o estudante durante comemorações, competições e provas deve conter uma fonte de proteínas com baixa quantidade de gorduras (carnes bovinas magras, peixe e frango sem pele), carboidratos ricos em fibras (arroz e massas integrais), leguminosas (feijão, lentilha e ervilha) legumes e verduras variadas, acompanhadas de sucos naturais e uma fruta.

 

Profa Dra. Nágila R T Damasceno

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