Impacto das drogas lícitas e ilícitas no coração

A cocaína é consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, e é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. O uso da cocaína é responsável por cerca de um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos.

Aproximadamente dois terços dos infartos ocorreram em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorreram no prazo de 60 minutos.

A droga que ceifa milhões de vidas é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico.

A pessoa que utiliza cocaína normalmente fuma, o que potencializa o estreitamento da artéria.  A ingestão de álcool potencializa em três vezes a ação da droga por formar um composto ativo chamado cocaetileno. Por esse motivo, ocorrem em indivíduos jovens, infarto e/ou arritmia, apesar deles terem poucas lesões ou nenhuma lesão nas coronárias.

Independentemente do perfil do paciente com suspeita de infarto, a rapidez em procurar um médico é crucial para evitar maiores sequelas no coração. A identificação e tratamento do infarto no início pode proporcionar que o coração fique quase completamente saudável.

O infarto é provocado pela falta de sangue  oxigenado em uma parte do coração. Além disso, a arritmia grave também é comum em usuários de cocaína e anfetaminas, pois há uma sobrecarga que provoca um esforço maior do que o suportado.

Quer saber mais?

Confira a entrevista do presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Ibraim Masciarelli Pinto a TV Câmara a respeito do assunto.

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