Gripe A: cardiopatas devem redobrar cuidados

Um dos perfis de pacientes incluídos no grupo de risco da gripe A é o de portadores de doenças cardíacas, muitos dos quais acima dos 60 anos de idade. Embora não estejam entre a maioria dos acometidos pelo vírus H1N1, o paciente cardiopata, quando contaminado, apresenta chances maiores de ter graves complicações.

“Os mecanismos de defesa em determinadas cardiopatias podem estar naturalmente deprimidos em função da própria doença de base, em especial quando a esta se associa à ocorrência de diabetes, uma patologia que frequentemente compromete a imunidade. Portadores de cardiopatias crônicas, como insuficiência cardíaca, também ficam mais vulneráveis”, afirma o cardiologista José César Briganti, presidente da Regional São Carlos da SOCESP, na gestão 2008 -2009.

As consequências da gripe A nesses pacientes podem ser desde uma evolução benigna à progressão de um quadro de pneumonia, com um posterior agravamento, se instalada uma síndrome de insuficiência respiratória, e até a morte.

Os cuidados preventivos são os mesmos: lavar as mãos constantemente, evitar locais com grande concentração de pessoas e aeração ineficiente, evitar o contato das mãos com olhos, boca e nariz antes de higienizá-las adequadamente e objetos de manuseio constante, como maçanetas, telefones etc.

“Um procedimento aconselhável a esses pacientes é que, como fazem parte do grupo de risco, quando começar a apresentar sinais sugestivos da doença, procure imediatamente seu médico que, por já o acompanhar, avaliará com mais precisão a necessidade de utilizar medicação específica. Esse é o grande diferencial: quanto antes iniciar a medicação indicada, melhor o prognóstico”, alerta Briganti.

No entanto, o médico ressalta que é preciso chamar atenção para o fato de que, embora esses pacientes estejam incluídos no grupo de risco, há casos bastante graves em indivíduos mais jovens, entre 20 e 50 anos, sem fatores de risco.

“Há uma hipótese de que a população acima de 60 anos já tenha entrado em contato com um vírus semelhante em algum momento da sua vida pregressa e, por isso, desenvolvido algum grau de imunidade. O vírus da gripe espanhola, que no pós-primeira guerra mundial dizimou no mundo todo grande número de pessoas, é um dos que apresentam características parecidas ao atual, mas isto ainda circula no terreno das hipóteses”.

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Jovens fumantes têm 5 vezes mais chances de sofrer infarto

Pessoas com menos de 40 anos fumantes têm cinco vezes mais chances de sofrer um infarto, o que refuta a ideia de que apenas fumantes mais velhos correm o risco de doenças cardíacas, este é o alerta de um estudo realizado com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisou pessoas entre 22 e 64 anos, em 21 países, publicado na Revista Tobacco Control e na BBC Brasil.

Pesquisadores de centros médicos da Europa, China, Austrália, Nova Zelândia e América do Norte analisaram problemas ligados ao coração, que não levaram à morte, ocorridos entre 1985 e 1994. Foram analisados cerca de 23 mil casos e constatou-se que quatro em cada cinco vítimas de doenças cardíacas, entre 35 e 39 anos, eram fumantes.

Homens fumantes com idade entre 35 e 39 anos têm uma probabilidade cinco vezes maior de ter um ataque cardíaco do que os não fumantes. O impacto foi ainda maior entre mulheres fumantes da mesma faixa etária. O fumo é responsável por 65% dos ataques cardíacos não fatais entre homens e 55% entre mulheres.

Os riscos para fumantes entre 60 a 64 anos são menores porque há outros fatores que contribuem para possíveis problemas cardíacos. Pesquisadores também constataram que o fumo representa um risco elevado para mulheres mais velhas, comparando aos homens, provavelmente porque são mais sensíveis aos efeitos do tabagismo.

Estudos também comprovam que a faixa etária mais comum que inicia o vício do fumo é entre 10 e 19 anos. “O adolescente por estar em fase de transição, passa por situações de estresse, insegurança, sente-se estranho pelas mudanças no corpo, incompreendido e rejeitado pelos pais. Isso associado à necessidade de fazer parte de um grupo e ser bem aceito, pode levar o adolescente a seguir modelos do grupo, importantes para a formação de sua identidade”, explica a psicóloga Silvia Ismael.

Recente pesquisa mostrou que 65% dos pacientes iniciaram o hábito de fumar na adolescência para fazer parte do grupo e sentirem-se aceitos. Além disso, 70% tinham pelo menos o pai, ou a mãe, fumante, reforçando que o modelo é importante na determinação do hábito de fumar. Observa-se ainda que há aumento no consumo de cigarros em situações de nervosismo, frustração e aborrecimento, tanto para o indivíduo adulto como para o jovem.

É importante que o profissional da saúde, que lida com a população mais jovem em seu consultório, entenda como o vício começou e sabia como pode lidar com a situação. Com certeza a melhor forma de abordar não é criticar, nem desaprovar a atitude do jovem fumante. A compreensão, a motivação e a sensibilização para a questão dos malefícios do cigarro são a melhor forma de abordar o problema.

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Exames: diagnóstico precoce e prevenção

“A Cardiologia conta com exames acessíveis, simples e sofisticados, que permitem prevenir doenças, confirmar diagnósticos e acompanhar a evolução do tratamento”, afirma o Dr. Ibraim Masciarelli, presidente do XXVI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Nada substitui a avaliação do cardiologista e nenhum método dispensa a realização de outros. Todos são exames complementares com indicações apropriadas. Os básicos são os laboratoriais que, através da análise de amostras do sangue, identificam colesterol elevado e diabetes, fatores de risco para algumas doenças do coração. Avaliações básicas incluem ainda Teste de Esforço, Eletrocardiograma e Ecocardiograma, que mostram alterações na anatomia, no funcionamento do coração e predisposição à doença cardíaca.

O Eletrocardiograma é o mais antigo, barato, fácil de fazer e funciona como um “retrato” do coração. Este exame tem limitações porque não revela todas as anormalidades e nem a predisposição para doenças. Em geral, é complementado com o Ecocardiograma, que avalia a anatomia e o funcionamento do coração, e com o Teste de Esforço.

O Teste de Esforço é indicado, principalmente, quando há suspeita de problemas nas artérias coronárias e mostra o comportamento do coração quando muito exigido. Pessoas que pretendem praticar ou praticam atividade física devem se submeter ao teste porque existem doenças congênitas que, em situações normais, ou em repouso, não apresentam riscos, mas, durante uma corrida, por exemplo, podem até ser fatais.

Recorre-se à Medicina Nuclear, em geral, quando o Teste de Esforço está alterado e por ser mais sensível para confirmar a falta de sangue em alguma parte do coração com imagens claras e alto índice de acerto.

Se o paciente tem fatores de risco, como obesidade, hipertensão e parentes cardíacos, o ultrassom das artérias, como a aorta e as carótidas, pode detectar aterosclerose silenciosa. Alguns cardiologistas optam pela Tomografia Computadorizada, que identifica alterações nas coronárias, confirmando problemas e indicando o risco de desenvolvimento de obstruções nos vasos. A Tomografia associada à Medicina Nuclear tem apresentado excelentes resultados, permitindo ótima avaliação não invasiva das artérias coronárias.

A Ressonância Magnética, também é eficaz, mostra detalhadamente a aorta, se há gordura depositada e que tipo, informações que definem risco e auxiliam na orientação do tratamento de pacientes com colesterol elevado. Também mostra em detalhes o funcionamento do coração e, em pacientes infartados, o tamanho da área prejudicada, sendo útil para planejar cirurgias.

Em muitos casos, o Cateterismo é a opção. Nesse exame invasivo, leva-se uma sonda ao coração para avaliar a obstrução e, no mesmo momento, quando indicado, através da Angioplastia, desobstruir a artéria. É fundamental no planejamento de cirurgias cardíacas.

A Tomografia das Artérias Coronárias apresenta boas condições de substituir o cateterismo para avaliação das coronárias, pois mostra calcificação, depósito de gordura e grau de obstrução. “É possível que, no futuro, possa, isoladamente ou em associação com outra forma de análise não invasiva, fornecer todas as informações que, no momento, consegue-se apenas por cateterismo”, finalizada o cardiologista.

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Os diferentes tipos de gorduras no sangue

As dislipidemias, ou gorduras no sangue, relacionadas à Doença Arterial Coronariana têm sido amplamente estudadas e demonstrou-se que indivíduos que consomem grandes quantidades de gordura têm níveis elevados de colesterol, maior incidência de aterosclerose coronariana e aórtica, comparando com aqueles que não possuem esse hábito alimentar.

As gorduras da dieta são importante fator regulador do metabolismo das gorduras, já que a formação de quilomícrons na mucosa intestinal depende diretamente do conteúdo de gordura ingerida. Os ácidos graxos saturados são sólidos na temperatura ambiente. As gorduras animais, com exceção das provenientes de peixes, são ricas em ácidos graxos saturados, assim como os óleos de palmeira e coco. O consumo elevado de ácidos graxos saturados aumenta o colesterol total e o LDL-c, o colesterol ruim.

É aconselhável que, no tratamento da hipercolesterolemia, ocorra uma diminuição do consumo de gorduras saturadas na dieta. As novas diretrizes do National Cholesterol Education Program (NCEP, 2001) e da American Heart Association preconizam uma ingesta de gorduras saturadas até 7% do valor calórico total. Assim, aconselha-se a restrição do consumo de gordura animal, como carnes gordurosas, embutidos, vísceras, leite e derivados, e gorduras vegetais: polpa de coco e de alguns óleos vegetais, como coco e dendê.

Colesterol

O colesterol dietético aumenta a colesterolemia no sangue em várias espécies animais, incluindo os seres humanos. Em humanos, a absorção de colesterol é limitada em aproximadamente 40% do colesterol ingerido, o qual chega ao fígado transportado pelas partículas residuais de quilomícrons. Há diferenças interindividuais amplas (18 a 60%) na absorção intestinal de colesterol. A maioria da população é hiporresponsiva e a minoria é hiperresponsiva à dieta.

Pessoas com colesterol elevado no sangue devem evitar alguns alimentos: carnes gordas, embutidos (salsicha, linguiça, bacon e torresmo), vísceras (fígado, rim, miolo e miúdos), pele de aves, frutos do mar (camarão, lula, ostra, lagosta, polvo e marisco), gema de ovo, frios, leite integral e derivados, biscoitos amanteigados, folhados, sorvetes cremosos e chantilly. As novas recomendações de colesterol priorizam que devem contribuir em < 200 mg/dia das calorias totais na dieta diária.

Ácidos graxos poli-insaturados

Estas gorduras se encontram em estado líquido (óleos), na temperatura ambiente. Existem dois tipos de ácidos graxos poli-insaturados, os representados pelas séries ômega-3 (a-linolênico, eicosapentaenóico-EPA e docosaexaenoico-DHA) e ômega-6 (linoleico e araquidônico).

O ácido linoleico é essencial porque nosso organismo não o fabrica e é o precursor dos demais ácidos graxos poli-insaturados da série ômega-6. A substituição dos ácidos graxos saturados por ácidos graxos poli-insaturados reduz o colesterol total e o LDL-c sanguíneo.

Os ácidos graxos ômega-3 são encontrados em peixes de águas profundas e frias e sua concentração depende da composição do fitoplâncton do qual os peixes se alimentam. As fontes de ácido a-linolênico são os tecidos verdes das plantas, do óleo de canola e de soja. Os óleos de peixe ricos em ácidos eicosapentaenóico e docosaexaenoico inibem a síntese hepática de triglicérides. Os ácidos graxos ômega-6 são encontrados nos óleos vegetais, exceto de coco, cacau e palma (dendê). As novas recomendações indicam que estes ácidos devem participar em até 10% das calorias totais diárias.

Ácidos graxos monoinsaturados

O principal ácido graxo monoinsaturado é o oleico, amplamente encontrado na natureza. O ácido oleico exerce sobre a colesterolemia um efeito neutro. No entanto, tem se observado que as dietas ricas em ácido oleico aumentam o HDL-c, o colesterol bom, e podem reduzir o nível de LDL-c (1,2). Por isso, o ácido oleico está sendo cada vez mais utilizado em substituição à gordura saturada, visto que permite manter um aporte diário de gordura suficiente para que a dieta seja palatável, sem efeitos indesejáveis sobre a colesterolemia.

Os alimentos que apresentam maior conteúdo de ácido oleico são o óleo de oliva (65 – 80%), óleo de canola (65 – 70%) e o abacate (45 – 50%). Os ácidos graxos monoinsaturados devem participar em até 20% das calorias totais por dia, conforme as novas recomendações (4,5).

Por: Liliana Paula Bricarello, nutricionista.

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O médico e a mídia: ser ou não ser?

A famosa frase de Hamlet, personagem de William Shakespeare, é a questão com a qual nos deparamos todos os dias, as escolhas que fazemos e os caminhos que seguimos.

Com a imprensa e o médico não é diferente, quando o telefone toca no consultório com solicitação de uma entrevista. Falar ou não falar? Ouvimos relatos de muitos especialistas que preferiram não conceder entrevistas por inúmeros motivos.

O tempo é escasso e não dá para parar o consultório para atender o jornalista. É verdade, o médico, muitas vezes, divide o seu tempo entre o consultório, o hospital, as aulas na faculdade de Medicina – quando é professor, os cursos de reciclagem, as reuniões nas entidades médicas… Ah! E ainda a família, afinal temos que nos dedicar aos filhos, pais, cônjuges e parentes. Nessa montanha de atividades, ainda vem o repórter querer saber se “a serotonina previne ou causa osteoporose porque, na revista Nature, um estudo foi publicado sobre o tema”.

Outra questão muito comum é o receio do que estará nas páginas do jornal no dia seguinte. Muitos médicos preferem manter a imprensa afastada para evitar problemas. Afinal já ouvimos inúmeros relatos de especialistas afirmando que concederam entrevistas e o jornalista distorceu tudo o que ele havia dito.

Um terceiro fato é o nome a zelar. Muitos médicos com anos de janela preferem não se expor, ter uma conduta mais low profile e investir o seu tempo apenas no paciente e nas atividades acadêmicas e científicas.

Recentemente, o oncologista Drauzio Varella relatou em entrevista o início dele no rádio. Ele havia recebido um convite de uma emissora de São Paulo para gravar spots sobre saúde. Começava o boletim sempre da seguinte forma: “Oi, eu sou o doutor Drauzio Varella e hoje nós vamos falar da prevenção da AIDS…”. O médico achou a proposta absurda. Como ele que se formou na USP, tinha um consultório, era professor, iria se expor daquela forma?

Refletiu um pouco mais e acabou aceitando o convite. Foi o início desse grande comunicador da saúde. É inegável a contribuição que o Drauzio Varella deu para toda a sociedade no sentido de popularizar hábitos saudáveis e no conhecimento maior de muitas doenças.

Esse é também o papel do médico, principalmente os que têm uma projeção maior, são professores de escolas de Medicina, possuem um vasto currículo científico. A contribuição para a imprensa é para toda a sociedade.

Muitas vezes, quando nos deparamos com um grande especialista que se recusa a dar entrevistas, argumentamos com a história dele próprio e o quanto ele pode contribuir para inúmeras pessoas, não apenas aquelas que vão ao consultório. E sempre completamos: se você não falar, não der entrevista, o jornalista vai ter que buscar outra pessoa para falar, provavelmente, não tão qualificada ou tão habilitada e que poderá falar bobagem ou não explicar de forma tão precisa o problema ou a questão que está sendo debatida.

Reflita um pouco mais quando o telefone tocar e vier uma solicitação de entrevista. Vivenciamos inúmeras situações de especialistas que relutaram muito em falar com o jornalista, mas depois ficaram bastante satisfeitos com o resultado, com a matéria publicada no jornal ou revista ou mesmo com a exibição da entrevista na TV ou no rádio. Em contrapartida podemos contar nos dedos os casos mal sucedidos, de médicos que detestaram a experiência e que acabaram se chocando com a imprensa.

Ser ou não ser, eis a questão? Seja… um entrevistado!

Fonte: Assessoria de Imprensa da SOCESP

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Você é estressado?

O estresse pode ser gerado por fontes internas que vem de dentro de nós.

Geralmente, são situações que nos impomos e que não percebemos, que causam alteração emocional. Portanto, se você é uma pessoa exigente com você mesmo, com as outras pessoas, centralizadora no trabalho e em casa, que não se permite errar e se erra fica mal com isto, tome cuidado. Você tem uma forma de ser e um estilo de vida que gera estresse.

É importante que você tenha tempo para e alimentar sem comer depressa, como também tirar férias, desligar do trabalho no final de semana e não ficar preso a horários. Caso você esteja atrasado, não se culpe e não se exalte, pois isto não irá fazê-lo chegar mais depressa ao seu destino.

Outra coisa importante para diminuir o estresse é praticar atividade física. Você não precisa obrigatoriamente ir a uma academia, mas pode andar no seu bairro, em um parque público e o ideal é que você o faça sempre da mesma forma. Por exemplo, estabeleça uma meta de andar três vezes por semana por vinte minutos e tente seguir isto de forma consistente. Caso já faça algum tipo de atividade, parabéns! Mantenha.

O estresse pode gerar consequências físicas (distúrbios respiratórios, gastrointestinais, dor de cabeça, dificuldade de memória e concentração) e psicológicas (tensão nervosa, irritabilidade, mal estar generalizado, tristeza, depressão entre outros).

O estresse tem três fases: a fase de alerta quando o indivíduo percebe aquilo que o está estressando e pode lidar com isso; a de resistência na qual o evento estressor está presente por muito tempo e o indivíduo tem que estar o tempo todo e por muito tempo lidando com ele (aí já ocorre problemas de memória e mal estar) e a fase da exaustão, na qual o indivíduo esgota seus recursos psicológicos de lidar com o evento que o estressa e pode ter repercussões graves, como aumento da pressão arterial, psoríase e até, em casos graves, morte súbita.

Portanto, quando ficar estressado, verifique o que está por trás do estresse, talvez uma ansiedade, uma preocupação e procure resolver o problema antes que se agrave. Modifique sua forma de ser, seja mais “light” com você mesmo, respeite seus limites, não queira ser perfeito. Caso seja difícil fazê-lo sozinho, procure ajuda especializada.

Por: Dra. Silvia Maria Cury Ismael, Psicóloga Clínica e Hospitalar, coordenadora dos programas de Controle do Fumo do Hospital do Coração e da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Funcor.

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Dieta do Mediterrâneo

A tradicional dieta do mediterrâneo é caracterizada por grande ingestão de vegetais, legumes, grãos, cereais, frutas e frutas oleaginosas (nozes, castanhas), óleo de oliva; moderada à alta ingestão de peixe, porém com baixa ingestão de gorduras saturadas.

Neste caso, é importante baixo consumo de produtos derivados do leite (a maior parte na forma de queijos e iogurtes), de carnes e aves. O consumo moderado e regular de álcool, principalmente na forma de vinho e durante as refeições completa a dieta. Estudo cientificamente relevante, publicado na revista New England Journal of Medicine, foi realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard. Neste estudo, foram acompanhados 22.043 adultos, residentes na Grécia quanto ao consumo da dieta do mediterrâneo. Os resultados obtidos mostraram forte correlação entre o consumo da dieta do mediterrâneo tradicional e redução na mortalidade, principalmente por declínio nas doenças cardiovasculares (33%) e câncer (24%). Deste estudo foram concluídos que quanto maior a aderência a uma dieta do tipo Mediterrâneo, maior a redução da mortalidade por doenças cardíacas e cancerígenas.

Por: Dr. Pedro Farsky, diretor da SOCESP na gestão 2010 – 2011.

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Dicas para cuidar do coração

Doenças cardiovasculares, como infarto, hipertensão e insuficiência cardíaca, são responsáveis por cerca de 30% das mortes no Brasil. Daí a importância dos exames rotineiros, para evitá-las. De acordo com o Dr. Carlos Expedito Leitão, membro da Regional Vale do Paraíba da SOCESP, eles são fundamentais para identificar a manifestação de problemas cardíacos, geralmente muito silenciosos.

“A detecção precoce de alterações no sangue previne seguramente diabetes, infarto e derrame. O que não dá é para ignorar os riscos. Isso porque, quando os sintomas aparecem, o risco de morte cardiovascular é grande”, alerta.

O ideal é que as visitas ao cardiologista aconteçam uma vez por ano. Mas características individuais, como histórico familiar ou já ser portador de doença cardíaca, podem requerer uma frequência maior de consultas.

Há ainda uma propensão natural do sexo masculino para sofrer mais com as doenças cardíacas, devido a costumes e questões genéticas. Estresse, esforço físico, maior exposição a cigarro e álcool são outras agravantes.

“Até os 40 anos, os homens praticamente não procuram um médico. A mulher está mais habituada, pois frequenta o ginecologista e isso faz diferença”, afirma o Dr. Carlos Expedito. As probabilidades se igualam somente quando elas atingem o período da menopausa, por volta dos 40 anos. A partir desta idade, todos apresentam um risco maior para os distúrbios do coração. Portanto, eletrocardiograma, exame de sangue e teste ergométrico são essenciais, principalmente se o paciente pretende iniciar alguma atividade física.

Para os jovens, com 20 anos ou mais, os exames necessários são apenas eletrocardiograma e o sanguíneo. Recomenda-se o teste ergométrico apenas se houver intenção de participar de alguma competição ou de fazer uma atividade física mais intensa.

“Suponha que o médico libere, inicialmente, o paciente para uma atividade física mais leve. Se o paciente mudar a rotina e aumentar a carga de esforço, deverá retornar ao consultório, pois será preciso fazer exames mais específicos, já que um exercício mal orientado pode levar até à morte cardíaca”, completa.

No caso das crianças, a recomendação é de um exame clínico simples. Mas, mesmo para essa faixa etária, há exceções: “Hoje, hipertensão, obesidade e colesterol elevado estão presentes entre as crianças”, pondera o Dr. Carlos Expedito: “Por isso, aquelas que não têm uma alimentação saudável devem ser encaminhadas ao cardiologista para uma avaliação mais adequada”.

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A diferença entre LDL e HDL colesterol

Concentrações elevadas de LDL podem lentamente se depositar nas camadas internas da parede arterial. Junto com outras substancias presentes no sangue formam a placa aterosclerótica, que é um depósito espesso e firme responsável pela obstrução das artérias. Nesta condição ocorre a aterosclerose.

HDL é o colesterol bom

Cerca de um terço a um quarto do colesterol é transportado por lipoproteínas de alta densidade HDL (high density lipoprotein). Concentrações elevadas de HDL aparentemente protegem o indivíduo contra o infarto do miocárdio. Concentrações  baixas de HDL, inferiores a 40 mg/dl, aumentam o risco de doença cardiovascular. Acredita-se que o HDL remove o excesso de colesterol da placa aterosclerótica, retardando ou inibindo a sua formação, além de transportar o colesterol de volta para o fígado, onde é novamente metabolizado. A elevação das concentrações do HDL é alcançada com exercícios, ausência do fumo e peso adequado. Há ainda evidências que o álcool, em pequenas quantidades, promove discreta elevação da concentração de HDL.

Concentrações adequadas de colesterol

Os níveis do HDL e LDL colesterol são medidas para a avaliação do risco de infarto. Concentrações de LDL colesterol abaixo de 100 mg/dl são considerados ótimos. Menos de 130 mg/dl são quase ótimos para a maior parte das pessoas. Níveis elevados de LDL colesterol mais de 160 mg/dl são indicativos de um risco aumentado de doença cardíaca.
Se possuir dois ou mais fatores de risco para doença cardiovascular, considera-se elevados níveis de LDL colesterol acima de 130 mg/dl. No caso de portadores de diabetes, o nível desejado de LDL colesterol é inferior a 100 mg/dl. No caso de portadores de doença coronária previa, os níveis desejados se reduzem ainda mais, para inferiores a 70 mg/dl. Estes são níveis dificilmente atingidos apenas com dieta adequada, muitas vezes necessitado de medicações especificas.
Portanto, quanto maior o risco de um evento cardíaco, mais baixos devem ser os níveis de LDL colesterol.

Triglicérides

Triglicéride é uma forma de gordura. É proveniente da alimentação, além de ser formado pelo organismo. Existe uma correlação positiva entre o LDL e os triglicérides. Indivíduos com concentrações elevadas de triglicérides normalmente apresentam concentrações elevadas de colesterol, com prevalência de LDL. Assim, triglicéride elevado é um fator de risco para doença coronariana. Valores até 150 mg/dl são considerados normais; entre 150 -199 mg/dl são considerados limítrofes; e entre 200 – 499 são considerados elevados.

Por: Dr. Pedro Farsky, diretor da SOCESP na gestão 2010 – 2011.

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Chocolate é bom para o coração!

Na antiga civilização Maia foi chamado de ALIMENTO dos DEUSES.  Delicioso, energético e muitos dos seus consumidores adoram serem chamados de “chocólatras”, mas afinal podemos consumi-lo sem culpa?

A ciência responde SIM! Porém, chocolate é bom para o coração, mas quanto?

Buscamos as explicações com a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb e de artigos médicos da revista Lancet, de enorme impacto e credibilidade científica.

O chocolate como é apresentado hoje em dia, resulta da elaboração da fava do cacaueiro, que tem caroço e polpa branca. Na composição do chocolate temos cacau, manteiga de cacau, leite, açúcar (exceto nos chocolates dietéticos) e outros elementos que podem ser acrescidos como passas, amendoim, avelãs, amêndoas etc. O cacau contém substâncias chamadas fenóis ou flavonóides, os mesmos antioxidantes encontrados no vinho tinto.

Estudos feitos na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostram que consumidores diários de 30 a 50g de chocolate com alta concentração de cacau (56 a 85%, ou seja, chocolate amargo ou extra amargo) apresentam menores índices do chamado mau colesterol (fração LDL).

No cérebro, o chocolate eleva os níveis de serotonina e feniletilamina melhorando o ânimo e disposição geral. O chocolate é uma boa fonte de energia e com alto nível calórico, dependendo da proporção da manteiga de cacau ou açúcar ou leite. Cada100g pode conter de 350 a 500 calorias e é aí que mora o pecado!

Um dos aspectos negativos do consumo de chocolate, é o de que algumas pessoas relacionam o aparecimento de acne, pedras no rim, dores de cabeça, alergias, cárie dentária e tensão pré-menstrual. Porém, as evidências científicas da relação direta do consumo e esses problemas são fracas, na verdade os hábitos de vida pouco saudáveis: alimentação rica em gordura animal (colesterol), gorduras saturadas e gordura trans, sedentarismo, diabete, obesidade abdominal, hipertensão arterial não tratada, etc. são os mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

O consumo moderado de chocolate hoje é aceitável, até 30 g por dia, compondo uma alimentação balanceada em calorias e nutrientes. Ultrapassar os limites, apesar dos benefícios descritos e do sabor, acaba por elevar a quantidade diária de calorias o que é indesejável, além disso, não é recomendável trocar as frutas e vegetais de uma refeição pelo chocolate.

Não vamos aos extremos da proibição nem da liberação total e irrestrita, porém não esqueçamos de que muitas verdades científicas atuais podem mudar amanhã, portanto mantenha seu apetite moderado.

Por: Dr. Nabil Ghorayeb, Doutor em Cardiologia (FMUSP), especialista  em  Cardiologia  e Medicina do Esporte

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