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de Maio - Dia do Enfermeiro
Estratégia de produção e consumo
do conhecimento na Cardiologia
O desenvolvimento e a utilização do conhecimento, cada
vez mais, se tornam crescentes e imprescindíveis na busca de um
atendimento eficaz ao cliente. Utilizar a prática baseada em evidências,
através dos resultados de pesquisa para fundamentar suas decisões,
ações e interações com os pacientes, na execução
do cuidado de enfermagem tem sido hoje um dos maiores desafios do enfermeiro
na sua prática.
A responsabilidade profissional exige que os enfermeiros incorporem em
suas decisões e recomendações clínicas, ações
que reflitam tais evidências. É nessa perspectiva que o enfermeiro
que atua na cardiologia deve desenvolver formas específicas para
o cuidado clínico e cirúrgico.
Dessa forma, implementar ações que permitam ao profissional
desenvolver habilidades, identificar o problema, ou o risco, para o seu
problema, e assim estabelecer um atendimento preciso. Garantir um plano
de intervenções que busque a solução, ou mesmo
o simples controle do problema, prevenindo complicações
e retardando possíveis agravos, é um desafio permanente,
na atuação do enfermeiro, junto com sua equipe.
Paralela às questões da gestão do cuidado com o
paciente e na mesma hierarquia de importância, estão as questões
relacionadas à gestão das políticas de atenção
e gerenciamento dos serviços e as parcerias com os profissionais
de diferentes áreas da saúde.
As alterações cardiovasculares são em sua maioria
de causas multifatoriais e multidisciplinares, exigindo intervenções
de diferentes profissionais da área da saúde, o que, muitas
vezes, exige do enfermeiro o gerenciamento dessas intervenções
para uma melhor abordagem.
Para cuidar de pacientes com alterações cardiovasculares,
é necessário, além de conhecimentos específicos
e atualizados, o desenvolvimento contínuo da habilidade que permite
identificar o problema real e o risco para o problema, levando em consideração
a prevenção de outras alterações e a promoção
da saúde.
Para que o enfermeiro possa garantir excelência no desempenho de
suas funções, ele utiliza o processo de enfermagem em seu
cotidiano, que contribui sobremaneira na construção de evidências
do conhecimento em enfermagem, condição imprescindível
para a produção, evolução e inovação
do conhecimento, garantindo assim os avanços. Por isso, deve ser
valorizado na assistência, no ensino e na pesquisa.
O processo de enfermagem nada mais é do que um método de
solução de problemas, organizado para ajudar o enfermeiro
a abordar de forma lógica as situações que podem
causar danos. Esse método exige do enfermeiro conhecimento, raciocínio
para garantir um julgamento clínico, que permita identificar uma
série de possibilidades, e permite identificar a melhor solução
para o problema identificado e não apenas a chegar a uma decisão
rápida, precipitada e, às vezes, frágil.
O processo de enfermagem é formado por cinco etapas: coleta de
dados, diagnóstico, planejamento, implementação e
avaliação. Por se tratar de um processo, as etapas ocorrem
de forma contínua, dinâmica e inter-relacionada. Cada etapa
depende da exatidão da realização da anterior.
A coleta de dados permite identificar informações do paciente,
da família e da comunidade, evidenciando assim problemas, ou riscos,
além de evidenciar pontos fortes na pessoa, ou no grupo. Para realizar
a coleta de dados, o enfermeiro deve, além de desenvolver sua habilidade
de interação através da entrevista, ficar atento
à queixa principal e direcionar o exame físico, aprofundar
o conhecimento da semiologia e semiotécnica, utilizando da interação,
observação e mensuração.
Para o diagnóstico de enfermagem, o profissional busca o desenvolvimento
do raciocínio crítico aliado ao julgamento clínico,
pois é a partir dos dados coletados, durante a investigação,
levando em consideração os dados do prontuário e
os relacionados à comunidade, que identifica o problema, o risco,
ou o ponto forte.
O planejamento abrange várias atividades: identificar metas, estabelecer
objetivos, identificar e selecionar ações, ou intervenções,
e com isso estabelecer um plano de cuidados. Implementar o cuidado planejado
inclui a documentação do cuidado executado. A avaliação
permite decidir se as intervenções realizadas alcançaram
os objetivos, garantindo a solução do problema.
Diretoria
Diretora Executiva:
Maria Keiko Asakura (São Paulo)
Secretária: Ivany
Baptista (São Paulo)
Diretora Científica:
Rita de Cássia Macedo (São Paulo)
Diretora Científica:
Elisabete Sabetta Margarido (São Paulo)
Diretora Científica:
Eugenia Velludo Veiga (São Paulo)
Em 1983, enfermeiros ligados à Cardiologia começaram a atuar
em conjunto com a SOCESP até que, em 1987, foi fundado o Departamento
de Enfermagem, que conta com cerca de 400 associados.
A diretoria do Departamento de Enfermagem visa desenvolver
um trabalho de excelência na área, tendo em vista a complexidade
da assistência à pessoa cardíaca e a importância de preparar
adequadamente a equipe de enfermagem. Também faz parte de
seus objetivos promover encontros, congressos, seminários,
jornadas, reuniões e outras atividades que incentivem o espírito
de união, a cordialidade e, e que contribuam para o desenvolvimento
dos profissionais da área.
Outra meta é estimular o relacionamento com associações congêneres
nacionais e internacionais, visando ao aprimoramento técnico
e científico dos profissionais da área. Aos longo de mais
de 20 anos, o Departamento de Enfermagem realizou jornadas
científicas, cursos de atualização e reciclagem nas mais diversas
áreas, como Eletrocardiografia, Emergências, Cardiologia Intervencionista
e Pediatria, e contribui com o Suplemento da Revista da SOCESP
e participa de atividades dirigidas ao público em geral.
O mandato de cada Diretoria do Departamento tem a duração
de dois anos e a chapa é proposta em Assembléia Geral, realizada
durante a Jornada de Enfermagem, que ocorre anualmente.
Contato
mkeiko@hcor.com.br
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