Objetivo: Abordar os males que o cigarro acarreta à saúde cardiovascular e as formas de abandono do vício. “Trataremos da importância de parar de fumar e de como a classe médica tem papel fundamental nesta luta contra este grande problema de saúde pública. Quem deseja abandonar o cigarro deve receber acompanhamento médico, que aumenta consideravelmente as chances de sucesso. Para abordar esse assunto, contaremos com a presença da Dra. Jaqueline Issa, médica do Instituto de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, que possui extensa experiência na área”, destaca Dr. Katashi Okoshi, presidente da Regional Botucatu. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030 haverá 8 milhões de mortes por ano relacionadas ao tabaco. Cerca de 80% delas nos países em desenvolvimento, entre eles o Brasil. Metade dessas mortes atingirá pessoas em idade produtiva, entre 35 e 69 anos. “O tabagismo é responsável por mais de 50 doenças diferentes e é considerado o fator de risco modificável mais importante para o desenvolvimento de doença arterial coronariana, que se manifesta como angina e infarto do miocárdio”, comenta Dr. Katashi. As estimativas atuais no Brasil são de que, a cada ano, 200 mil indivíduos morrem precocemente devido às doenças causadas pelo fumo. Além disso, já está comprovado o efeito maléfico também para o fumante passivo. A estimativa é de que existam 2 bilhões de fumantes passivos no mundo, sendo 700 milhões deles crianças. O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias químicas. Pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas para os pulmões. Quem fuma tem 200% a mais de risco de ter um derrame ou um infarto. As toxinas do cigarro endurecem os vasos, comprometendo a oxigenação do sangue, o que pode levar à isquemia e ao infarto.