 |
| Dr. Angelo de Paola |
O coração bate entre 60 e 100 vezes por minuto.
Algumas situações, como febre e nervosismo,
podem acelerar o batimento cardíaco, outras, como o
sono, podem torná-lo mais lento. Porém,
quando ocorre uma alteração brusca na freqüência
cardíaca, em geral, acompanhada de mal-estar, tontura
e, até desmaio, pode ser sintoma da doença Arritmia
Cardíaca, alerta o dr. Angelo de Paola, presidente
do XXV Congresso da SOCESP.
Freqüentemente, esta doença está relacionada
a outras, como infarto, problemas nas válvulas cardíacas,
doença de Chagas, doença da tireóide
e outras. Alguns podem nascer com uma alteração
elétrica no coração e, ao longo da vida,
apresentar alteração no ritmo cardíaco.
Mas, também existem as pessoas assintomáticas,
ou seja, sem sintomas aparentes, que podem desenvolver a Arritmia
Cardíaca.
A recomendação é procurar um médico
sempre que o coração disparar, sem causa aparente.
O primeiro passo é fazer um diagnóstico preciso
da doença, que pode ser confundida com outros problemas,
como infarto e problemas neurológicos. O Holter 24
horas é uma alternativa de diagnóstico. A pessoa
passa o dia usando um aparelho que registra os batimentos
cardíacos, permitindo que o médico veja quando
e porque o coração disparou.
Em 30% dos casos, a Arritmia Cardíaca é benigna
e não precisa ser tratada. Mas, se precisar de correção,
o Brasil conta com várias alternativas. Uma delas é
a ablação com radiofreqüência, que
alcança 90% de sucesso: em um laboratório de
eletrofisiologia, é colocado um cateter no coração
e um foco de radiofreqüência corrige a arritmia.
Outra alternativa é o Cardioversor, que permite que
o próprio paciente acompanhe o ritmo cardíaco
e aplique um choque sempre que este ficar alterado. Há
ainda o marca-passo que regulariza a freqüência
cardíaca. Existem medicamentos também, porém,
em geral, não curam a doença.
|