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O acidente vascular encefálico é conhecido popularmente
como “derrame cerebral”, atinge todas as faixas etárias, é raro
na infância e há pequena predominância no sexo masculino.
No Brasil, é a primeira causa de morte. Pode ser classificado como:
AVEI (Isquêmico) – Lesão cerebral causada por falta de
sangue em uma determinada área cerebral, decorrente de obstrução
de uma artéria.
AVEH (Hemorrágico) – Sangramento no cérebro, devido
ao rompimento de um vaso sanguíneo.
Principais fatores de risco:
AVEI – Hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, sedentarismo,
tabagismo e doenças cardíacas.
AVEH – Aneurisma cerebral, hipertensão arterial, tabagismo,
distúrbio de coagulação e sedentarismo.
Principais sinais e sintomas: Enfraquecimento súbito, paralisação
de face, braços ou de um lado do corpo, alterações visuais,
dificuldade para falar, tonturas, dificuldade para engolir e dores de cabeça.
Fibrilação atrial (FA) é a taquiarritmia mais comumente
encontrada na prática clínica, cuja prevalência aumenta
dramaticamente com a idade. A FA é caracterizada por atividade mecânica
e elétrica irregular e desorganizada dos átrios, podendo resultar
em alteração na capacidade funcional e aumento no risco de
insuficiência cardíaca, eventos tromboembólicos e morte.
O objetivo do tratamento da FA é manter o ritmo sinusal, controlar
a frequência cardíaca e prevenir o tromboembolismo. O paciente,
permanecendo em ritmo sinusal, apresenta benefícios, como, eliminação
dos sintomas da arritmia, melhora do estado hemodinâmico e diminuição
do risco do tromboembolismo, o que torna importante, sempre que possível,
reverter o ritmo para sinusal, sempre que o paciente se apresentar com FA.
Os acidentes vasculares encefálicos cardiogênicos estão
associados a arritmias cardíacas, usualmente a fibrilação
atrial. Os êmbolos originam-se a partir do coração e
circulam até a vasculatura cerebral, resultando em um acidente vascular
cerebral (mais precisamente na artéria cerebral média esquerda).
O entendimento do mecanismo envolvido na trombogênese e tromboembolismo
(formação do trombo) em pacientes com FA não é totalmente
conhecido.
A formação do trombo, durante o episódio de FA, pode
estar relacionado com a tríade de Virchow, lesão no endocárdio
(membrana que envolve o coração), estase no fluxo e estado
de hipercoagubilidade. A estase sanguínea e a redução
do fluxo parecem ser os fatores mais importantes no desenvolvimento do trombo
em pacientes com FA. Evidências de um estado de hipercoagubilidade
são escassas, porém investigadores têm sugerido um aumento
no fibrinogênio e D-dímero acompanhado de uma diminuição
de antitrombina III 6 . A lesão do endocárdio que pode desencadear
o processo trombótico não encontrou, até o momento,
fundamentos na literatura. Os acidentes vasculares cerebrais embólicos
podem ser evitados com o uso da anticoagulação em pacientes
com fibrilação atrial. Estes anticoagulantes são
indicados pelos médicos em 90 % dos caso de fibrilação.
Prevenção
- Praticar
exercícios físicos regularmente, sempre sob orientação
de profissional habilitado.
- Parar
de fumar.
- Não
abusar de bebidas alcoólicas.
- Alimentar-se
bem, evitando gorduras e sal em excesso.
- Fazer
acompanhamento médico periódico, principalmente aqueles que
pertençam a um ou mais grupos de risco.
- Procurar
um atendimento médico logo que perceba alguns dos sintomas relacionados
acima.
- As
medidas preventivas são decorrentes do risco. O controle da pressão
arterial é a medida preventiva de maior impacto para evitar a doença
cerebral, a falta de controle aumenta o risco em cinco vezes.
Reabilitação
Quanto melhor o indivíduo compreender suas condições
e os tipos de reabilitação disponíveis, mais envolvido
estará no processo de reabilitação. Seus objetivos são
reduzir os efeitos das incapacidades físicas, psicológicas
e cognitivas, restaurando assim habilidades prévias e tornando o indivíduo
o mais independente possível em casa, no trabalho e na comunidade,
além de aumentar sua qualidade de vida. O paciente e a família
são envolvidos no processo do autocuidado, criando objetivos, planejando
e participando do tratamento.
Uma maneira de melhorar a qualidade de vida é procurar atividades
que estimulem e dêem prazer. Boas opções são os
grupos com as mesmas dificuldades e interesses. Retomar antigos hobbies
ou encontrar novas atividades que possam ser realizadas na companhia de amigos
e familiares.
Por: Rita de Cassia Ribeiro de Macedo, membro do Departamento de Enfermagem
da SOCESP
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