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Dra. Silvia Lage |
Após o surgimento da diabetes, ao longo de 10 a 15 anos, os diabéticos
apresentam alto risco cardiovascular, o que inclui o desenvolvimento de
doenças como infarto, angina de peito, derrame cerebral e gangrena,
mesmo aqueles que mantém o nível de glicemia - açúcar
no sangue controlado.
Na prática, isto significa que pessoas com antecedentes familiares,
ou que apresentam outros fatores de risco, como fumo, colesterol elevado,
sedentarismo e, principalmente, obesidade e hipertensão, devem
adotar hábitos saudáveis de alimentação e
comportamento, além de serem acompanhadas por um médico.
A dra. Silvia Lage explica que, muitas vezes, a simples adoção
de uma dieta saudável e a prática regular de exercícios
permite o controle da doença. "São freqüentes
os casos de pacientes obesos que, após emagrecem, conseguem controlar
a diabetes e a hipertensão, três fatores de risco cardiovasculares
que, em geral, caminham juntos", completa a cardiologista.
Mas, em alguns casos, o controle da glicemia exige a adoção
de medicamentos e a dra. Silvia Lage destaca que estão surgindo
novas drogas com menos efeitos negativos sobre o coração
e que controlam o pico de glicemia que ocorre após a ingestão
de alimentos, em termos médicos, o pico hiperglicêmico pós-prandial.
Todas as pessoas, após a alimentação, tem uma alta
de açúcar no sangue, porém, nos diabéticos
o retorno ao nível normal é mais lento, o que é ainda
mais prejudicial à saúde.
Estima se que cerca de 10% da população brasileira seja
diabética e, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes,
41% destas pessoas tomam medicamentos, 29% fazem apenas dieta, 23% não
seguem nenhum tratamento e 7% são dependentes de insulina.
A Sociedade de Cardiologia do Estado
de São Paulo não oferece consultas pela Internet, ou por e-mails.
Além disso, as informações disponíveis neste site
não substituem o aconselhamento profissional.
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