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DistÚrbio cardÍaco congÊnito




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Dr. José Henrique Vila, Assessor de Qualidade Profissional.

Doenças de origem genética podem ser diagnosticadas e tratadas antes mesmo do parto

Nem todas as doenças cardíacas são causadas por maus hábitos. Algumas surgem quando o coração está se formando, ainda no útero materno. Neste caso, somente um acompanhamento pré-natal qualificado permitirá o diagnóstico e tratamento feitos ainda na gravidez.

Esta identificação pode ser feita a partir da 22ª semana de gestação, quando o coração do feto está totalmente formado. É nesta etapa que o obstetra costuma indicar a realização do ultrassom morfológico, capaz de identificar distúrbios congênitos. Se uma alteração é revelada neste exame, assim como se houver antecedentes de problemas cardíacos congênitos na mãe, é necessária uma avaliação específica: o ecocardiograma fetal.

Outro indicador de suspeitas para o distúrbio cardíaco congênito é a idade avançada da mãe. Acima dos 40 anos, a gestante tem mais probabilidade de gerar um bebê com distúrbios genéticos, que podem acarretar algum tipo de má-formação cardíaca.

“Em casos de questões genéticas, como a como a Síndrome de Down ou Turner, a chance de o bebê ter problemas no coração é muito maior”, afirma o Dr. Daniel Lages Dias, presidente da Regional Campinas da SOCESP.

O cardiologista diz ainda que, além da herança e dos fatores genéticos, alcoolismo e doenças adquiridas pela mãe durante a gravidez podem provocar alterações no coração do feto. As medidas em caso de problemas cardíacos intra-útero são diversas: encaminhamento a pré-natal especializado, eventual uso de medicação para a mãe, parto em serviço habilitado à cirurgia cardíaca neonatal, ou até, em casos raros, um tratamento intra-útero. Mas a descoberta de um problema cardíaco durante o pré-natal pode requerer apenas o seguimento, sem necessidade de nenhuma intervenção.

Dr. Daniel informa que um distúrbio cardíaco muito frequente, detectado durante a gestação, é a arritmia (aceleração ou lentidão do ritmo cardíaco), que na maioria das vezes não requer tratamento. Arritmias mais severas são raras e, por vezes, requerem uso de medicações pela mãe.

“O mais importante em termos de prevenção é o pré-natal bem feito, realizado desde o início da gestação, com número adequado de consultas e realização dos exames rotineiros, que vão detectar os casos que necessitam de seguimento especializado antes do nascimento. Após o parto, o seguimento de  puericultura, com visitas regulares ao pediatra também propiciarão o diagnóstico precoce destas mal-formações cardíacas, possibilitando o tratamento”, alerta o Dr. Daniel.

Nas crianças maiores, outro problema cardíaco comum é o sopro. O pediatra percebe o distúrbio em uma consulta de rotina e encaminha para o cardiologista, que, às vezes, não confirma a suspeita no ecocardiograma.

“É o que chamamos de sopros funcionais. Na verdade, essa criança não tem problema cardíaco e pode ter uma vida normal. Mas sem a correta orientação, os pais muitas vezes proíbem a criança de praticar uma série de atividades”, completa.

Sintomas e tratamento

Os pais devem estar sempre atentos a sintomas que podem indicar a presença de doenças cardíacas congênitas no bebê. A pele com coloração roxa é característica de cardiopatia cianogênica, na qual o sangue não consegue ser oxigenado adequadamente pelo pulmão. Esta situação normalmente é percebida ainda na maternidade e exige um atendimento imediato.

As cardiopatias acianogênicas, por sua vez, manifestam-se de forma mais insidiosa e provocam pneumonias frequentes, cansaço às mamadas e incapacidade de ganhar peso. O sintoma é causado por congestão pulmonar: o problema cardíaco causa um excesso de fluxo sanguíneo nos pulmões, que ficam cheios e com respiração difícil. Em ambas as situações o tratamento consistirá em uso eventual de medicamentos, com posterior encaminhamento à cirurgia ou cateterismo


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Última atualização 18.01.2010 , por Websaúde
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