O estresse pode ser gerado por fontes internas que vem de dentro de nós. Geralmente, são situações que nos impomos e que não percebemos, que causam alteração emocional. Portanto, se você é uma pessoa exigente com você mesmo, com as outras pessoas, centralizadora no trabalho e em casa, que não se permite errar e se erra fica mal com isto, tome cuidado. Você tem uma forma de ser e um estilo de vida que gera estresse.
É importante que você tenha tempo para e alimentar sem comer depressa, como também tirar férias, desligar do trabalho no final de semana e não ficar preso a horários. Caso você esteja atrasado, não se culpe e não se exalte, pois isto não irá fazê-lo chegar mais depressa ao seu destino. 
Outra coisa importante para diminuir o estresse é praticar atividade física. Você não precisa obrigatoriamente ir a uma academia, mas pode andar no seu bairro, em um parque público e o ideal é que você o faça sempre da mesma forma. Por exemplo, estabeleça uma meta de andar três vezes por semana por vinte minutos e tente seguir isto de forma consistente. Caso já faça algum tipo de atividade, parabéns! Mantenha.
O estresse pode gerar conseqüências físicas (distúrbios respiratórios, gastrointestinais, dor de cabeça, dificuldade de memória e concentração) e psicológicas (tensão nervosa, irritabilidade, mal estar generalizado, tristeza, depressão entre outros).
O estresse tem três fases: a fase de alerta quando o indivíduo percebe aquilo que o está estressando e pode lidar com isso; a de resistência na qual o evento estressor está presente por muito tempo e o indivíduo tem que estar o tempo todo e por muito tempo lidando com ele (aí já ocorre problemas de memória e mal estar) e a fase da exaustão, na qual o indivíduo esgota seus recursos psicológicos de lidar com o evento que o estressa e pode ter repercussões graves, como aumento da pressão arterial, psoríase e até, em casos graves, morte súbita.

Portanto, quando ficar estressado, verifique o que está por trás do estresse, talvez uma ansiedade, uma preocupação e procure resolver o problema antes que se agrave. Modifique sua forma de ser,seja mais “light” com você mesmo, respeite seus limites, não queira ser perfeito. Caso seja difícil fazê-lo sozinho, procure ajuda especializada.
Dra. Silvia Maria Cury Ismael, Psicóloga Clínica e Hospitalar, coordenadora dos programas de Controle do Fumo do Hospital do Coração e da Sociedade Brasileira de Cardiologia - Funcor.
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