 |
| Dr. Ibraim Masciarelli |
A Cardiologia conta com exames acessíveis, simples e sofisticados,
que permitem prevenir doenças, confirmar diagnósticos e
acompanhar a evolução do tratamento, afirma o dr.
Ibraim Masciarelli, presidente do XXVI Congresso da Sociedade de Cardiologia
do Estado de São Paulo.
Nada substitui a avaliação do cardiologista e nenhum método
dispensa a realização de outros. Todos são exames
complementares com indicações apropriadas. Os básicos
são os laboratoriais que, através
da análise de amostras do sangue, identificam colesterol elevado
e diabetes, fatores de risco para algumas doenças do coração.
Avaliações básicas incluem ainda Teste de Esforço,
Eletrocardiograma e Ecocardiograma, que mostram alterações
na anatomia, no funcionamento do coração e predisposição
à doença cardíaca.
O Eletrocardiograma é o mais
antigo, barato, fácil de fazer e funciona como um retrato
do coração. Este exame tem limitações porque
não revela todas as anormalidades e nem a predisposição
para doenças. Em geral, é complementado com o Ecocardiograma,
que avalia a anatomia e o funcionamento do coração, e com
o Teste de Esforço.
O Teste de Esforço é
indicado, principalmente, quando há suspeita de problemas nas artérias
coronárias e mostra o comportamento do coração quando
muito exigido. Pessoas que pretendem praticar ou praticam atividade física
devem se submeter ao teste porque existem doenças congênitas
que, em situações normais, ou em repouso, não apresentam
riscos, mas, durante uma corrida, por exemplo, podem até ser fatais.
Recorre-se à Medicina Nuclear,
em geral, quando o Teste de Esforço está alterado e por
ser mais sensível para confirmar a falta de sangue em alguma parte
do coração com imagens claras e alto índice de acerto.
Se o paciente tem fatores de risco, como obesidade, hipertensão
e parentes cardíacos, o Ultra-som
das artérias, como a aorta e as carótidas, pode detectar
aterosclerose silenciosa. Alguns cardiologistas optam pela Tomografia
Computadorizada, que identifica alterações nas coronárias,
confirmando problemas e indicando o risco de desenvolvimento de obstruções
nos vasos. A Tomografia associada à
Medicina Nuclear tem apresentado excelentes resultados, permitindo
ótima avaliação não invasiva das artérias
coronárias.
A Ressonância Magnética,
também é eficaz, mostra detalhadamente a aorta, se há
gordura depositada e que tipo, informações que definem risco
e auxiliam na orientação do tratamento de pacientes com
colesterol elevado. Também mostra em detalhes o funcionamento do
coração e, em pacientes infartados, o tamanho da área
prejudicada, sendo útil para planejar cirurgias.
Em muitos casos, o Cateterismo é
a opção. Nesse exame invasivo, leva-se uma sonda ao coração
para avaliar a obstrução e, no mesmo momento, quando indicado,
através da Angioplastia, desobstruir a artéria. É
fundamental no planejamento de cirurgias cardíacas.
A Tomografia das Artérias Coronárias
apresenta boas condições de substituir o cateterismo para
avaliação das coronárias, pois mostra calcificação,
depósito de gordura e grau de obstrução. É
possível que, no futuro, possa, isoladamente ou em associação
com outra forma de análise não invasiva, fornecer todas
as informações que, no momento, consegue-se apenas por Cateterismo",
finalizada o cardiologista.
A Sociedade de Cardiologia do Estado
de São Paulo não oferece consultas pela Internet, ou por e-mails.
Além disso, as informações disponíveis neste site
não substituem o aconselhamento profissional.
|