|
No
Brasil, aproximadamente, um em cada cinco indivíduos
tem hipertensão arterial. A pressão alta é
um problema de saúde pública que afeta homens
e mulheres. Os fatores que contribuem para a elevação
da pressão arterial são herança familiar,
hábito de usar sal em excesso, obesidade, estresse,
sedentarismo e uso excessivo de bebidas alcoólicas.
A pressão alta não tem cura, tem tratamento,
feito com remédios e com mudança do estilo de
vida, o que inclui perda de peso, prática de exercício
físico e redução no consumo de sal. A
adoção destes hábitos saudáveis,
antes do surgimento da doença, pode contribuir para
sua prevenção.
Em geral, a hipertensão não apresenta sintomas,
ou quando apresenta são graves, como o infarto. O ideal
é que se adote hábitos saudáveis, procurando
evitar o surgimento da doença, e que, a partir dos
30 anos, se visite regularmente o médico, responsável
por avaliar a pressão arterial e diagnosticar o problema.
Como ideal de pressão arterial, considera-se um índice
igual ou menor que 140/90 mm Hg. Porém, variações
destes números são aceitos. Por exemplo, com
o avanço da idade é normal que a pressão
mude, sem comprometer a saúde. Porém, só
um médico está habilitado a dizer se a variação
é aceitável.
 |
| Dr. Antônio
Carlos Palandri Chagas. |
A hipertensão arterial prejudica vários órgãos.
O coração é forçado a trabalhar
mais, causando aumento da massa muscular cardíaca e,
posteriormente, dilatação do mesmo. Estas alterações
do coração causam uma doença chamada
insuficiência cardíaca. Nas artérias,
a pressão arterial alta danifica a parede, acelerando
a formação de depósitos de gordura, provocando
estreitamento da luz da artéria. Como conseqüência
a este estreitamento, o paciente tem maior probabilidade de
ter angina e/ou infarto agudo do miocárdio. Outras
doenças secundárias são derrame cerebral
e insuficiência renal.
Importante: praticar exercícios físicos regularmente,
evitar excesso de sal na alimentação, combater
a obesidade e ter atividade de lazer.
Dr. Antônio Carlos Palandri Chagas
presidente da SOCESP no biênio 2001 - 2003
A Sociedade de Cardiologia do Estado
de São Paulo não oferece consultas pela Internet, ou por e-mails.
Além disso, as informações disponíveis neste site
não substituem o aconselhamento profissional.
|