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É difícil parar de fumar sozinho, mas frente
aos malefícios do cigarro e aos benefícios que
abandonar o vício trazem à saúde, vale
a pena tentar. A psicóloga Silvia Ismael, diretora do
Centro Psicológico de Qualidade de Vida, dá dicas
para parar de fumar sozinho.
1. Conscientize-se de que deseja parar de fumar porque o cigarro
faz mal à sua saúde e à das pessoas com
as quais você convive.
2. Reduza gradualmente o consumo de cigarros, durante uma
semana, observando aqueles que você pode eliminar de
imediato, como o cigarro após o café, assistindo
televisão e antes de dormir.
3. Marque um dia para parar de fumar definitivamente.
4. Antes, compre água, cravo, canela em pau, cristal
de gengibre e cenoura.
5. No dia marcado, jogue fora seu cigarro, cinzeiro e isqueiro.
6. Cada vez que tiver vontade de fumar, tome um ou dois copos
de água gelada, e use o cravo, a canela, o gengibre
e a cenoura para mastigar nos momentos difíceis.
7. Faça exercício de respiração
profunda: inspire profundamente, segure, contando até cinco,
solte o ar pela boca semi-aberta lentamente. Faça isso
cinco vezes seguidas.
8. Escove os dentes logo após as refeições
para bloquear a vontade de fumar.
9. Pratique qualquer atividade física, como caminhar
todos os dias por trinta minutos.
10. Enfrente cada dia como se fosse o primeiro e siga em frente.
Você vai vencer ! ! !
Algumas pessoas, depois de parar de fumar, sentem os efeitos
da Síndrome de Abstinência, que inclui dor de
cabeça, tremor, sensação de formigamento
nas extremidades, aumento de ansiedade, conseqüentemente,
aumento de apetite, irritabilidade, sensação
de tristeza e perda, sensação de estar mais
lento e menos concentrado. Antes de ter uma recaída,
pense porque vai fumar. Se está ansioso, pense em
algo para lidar com a ansiedade, como, telefonar para alguém
e pedir ajuda. A melhor forma de evitar a recaída é não
dar a primeira tragada.
Muitas pessoas não conseguem parar de fumar sozinhas.
A maioria precisa da ajuda de um médico e de um psicólogo,
que, nestes casos, tem papel fundamental, porque os tratamentos
que envolvem profissionais da saúde de várias áreas
são mais eficientes. Para o tratamento, os psicólogos
usam a terapia Cognitiva-comportamental, são realizadas
de seis a oito sessões, com grupos de cinco a dez pacientes
e o sucesso, em um ano, tem sido de 60%. Basicamente associa-se
o atendimento médico ao psicológico, incluindo
avaliação do perfil do fumante, detecção
dos gatilhos que levam ao cigarro, medicação
a base de bupropiona associada, ou não, ao adesivo de
nicotina, acompanhamento do paciente, preparação
para alta e prevenção de recaída.
A Sociedade de Cardiologia do Estado
de São Paulo não oferece consultas pela Internet, ou por e-mails.
Além disso, as informações disponíveis neste site
não substituem o aconselhamento profissional.
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