SELEÇÃO DE PACIENTES PARA IMPLANTE DE VALVA AÓRTICA TRANSCATETER

SELEÇÃO DE PACIENTES PARA IMPLANTE DE VALVA AÓRTICA TRANSCATETER
As patologias relacionadas à senilidade aumentaram sua incidência de forma drástica nos países desenvolvidos, com grande destaque para a Estenose Aórtica (EAo) que acomete 3 a 5% da população acima dos 75 anos.1,2 No Brasil, ainda há grande prevalência da EAo de etiologia reumática, acometendo principalmente indivíduos jovens. Entretanto, com o envelhecimento populacional exponencial, há projeções de que nos próximos 20 anos o contingente de idosos duplicará em nosso país.3 Não existem dados demográficos precisos sobre a prevalência das valvopatias no Brasil até o momento, contudo já é mais que usual encontrarmos pacientes com EAo degenerativa na prática clínica diária.

TRATAMENTO DA ESTENOSE AÓRTICA SINTOMÁTICA

O único tratamento que modifica a história natural da EAo ainda é a intervenção valvar. Ross et al.,4 em seu trabalho clássico em 1968, demonstraram mortalidade de aproximadamente 50% em dois anos com tratamento conservador após o aparecimento de sintomas. Tal achado foi corroborado por Kapadia et al.5 que demonstraram também 93,6% de mortalidade em cinco anos em uma coorte de pacientes inoperáveis. Desta forma, como o tratamento medicamentoso e comportamental nos pacientes com EAo é acompanhado de altíssima morbi-mortalidade, o tratamento intervencionista é mandatório. A cirurgia de troca valvar nesses pacientes, apesar de maior risco quando comparado com indivíduos jovens, ainda é factível. De acordo com Barreto- Filho et al.,6 a cirurgia de troca valvar em pacientes com mais de 65 anos, que apresentava 7,6% de mortalidade em 30 dias em 1999, nos dias atuais apresenta 4,2% de mortalidade, um risco considerado aceitável.

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