|
HIPERTENSÃO NO IDOSO - VISÃO ATUAL
Autor(es): ROBERTO DISCHINGER MIRANDA,
JOSÉ ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, AUDES MAGALHÃES FEITOSA,
JOSÉ CAMPOS FILHO, CARLOS ANDRÉ UEHARA
:: ÍNDICE
A hipertensão em idosos está claramente associada a aumento
do risco de eventos cardiovasculares, com conseqüente piora da qualidade
de vida e diminuição da sobrevida. O enrijecimento arterial
tem papel central no aumento da prevalência da hipertensão,
que ocorre com a idade. A elevação da pressão sistólica
predomina nessa faixa etária, sendo mais importante que a diastólica
na determinação do risco cardiovascular. Cuidados importantes
devem ser observados para o diagnóstico preciso da hipertensão
em idosos, assim como de seu risco global, cardiovascular ou não.
Inúmeros estudos demonstraram os benefícios do tratamento
da hipertensão na população dessa faixa etária.
Tanto tratamento medicamentoso como mudanças no estilo de vida
devem ser empregados, sempre considerando o indivíduo, com suas
co-morbidades e expectativas. As modificações de estilo
de vida podem ter ótima adesão, desde que bem orientadas,
especialmente por meio de equipe multidisciplinar. O uso de fármacos
em combinação fixa é uma necessidade para os idosos,
melhorando a adesão e a eficácia anti-hipertensiva e diminuindo
os efeitos colaterais. Nos muito idosos, o tratamento farmacológico
foi recentemente comprovado, mas ainda existem dúvidas em relação
ao tratamento de idosos frágeis, que deve ser individualizado.
Deve-se atentar também para a pressão arterial diastólica
durante o tratamento da hipertensão sistólica isolada.
Descritores: hipertensão; anti-hipertensivos;
idoso; co-morbidades.
HYPERTENSION IN THE ELDERLY - ACTUAL VISION
Hypertension in the elderly clearly increases cardiovascular risk, and
carry a higher mortality and worse quality of life. Aging is associated
with higher prevalence of hypertension, and arterial rigidity has a central
role. There is a predominant elevation of the systolic blood pressure,
which has greater prognostic importance than the diastolic blood pressure.
In the aged population, diagnosis of hypertension and the cardiovascular
and non-cardiovascular global risk should be precisely determined. Both,
pharmacologic and non-pharmacologic treatment ought to be used in the
elderly. Numerous studies showed the benefits of treating this population.
Elderly people can have good adherence to non-pharmacologic treatment
since they are individualized and, preferably, applied by multidisciplinary
team. Use of low dose once-a-day fixed-dose combination drugs improve
adhesion and may minimize adverse events. Pharmacologic treatment of the
very elderly is proven, but we still have doubts about treatment of fragile
elders, which should be individualized. Another concern is a very low
diastolic blood pressure during the treatment of isolated systolic hypertension.
Key words: hypertension; aged; antihypertensive
agents; comorbidity.
|