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Volume 18 - Número 2 - Abril/Maio/Junho- 2008

HIPERTENSÃO ARTERIAL

::ARRITMIAS SUPRAVENTRICULARES

HIPERTENSÃO NO IDOSO - VISÃO ATUAL

Autor(es): ROBERTO DISCHINGER MIRANDA, JOSÉ ANTONIO GORDILLO DE SOUZA, AUDES MAGALHÃES FEITOSA, JOSÉ CAMPOS FILHO, CARLOS ANDRÉ UEHARA

:: ÍNDICE

A hipertensão em idosos está claramente associada a aumento do risco de eventos cardiovasculares, com conseqüente piora da qualidade de vida e diminuição da sobrevida. O enrijecimento arterial tem papel central no aumento da prevalência da hipertensão, que ocorre com a idade. A elevação da pressão sistólica predomina nessa faixa etária, sendo mais importante que a diastólica na determinação do risco cardiovascular. Cuidados importantes devem ser observados para o diagnóstico preciso da hipertensão em idosos, assim como de seu risco global, cardiovascular ou não. Inúmeros estudos demonstraram os benefícios do tratamento da hipertensão na população dessa faixa etária. Tanto tratamento medicamentoso como mudanças no estilo de vida devem ser empregados, sempre considerando o indivíduo, com suas co-morbidades e expectativas. As modificações de estilo de vida podem ter ótima adesão, desde que bem orientadas, especialmente por meio de equipe multidisciplinar. O uso de fármacos em combinação fixa é uma necessidade para os idosos, melhorando a adesão e a eficácia anti-hipertensiva e diminuindo os efeitos colaterais. Nos muito idosos, o tratamento farmacológico foi recentemente comprovado, mas ainda existem dúvidas em relação ao tratamento de idosos frágeis, que deve ser individualizado. Deve-se atentar também para a pressão arterial diastólica durante o tratamento da hipertensão sistólica isolada.

Descritores: hipertensão; anti-hipertensivos; idoso; co-morbidades.

HYPERTENSION IN THE ELDERLY - ACTUAL VISION

Hypertension in the elderly clearly increases cardiovascular risk, and carry a higher mortality and worse quality of life. Aging is associated with higher prevalence of hypertension, and arterial rigidity has a central role. There is a predominant elevation of the systolic blood pressure, which has greater prognostic importance than the diastolic blood pressure. In the aged population, diagnosis of hypertension and the cardiovascular and non-cardiovascular global risk should be precisely determined. Both, pharmacologic and non-pharmacologic treatment ought to be used in the elderly. Numerous studies showed the benefits of treating this population. Elderly people can have good adherence to non-pharmacologic treatment since they are individualized and, preferably, applied by multidisciplinary team. Use of low dose once-a-day fixed-dose combination drugs improve adhesion and may minimize adverse events. Pharmacologic treatment of the very elderly is proven, but we still have doubts about treatment of fragile elders, which should be individualized. Another concern is a very low diastolic blood pressure during the treatment of isolated systolic hypertension.

Key words: hypertension; aged; antihypertensive agents; comorbidity.



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