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::ARRITMIAS VENTRICULARES

Avaliação de risco e tratamento das arritmias ventriculares na fase crônica do infarto do miocárdio

Autor(es): JOSÉ CARLOS PACHÓN MATEOS, ENRIQUE INDALÉCIO PACHÓN MATEOS

:: ÍNDICE

As arritmias ventriculares são a principal causa de morte súbita na fase crônica do infarto. A despeito de grandes avanços, ainda não existe um marcador ideal para avaliação do
risco dessas arritmias. Apesar das limitações, a fração de ejeção tem sido o marcador mais importante, sendo largamente utilizado pelas diretrizes para identificar os casos de alto risco. O tratamento se inicia com o diagnóstico e a eliminação de todas as causas possíveis de isquemia, e, na seqüência, pode ser realizado com drogas antiarrítmicas, desfibriladores,
ablação por radiofreqüência e cirurgia. Quando existe disfunção ventricular, com exceção dos betabloqueadores e da amiodarona, as drogas antiarrítmicas aumentam a mortalidade.
O implante de desfibrilador é o tratamento de eleição nos casos de alto risco, chegando a reduzir a mortalidade em 20% a 70%, dependendo da série estudada. A ablação por
radiofreqüência pode ser aplicada nas taquicardias monomórficas e para reduzir o número de terapias nos portadores de desfibriladores. A cirurgia pode ser fundamental para corrigir
a isquemia e quando existe indicação de aneurismectomia (arritmia, trombose ou insuficiência cardíaca). Nos casos de insuficiência cardíaca de difícil controle com QRS largo deve
ser considerado o implante de um ressincronizador.

Risk stratification and treatment of ventricular arrhythmias in the chronic phase of myocardial infarction

Ventricular arrhythmias are de main cause of sudden death after myocardial infarction. Up today there is no definitive marker for risk stratification of these arrhythmias. Despite limitation the ejection fraction has been the most important. Usually it is the most frequent included in the main trials to feature the high risk patients. The management begins by diagnosing and removing any ischemia. The treatment may be accomplished with
drugs, defibrillators, radiofrequency catheter ablation, and surgery. All the antiarrhythmic drugs but betablockers and amiodarone may increase mortality mainly in cases of myocardial
dysfunction and must be avoided. The best treatment in high risk patients is the defibrillator implantation that may reduce the mortality from 20% to 70% depending on the study. The radiofrequency catheter ablation may be very useful in cases of stable monomorphic ventricular tachycardia and for reducing therapies in cases having frequent defibrillator interventions. Surgery may be the best treatment to correct some cases of ischemia and for removing ventricular aneurisms related to arrhythmia, thrombosis or cardiac failure. If the QRS is wide and there is important myocardial dysfunction, resynchronization therapy must be considered.



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