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Volume 19 - Número 2 - Abril/Maio/Junho- 2009

::Avaliação e diagnóstico diferencial da dispneia aguda

Autor: Edson Stefanini1, Sílvio Reggi1, Leandro Santini Echenique1

:: ÍNDICE

A dispneia é um dos sintomas mais comuns nas unidades de pronto atendimento. Contudo, definir sua etiologia e propor tratamento adequado nem sempre é simples, pois muitas são as causas.

A fisiopatologia da dispneia é complexa. Diversos são os mecanismos que atuam no organismo, como a mecânica respiratória, a troca e o transporte dos gases, e qualquer mudança no sistema que possa levar ao aparecimento do sintoma. Além disso, fatores sociais e psíquicos também interferem.

A avaliação inicial do paciente dispneico no serviço de emergência deve, de imediato, ter como objetivo estabelecer a manutenção da vida, mesmo que isso demande medidas mais complexas. Sempre que possível,devem ser realizados anamnese e acurado exame físico, ainda que dirigidos, pois a definição da etiologia é imperativa para o tratamento adequado.

Exames subsidiários simples à beira do leito, como oximetria, eletrocardiograma e radiografia do tórax, auxiliam a determinação de uma hipótese diagnóstica inicial. O diagnóstico diferencial é hoje facilitado por exames laboratoriais, alguns mais específicos como o peptídeo natriurético do tipo B, os marcadores de necrose miocárdica e o D-dímero, e outros recursos de imagem, como a ecocardiografia Doppler, a tomografia computadorizada do tórax e a cintilografia pulmonar.

O tratamento varia de acordo com a doença de base. Nem sempre isso é possível desde o início e, muitas vezes, apenas medidas de suporte são utilizadas, ofertando maior quantidade de oxigênio e diminuindo o trabalho respiratório.


Palavra-Chave: Dispneia aguda/ Desconforto respiratório/ Peptídeo natriurético do tipo B/ D-dímero/ Diagnóstico diferencial.

Evaluation and differential diagnosis of acute dyspnea

Dyspnea is one of the most common symptoms among patients who come to the emergency room. However, establishment of the etiology and treatment is not always easy because there is a broad differential diagnosis.

Derangements in oxygenation as well as acidemia can lead to breathing discomfort. Its pathophysiology is complex, involving stimulation of a variety of airways mechanoreceptors and chemoreceptors at the carotid sinus and the medulla. Stimulus processing and its perception may be modulated by anxiety, pain and depression.

The initial management must optimize arterial oxygenation and identify the need for emergent airway and ventilation support. As long as possible history and accurate physical examination should be performed, as the correct diagnosis is crucial for treatment in a timely manner.
Simple ancillary testing as chest X-ray, electrocardiogram and oximetry can elucidate the initial diagnosis. Nowadays, the differential diagnosis is easily done with the use of BNP, cardiac biomarkers and other tests such as echocardiogram, computed tomography and ventilation-perfusion scanning.
Although each disease has its specific treatment, in some instances the cause of dyspnea is not immediately apparent and only support treatment is offered to improve oxygenation and reduce respiratory effort.

Key words: Acute dyspnea/ Respiratory distress/ Natriuretic peptide, B-type. D-dimer/ Diagnosis, differential.