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::Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST:
abordagem e tratamento na sala de emergência.

Parte 1: Terapia de reperfusão
Autor:
Leopoldo Soares Piegas1, João Manoel Rossi Neto1, Luiz Alberto Mattos1

:: ÍNDICE

Pronto restabelecimento da normalidade do fluxo sanguíneo na artéria relacionada ao infarto é essencial para o salvamento do miocárdio e a redução da mortalidade em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Em hospital com intervenção coronária percutânea disponível no tempo desejado e com equipe altamente treinada, esse modo de tratamento é o recomendado, com tempo porta-balão de 90 minutos.

Também nesses hospitais, a terapia fibrinolítica pode ser preferível nos pacientes com até três horas do início da dor e o tempo da intervenção coronária percutânea estimada for significativamente superior a 90 minutos. Hoje em dia a decisão mais difícil de tomar com paciente com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST na sala de emergência em um hospital sem intervenção coronária percutânea é sua transferência para um centro especializado, ao invés de instituir a terapia fibrinolítica. Nesse caso, se a transferência resultar em tempo total de retardo relativo à intervenção coronária percutânea (tempo porta-balão menos tempo porta-agulha) superior a 90 minutos, o paciente terá maior benefício com a terapia fibrinolítica imediata até 30 minutos da apresentação clínica. A diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 2008 de Intervenção Coronária Percutânea recomenda expectativa de realizar intervenção coronária percutânea primária em até 90 minutos e com disponibilidade logística, reconhecida e ativa, de um sistema de transporte (aéreo ou rodoviário) com retardo de deslocamento entre o centro diagnóstico e o intervencionista inferior 120 minutos. Independentemente do método, as diretrizes recomendam que todos os pacientes com até 12 horas do início dos sintomas sejam tratados com terapia de reperfusão.

Palavra-Chave:
Infarto do miocárdio/ Fibrinolíticos/ Angioplastia transluminal percutânea coronária/ Reperfusão miocárdica.

ST-segment elevation acute myocardial infarction: approach and management in the emergency room

Prompt restoration of normal blood flow in the infarct-related artery is essential for myocardial salvage and mortality reduction in patients with ST-segment elevation acute myocardial infarction. In hospitals with percutaneous coronary intervention available at the desired time and with a highly trained staff, this mode of treatment is recommended, with a door-to-balloon time of 90 minutes. Also in these hospitals, thrombolytic therapy may be preferred in patients who present within three hours of symptoms onset and in whom the door-to-balloon time will be significantly greater than 90 minutes. Nowadays, the hardest decision to make with ST-segment elevation acute myocardial infarction patients in the emergency room of a hospital without percutaneous coronary intervention is whether to transfer them to a specialized center rather than institute thrombolytic therapy. In this case, if the transfer results in a percutaneous coronary intervention-related delay (door-to-balloon time minus door-to-needle time) exceeding 90 minutes, patients may derive greater benefit from immediate thrombolytic therapy within 30 minutes of clinical presentation. The 2008 Brazilian Society of Cardiology Guideline for Percutaneous Coronary Intervention recommends that primary percutaneous coronary intervention should be performed within 90 minutes and with recognized and activate logistical availability of a transport system (air or road) with a travel delay of less than 120 minutes between diagnostic and interventional centers. Regardless of the method used, the guidelines recommend that all patients should be treated with reperfusion therapy within 12 hours of symptoms onset.

Key words:Myocardial infarction. Fibrinolytic agents. Angioplasty, transluminal, percutaneous coronary. Myocardial reperfusion.