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Parte 2: Tratamento adjuvante
Autor: Luciano Moreira Baracioli1, Felipe Gallego Lima1, José Carlos Nicolau1
:: ÍNDICE
Grandes avanços ocorreram no conhecimento da fisiopatologia e no tratamento do infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST em tempos recentes; porém, a morbidade e a mortalidade dessa doença ainda são um grande desafio, apesar dos índices decrescentes observados a partir dos anos 60, quando do início da implantação das Unidades
Coronárias de Terapia Intensiva. A partir da década de 80, credita-se a diminuição da mortalidade observada no infarto agudo do miocárdio, fundamentalmente, ao desenvolvimento dos métodos terapêuticos de recanalização/reperfusão coronária, inicialmente terapia fibrinolítica e, mais recentemente, intervenção coronária percutânea primária. Assim, promover a recanalização coronária precoce, seja mecânica (preferencialmente) ou farmacológica, permanece como o maior objetivo nos pacientes com infarto agudo do miocárdio até 12 horas de evolução. Por outro lado, tão importante quanto o uso das terapêuticas de recanalização, impõe-se a utilização da terapêutica adjuvante, no sentido de otimizar a própria qualidade da recanalização, e/ou no sentido de manter a patência do vaso culpado, e/ou com o intuito de melhorar o remodelamento ventricular esquerdo, prevenindo dessa forma o desenvolvimento da falência de bomba. Nesta revisão será dado destaque para as medidas gerais iniciais e para as terapêuticas medicamentosas, como antiplaquetários, anticoagulantes, anti-isquêmicos, hipolipemiantes e hipoglicemiantes.
Palavra-Chave:Infarto agudo do miocárdio/ Terapia adjuvante/ Antitrombóticos.
ST-segment elevation acute myocardial infarction: approach and management in the emergency room
Great advancements have taken place in the knowledge of the physiopathology and the treatment of ST-segment elevation acute myocardial infarction (AMI) in recent times. However the morbi-mortality of this illness still remains a great challenge, despite the observed decreasing index since the 60’s when the implementation of the Intensive Coronary Units started. Since the 80’s, a reduction in the mortality observed in AMI is credited basically to the development of the strategies for coronary recanalization/reperfusion, initially fibrinolytic therapy and, more recently, primary percutaneous coronary intervention. Therefore, promoting early coronary reperfusion, either through invasive strategy (preferential) or pharmacological, remains as the greater objective in patients with AMI up to 12 hours of evolution. On the other hand, just as important as the use of the therapy for recanalization, is the use of the adjuvant drug therapy, as far as to optimize the proper quality of the recanalization, and/or as far as to keep the patency of the culprit vessel, and/or with intention to improve the left ventricular remodeling thus preventing the development of the heart failure. In this revision, special attention will be given to initial general measures and drug therapy such as antiplatelets, anticoagulants, and anti-ischemic, and lipid and glucose managements.
Key words:Acute myocardial infarction/ Drug therapy, adjuvant/ Antithrombotic agents.
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