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::Síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST: estratificação de risco e tratamento.

Parte 1: Estratificação de risco
Autor:
Elizabete Silva dos Santos1

:: ÍNDICE

A síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST apresenta ampla variação do risco para ocorrência de óbito ou eventos isquêmicos recorrentes. Determinar a probabilidade desses eventos adversos é importante para identificar os pacientes que se beneficiam de condutas mais potentes, dispendiosas e, muitas vezes, arriscadas. Na avaliação inicial, é considerada ponto-chave, pois os pacientes serão tratados de modo diferente, conforme seu risco de morte ou eventos isquêmicos recorrentes. A estratificação de risco é uma recomendação Classe I, sendo a avaliação prognóstica o primeiro passo para o tratamento médico. Vários fatores clínicos têm sido associados com maior risco de eventos adversos, como o avançar da idade, antecedente de diabetes melito, revascularização miocárdica prévia, evidência de insuficiência cardíaca congestiva e desenvolvimento de angina refratária. O eletrocardiograma de 12 derivações da admissão, especificamente, quando presente o desvio do segmento ST, também é um importante determinante do risco de morte ou infarto do miocárdio. Da mesma forma, os biomarcadores plasmáticos podem adicionar uma informação independente com relação ao prognóstico e às estratégias terapêuticas. Atualmente, para avaliaçãoprognóstica nessa população, dispõe-se, em conjunto com as variáveis independentes, de modelos de estratificação de risco que foram desenvolvidos, na maior parte, utilizando-se populações de ensaios clínicos que não foram selecionadas, primariamente, para esse fim. Em 2008, introduziu-se o escore de risco Dante Pazzanese. Trata-se de um modelo simples, desenvolvido em uma população brasileira não-selecionada, facilmente aplicável no departamento de emergência, com o uso de variáveis clínicas, eletrocardiográficas, bioquímicas e biomarcadores plasmáticos.

Palavra-Chave:
Angina instável/ Infarto do miocárdio/ Prognóstico/ Fatores de risco.

Non-ST-segment elevation acute coronary syndrome: risk stratification and management.

Patients with non-ST-segment elevation acute coronary syndrome are at varying degrees of risk for death and recurrent ischemic events. It is therefore important that the likelihood of these adverse events be determined to identify patients who may benefit from therapies that are more aggressive, more expensive, and often more risky. This is of paramount importance in the initial screening, because it allows patients to be treated differently, according to their degree of risk of death or recurrent ischemic events. The risk stratification is considered a class I recommendation, and the prognostic evaluation is the first step in medical treatment. Several clinical factors have been associated with increased risk of adverse events, such as: increasing age, history of diabetes mellitus, previous myocardial revascularization, evidence of congestive heart failure, and development of refractory angina. Specifically, a 12-lead electrocardiogram on admission, in the presence of ST-segment deviation, is a major determinant of the risk of death or myocardial infarction. Likewise, measurement of plasma biomarkers may add independent information about the prognosis and therapeutic strategies. In this population, prognostic evaluation currently relies on risk stratification models developed mostly by using populations of clinical trials that were not selected primarily for this purpose, together with independent variables. In 2008, the Dante Pazzanese Risk Score was introduced. This is a simple risk-stratification model developed in a non-selected Brazilian population that can be easily performed in the emergency department using clinical, electrocardiographic, and biochemical variables, as well as plasma biomarkers.

Key words:Angina, unstable. Myocardial infarction. Prognosis. Risk factors.