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Volume 19 - Número 3 - Julho / Agosto / Setembro- 2009

:: Ressonância magnética cardiovascular e tomografia computadorizada cardiovascular nas doenças não-coronárias
Autor: Afonso Akio Shiozaki, Dani J asinowodolinski, Leonardo Sara, Tiago Senra
:: ÍNDICE

A tomografia computadorizada e, principalmente, a ressonância magnética cardiovascular têm se mostrado de utilidade cada vez maior para a avaliação de doenças cardiovasculares não-isquêmicas. A alta resolução tanto espacial como temporal desses métodos possibilita a aquisição de imagens com grande detalhamento anatômico, permitindo a avaliação da relação espacial entre estruturas adjacentes de forma não-invasiva. A tomografia tem particular importância para a análise vascular e é o melhor método para detecção de calcificações. No entanto, tem a desvantagem de utilizar contraste iodado e radiação ionizante, de não apresentar alta resolução de contraste entre as estruturas, e de adquirir imagens predominantemente estáticas. A ressonância magnética, por sua vez, é um método que não utiliza radiação ionizante e, por meio de diversas sequências de pulsos e técnicas de aquisição de imagens, é capaz de fornecer, além do detalhamento anatômico e de imagens das estruturas em movimento, informações relevantes sobre a caracterização tecidual das estruturas. Dessa forma, a ressonância magnética permite não só a caracterização da doença mas também seu possível impacto na função cardíaca. Técnicas como a cinerressonância, a aquisição de imagens ponderadas em T1 e T2, a perfusão com gadolínio, o realce tardio e o phase-contrast (análise de fluxo) permitem adequada análise e diferenciação entre as várias cardiomiopatias não-isquêmicas, doenças do pericárdio, massas cardíacas, e doenças valvares e dos grandes vasos. O contínuo progresso tecnológico associado a sua crescente disponibilidade fazem da tomografia computadorizada e da ressonância magnética cardiovascular ferramentas diagnósticas fundamentais e cada vez mais estabelecidas para auxiliar o clínico na avaliação das doenças cardiovasculares não-isquêmicas.

Palavra-Chave: Imagem por ressonância magnética. Tomografia computadorizada espiral. Cardiomiopatias. Doenças vasculares.

Role of cardiovascular magnetic resonance and computed tomography in noncoronary diseases

Computed tomography and especially cardiovascular magnetic resonance are of great utility for the evaluation of non-ischemic cardiovascular diseases. The high spatial and temporal resolution of these non-invasive diagnostic modalities allows image acquisition with excellent anatomic definition and depicts important information about the spatial relationship between vascular and non-vascular structures. Computed tomography has particular relevance to vascular analysis and is the method of choice for calcium detection and quantification. However, computed tomography has the disadvantage of using iodinated contrast media and ionizing radiation and has low contrast resolution between the structures. Cardiovascular magnetic resonance does not use ionizing radiation and, through many different pulse sequences and image acquisition techniques, allows accurate morphologic assessment using static and moving images and reliable tissue characterization of the structures. Hence, cardiovascular magnetic resonance enables the diagnosis of the disease and its possible influence on cardiac function. Image acquisition techniques as CINE-RM, T1 or T2-weighted sequences, perfusion, delayed-enhancement and phase-contrast images (flow analysis) provide an adequate analysis and differentiation of the many non-ischemic cardiomyopathies, pericardial, vascular and valvar diseases and cardiac tumors. The continued and rapid technologic progress, associated with the increasing proliferation of experienced centers, turn computed tomography and cardiovascular magnetic resonance into reliable and clinically important non-invasive imaging tools for the assessment of non-ischemic cardiovascular diseases.

Key words: Magnetic resonance imaging. Tomography, spiral computed. Cardiomyopathies. Vascular diseases.