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Autor:
Adriana de Lima Russo, Bellkiss Wilma Romano, Maria Christina Leme Cezário Garcia, Mariana Vasconcellos Silva Nastri, Maytę Anelone Pereira
A fase adulta é um momento de intensas mudanças, quando
se assume um lugar na sociedade, seja na área profissional,
conjugal ou parental. O presente trabalho se propôs a identificar
a qualidade de vida do adulto jovem que se submeteu a
cirurgia cardíaca na infância em decorrência de cardiopatia
congênita, partindo do conceito de que a qualidade de vida é
o resultado da avaliação pessoal de diferentes medidas provenientes
de indicadores psicossociais. A amostra da pesquisa
foi constituída por 15 adultos jovens, com média de
idade de 27 anos, de ambos os sexos, que se submeteram a
cirurgia cardíaca na primeira década de vida, sem restrições
quanto à cardiopatia. Foi utilizada uma entrevista estruturada
abarcando as quatro dimensões que influenciam a qualidade
de vida: física, psicológica, do ambiente e do relacionamento
social. Constatou-se que a maioria da amostra (53%)
apresenta sintomas atuais e parte dela (40%) se submeteu a
duas cirurgias. Os sujeitos, em sua maior parte (67%), mantêm-
se ativos e têm autopercepção positiva. Eles conseguem
estabelecer planos para o futuro (87%) e todos se sentem
satisfeitos com os resultados obtidos com a(s) cirurgia(s)
realizada(s). Pôde-se concluir que é satisfatória a qualidade
de vida dos jovens adultos cardiopatas congênitos que realizaram
cirurgia cardíaca na infância. Embora a cardiopatia
influencie principalmente a dimensão física do sujeito, as
dimensões sociais, ambientais e psicológicas se mantêm em
grande parte preservadas.
Descritores: Qualidade de vida. Cirurgia torácica. Adulto.
Cardiopatias congênitas.
Cardiac surgery in children: impact on the quality of life of young adults
Adulthood is a moment of great changes, when one takes up
his or her role in society as a professional, espouse or parent.
This study is aimed at establishing the quality of life of young
adults undergoing heart surgery as children due to congenital
heart diseases, based on the concept that quality of life
results from the personal appraisal of different measures based
on psychosocial indicators. The sample included fifteen
male or female young adults, mean age 27 years, undergoing
heart surgery in their first decade of life, with no restrictions
regarding the congenital heart disease. A structured
questionnaire was applied, including the four quality of life
dimensions: physical, psychological, environmental and social
relationships. It was found that the majority of the sample
(53%) has current symptoms and part of it (40%) underwent
two surgeries. Most of the individuals (67%) keep
themselves active and have a positive self-perception. They
can make plans for the future (87%) and all of them are happy
with the results obtained with the surgery. It was concluded
that the quality of life of young adults with a congenital
heart disease undergoing heart surgery as children is
satisfactory. Even though heart diseases mainly influence
one’s physical dimension, social, environmental and psychological
dimensions are reasonably preserved.
Key words: Quality of life. Thoracic surgery. Adult. Heart
defects, congenital.
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