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Volume 19 - Número 04 - Outubro / Novembro / Dezembro- 2009

:: Cirurgia cardíaca na infância: repercussões na qualidade de vida do adulto jovem

Autor: Adriana de Lima Russo, Bellkiss Wilma Romano, Maria Christina Leme Cezário Garcia, Mariana Vasconcellos Silva Nastri, Maytę Anelone Pereira


A fase adulta é um momento de intensas mudanças, quando se assume um lugar na sociedade, seja na área profissional, conjugal ou parental. O presente trabalho se propôs a identificar a qualidade de vida do adulto jovem que se submeteu a cirurgia cardíaca na infância em decorrência de cardiopatia congênita, partindo do conceito de que a qualidade de vida é o resultado da avaliação pessoal de diferentes medidas provenientes de indicadores psicossociais. A amostra da pesquisa foi constituída por 15 adultos jovens, com média de idade de 27 anos, de ambos os sexos, que se submeteram a cirurgia cardíaca na primeira década de vida, sem restrições quanto à cardiopatia. Foi utilizada uma entrevista estruturada abarcando as quatro dimensões que influenciam a qualidade de vida: física, psicológica, do ambiente e do relacionamento social. Constatou-se que a maioria da amostra (53%) apresenta sintomas atuais e parte dela (40%) se submeteu a duas cirurgias. Os sujeitos, em sua maior parte (67%), mantêm- se ativos e têm autopercepção positiva. Eles conseguem estabelecer planos para o futuro (87%) e todos se sentem satisfeitos com os resultados obtidos com a(s) cirurgia(s) realizada(s). Pôde-se concluir que é satisfatória a qualidade de vida dos jovens adultos cardiopatas congênitos que realizaram cirurgia cardíaca na infância. Embora a cardiopatia influencie principalmente a dimensão física do sujeito, as dimensões sociais, ambientais e psicológicas se mantêm em grande parte preservadas.

Descritores: Qualidade de vida. Cirurgia torácica. Adulto. Cardiopatias congênitas.




Cardiac surgery in children: impact on the quality of life of young adults

Adulthood is a moment of great changes, when one takes up his or her role in society as a professional, espouse or parent. This study is aimed at establishing the quality of life of young adults undergoing heart surgery as children due to congenital heart diseases, based on the concept that quality of life results from the personal appraisal of different measures based on psychosocial indicators. The sample included fifteen male or female young adults, mean age 27 years, undergoing heart surgery in their first decade of life, with no restrictions regarding the congenital heart disease. A structured questionnaire was applied, including the four quality of life dimensions: physical, psychological, environmental and social relationships. It was found that the majority of the sample (53%) has current symptoms and part of it (40%) underwent two surgeries. Most of the individuals (67%) keep themselves active and have a positive self-perception. They can make plans for the future (87%) and all of them are happy with the results obtained with the surgery. It was concluded that the quality of life of young adults with a congenital heart disease undergoing heart surgery as children is satisfactory. Even though heart diseases mainly influence one’s physical dimension, social, environmental and psychological dimensions are reasonably preserved.

Key words: Quality of life. Thoracic surgery. Adult. Heart defects, congenital.

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