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Autor:
Eliane Blanco Marangoni, Renata Lopes Pereira, Wladimir Musetti Medeiros,
Marina Tessarolo Souza, Carlos Gun, Fabio Augusto de Luca,
Antonio Carlos de Camargo Carvalho
Na insuficiência cardíaca crônica ocorrem diversas alterações musculares
que contribuem para a redução da capacidade funcional.
Recentemente tem-se utilizado a eletroestimulação neuromuscular
como estratégia terapêutica, com o propósito de aumentar o desempenho
muscular. Entretanto são escassos os estudos sobre o comportamento
metabólico e a segurança muscular e cardiovascular em
pacientes com insuficiência cardíaca crônica. Foram avaliados 14
pacientes com insuficiência cardíaca classe II-IV da New York Heart
Association (NYHA), divididos em dois grupos: 7 portadoress
de insuficiência cardíaca crônica submetidos a eletroestimulação
neuromuscular (grupo ICC EENM) e 7 portadores de insuficiência
cardíaca crônica submetidos a exercício resistido (grupo ICC EXER).
O grupo ICC EENM foi submetido a 20 minutos de eletroestimulação
neuromuscular com frequência de 100 Hz e duração de pulso
de 500 Us no quadríceps. O grupo ICC EXER foi submetido a
exercício resistido com quatro séries de 20 repetições de extensão
de joelho com 40% de 1 resistência máxima (RM). Foram analisados:
glicemia, lactato, creatina fosfoquinase e desidrogenase láctica.
A análise estatística foi realizada por meio da análise de variância
ANOVA, seguida do post-hoc de Scheffe, sendo considerados significativos
valores de p < 0,05. Glicemia, creatina fosfoquinase e
desidrogenase láctica não apresentaram alterações significantes, e
lactato apresentou aumento de 13,3 + 3,7 mg/dl para 21,7 + 5,6
mg/dl (p = 0,002) após a eletroestimulação neuromuscular. Após o
exercício resistido, o lactato aumentou de 14,2 + 3,1 mg/dl para
54,4 + 8,8 mg/dl (p = 0,001). Com base na amostra estudada, conclui-
se que a eletroestimulação neuromuscular é eficiente como recurso
indutor de trabalho muscular e seguro sob o aspecto muscular
e cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca.
Descritores: Insuficiência cardíaca. Músculo. Estimulação elétrica.
Exercício resistido.
Metabolic behavior and muscle injury in neuromuscular electrical stimulation in patients
with heart failure
Different muscle changes observed in heart failure contribute
to reduced functional capacity. Recently, neuromuscular
electrical stimulation (NMES) has been used as a therapeutic
strategy to increase muscle performance. However, there
are few studies on the metabolic behavior and muscle and
cardiovascular safety in patients with chronic heart failure.
Fourteen patients with NYHA Class II-IV heart failure were
divided in two groups: 7 individuals with chronic heart failure
undergoing neuromuscular electrical stimulation (CHF-NMES)
and 7 individuals with chronic heart failure undergoing resistance
exercise (CHF-EXER). The CHF-NMES group was submitted
to 20 minutes of NMES with a frequency of 100 Hz with
pulse duration of 500 Us in quadriceps. The CHF-EXER group
was submitted to resistance exercise with 4 sets of 20 repetitions
of knee extension with 40% of 1MR. Blood glucose, lactate,
creatine phosphokinase and lactate dehydrogenase were
analyzed. Statistical analysis was performed by ANOVA followed
by Scheffe post-hoc and p < 0.05 was considered significant.
There were no significant changes in blood glucose, creatine
phosphokinase and lactate dehydrogenase and lactate increased
from 13.3 + 3.7 mg/dL to 21.7 + 5.6 mg/dL (p = 0.002)
after NMES. After resistance exercise, lactate increased from
14.2 + 3.1 mg/dL to 54.4 + 8.8 mg/dL (p = 0.001). Based on our
results, we concluded that NMES is effective as an inducer of
muscle work and safe in patients with heart failure.
Key words: Heart failure. Muscle. Electrical stimulation.
Resistance exercise.
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