A missão do Centro de Referência em Cardiopatias
Congênitas
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Dra. Ieda Jatene |
Estima-se que de cada mil crianças, cerca de oito nascem com doenças
no coração e as famílias, além de enfrentar
o problema de saúde, são obrigadas a encarar o fato de que
o Brasil tem enormes dificuldades para tratar as cardiopatias congênitas.
Faltam recursos financeiros, profissionais capacitados e serviços
de saúde preparados para atender estas crianças que, em
geral, são encaminhadas aos grandes hospitais, submetidas a uma
longa fila de espera para cirurgia e, muitas vezes, morrem antes de conseguir
tratamento.
Com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento a essas crianças,
no estado de São Paulo, o Centro de Referência em Cardiopatias
Congênitas da SOCESP, coordenado pela Dra. Ieda Jatene, está
promovendo atividades dirigidas a profissionais da saúde e à
comunidade, nas mais diversas cidades do estado.
Criado em 2003, na presidência do Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas,
o Centro visa descentralizar o atendimento das cardiopatias congênitas,
permitindo que os pacientes sejam atendidos, sempre que possível,
na própria região. Dessa forma, será possível
evitar o transtorno socioeconômico gerado pelo deslocamento da criança
e da família para tratamento na capital.
“Também será possível encaminhar para São
Paulo apenas os casos que realmente necessitam de atendimento mais específico,
deixando que os serviços de Cardiologia do estado atuem de forma
adequada e segura, evitando sobrecarga nos hospitais da cidade”,
destaca a Dra. Ieda.
Para cumprir sua missão, o Centro conta com especialistas de diversos
hospitais que, periodicamente, ministram cursos de educação
continuada nas cidades que contam com regionais da SOCESP, atingindo profissionais
da saúde de toda a região. “Até o final de
2007, treinamentos terão sido aplicados em todas as regionais”,
anuncia a Dra. Ieda Jatene.
Doenças do coração em crianças
Existem dois tipos de cardiopatias congênitas: as cianogênicas,
doenças graves que devem ser tratadas com rapidez, às vezes,
nas primeiras horas de vida da criança, e as acianogênicas,
menos graves, que podem ser tratadas mais tardiamente, até mesmo,
depois de alguns anos.
O tratamento da criança cardiopata é totalmente diferente
do adulto. O organismo e as doses de medicação são
diferentes e outros problemas de saúde, como desnutrição
e infecção, interferem nos procedimentos.
Os sintomas, que podem ser percebidos pela mãe, são dificuldades
para ganhar peso e crescer, infecções respiratórias
de repetição, como pneumonia e gripe, cansaço excessivo
para mamar ou engatinhar e, em alguns casos, inchaço nas pálpebras.
Um outro sinal de alerta é a presença de cianose, que é
a coloração arroxeada da pele, melhor visível nos
lábios e nas extremidades dos dedos.
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